Você pode ser vítima de sua própria astúcia!

Infelizmente existem pessoas com comportamento indesejável exercendo certa profissão, que, ao contrário de fazê-lo crescer e o tornar nobre e pertencente ao grupo profissional, exerce a ação contrária, faz com que se desconfie da classe profissional, do grupo pertencente e ou manchando sua família, um seguimento ou toda a categoria. Exemplos não faltam.

Se uma igreja acolher um homossexual! Se uma igreja acolhe uma prostituta! Se uma igreja acolhe um assassino! Se uma igreja acolhe um corrupto! Se uma igreja acolhe um pedófilo! Se uma igreja acolhe um viciado em drogas! Se uma igreja acolhe um mau afamado… não importa se uma das missões dadas à igreja seja justamente acolher o pecador, o desviado, aquele que fez e praticou o mau, o pecado, o crime, o delito… a igreja é vista com descrédito e é vista como alcoviteira!

Se um policial age de forma violenta com o cidadão, o ofende, o maltrata. Se um policial extrapola e passa a abusar do poder que o Estado lhe confere, raramente se individualiza a culpa, logo, se declara que toda a PM é bandida; muitos já começam a campanha em favor da “desmilitarização da PM”.

Se um mecânico…; se um eletricista…; se um pastor…; se um padre…; se um vereador, deputado, senador… etc. É isto! Por esta condição e situação, os demais membros de um grupo ou categoria, sofrem por tabela, pela má fama e por um comportamento de uns poucos indivíduos; ou seja, todo um grupo, ser rotulado e classificado injustamente pela conduta de um. Por outro lado, não se tem uma solução simples, a não ser, haver uma união e ação coordenada par extirpar, isolar tais pessoas envolvida em ilícitos e ilegalidades da categoria ou classe. O problema é resolver isto, sem causar problemas outros, do tipo, difamação, injuria e calúnia.

Um risco que colegas de profissão podem cometer é querer tomar a iniciativa e divulgar atitudes, ações, insinuar situações, se autopromover sobre tais situações e se auto vangloriar: “eu não sou assim”; “eu não faço isto”; “não é assim que se faz”… e por que digo que é risco? Por que, mesmo não sendo, se pode se tornar vítima da condenação que ajudou a divulgar. E, a situação é a seguinte: um técnico de informática está sujeito a várias e diferentes situações. Eu já estive em situação de julgar e de ser julgado.

Semana passada, fiz um atendimento em que me disseram: “Isto passou a acontecer depois que aquele técnico daquela empresa veio aqui!”… Outra funcionária insinuou: “acho que ele tirou alguma peça do computador”; “a rede piorou muito depois que ele mexeu…” Eu poderia concordar com elas! Perpetuaria e ajudaria a ampliar a má fama da classe. Mas, antes de fazê-lo me certifiquei de que havia acontecido. E, nada do que encontrei na empresa, havia ligação com o trabalho deste outro técnico, que nem sei quem foi/é.

Faz alguns anos que fui chamado à delegacia para testemunhar sobre o roubo de um HD de 20 GB. A cliente acusava o técnico que havia feito a instalação de tê-la roubada. A mulher desabou no chão da delegacia de joelhos pedindo perdão quando lhe informei que o filho dela havia vendido o HD e as memórias para um amigo. E, havia sido eu quem tinha instalado no computador do outro amigo.

Já fui vítima de difamação também. Um cliente me chamou à empresa pois, outro técnico havia detectado que uma placa de vídeo, devidamente anotada na etiqueta do computador, não estava presente. Ele foi deselegante, frio, insensível e completamente grosseiro comigo, pois, julgava que eu lhe havia roubado. A situação inverteu-se quando pedi à secretária dele para pegar a Nvídia Gforce 128mb que lhe havia pedido para guardar pois estava com defeito. Entreguei-lhe e o relembrei: Lembra quando te notifiquei que tiraria a placa de vídeo, e usaria a placa onbord? – Ele ficou sem graça! Mas, nossa relação de serviço e pessoal se quebrou.

Aos aventureiros que pensam obter vantagens sobre a má fama de certas pessoas que trabalham inevitavelmente em alguma categoria, tome cuidado! Você pode ser vítima de sua própria astúcia!

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