666 a marca da besta tem novo alvo!

Eu já, faz algum tempo, penso que uma das informações que se espalham sobre a Bíblia que mais faz as pessoas não lerem o referido livro, é a ideia de que ler e entender a Bíblia não é para qualquer pessoa comum. Há até quem diga que a Bíblia tem muitas forma de ler e compreender. Para mim, é um livro. E todo livro, óbvio, se entende lendo e interpretando o texto. Evidente que há elementos culturais que facilita a compreensão[bb]de certos jargões e certas história, mas, longe de complicar o entendimento.

Há profecias na Bíblia. Os estudiosos, pesquisadores, especialistas, padres e pastores, alardeiam por todos os cantos que há mais de duas mil profecias ditas e realizadas, só no Antigo Testamento. Já no novo testamento existe e persiste alguns enigmas.

O número da besta no livro do apocalipse é um dos mais enigmáticos[bb]e mais especulados. Existe as mais curiosas explicações e tentativas de se elucidar seu significado. Recentemente em conversa com um amigo evangélico que crer fielmente que a marca da besta é de fato um marca física que os governos e religiosos, aprovado por todos os poderes políticos: legislativo, judiciário e aplicado pelo executivo, farão o mundo dobrar-se ante o poder do mal, mas, de forma conveniente, e permissível. O que penso ser uma impossibilidade.

Este mês então, com a noticia de que há projetos para se utilizar tatuagens eletrônicas para se gravar senhas e dados, bem como, um tipo de senha em pílulas[bb], ressurge e revigora estas especulações de que em breve o número da besta estará definitivamente imposta e adotada pelo mundo, levando assim a mais uma profecia cumprida: que quem não tiver a marca da besta, não poderá nem comprar, nem vender. E será perseguido.

 

Já li várias coisas curiosas e até absurdas sobre a marca da besta. A televisão e até mesmo o código de barras já foram alvos de comentários e especulações[bb]. Certamente que esta informação de que estão criando tatuagens eletrônicas e outros sistemas de transmissão e meios de fazer o login de usuário e senha será, sem dúvidas, tema de sermões e aulas sobre a marca da besta, o fim dos tempos.

É só acompanhar na sua igreja.

marca666

Quando se misturam politica, religião e teses teologicas… tudo se complica!

A frase nem foi tuitada esta semana, no entanto, retornou ao foco e aos comentários políticos por que o o Pastor Feliciano foi indicado, e hoje, 07/03/2013 foi confirmado como presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Sobre a frase: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” … bem! O que posso dizer é que estudei isto quando estudei teologia no IAENE, lá nos anos 89 a 92. E o que é que há de estranho na frase do Feliciano? Para mim nada! Afinal esta tese estudei na matéria do curso chamada: Teologia Sistemática. Tivemos que analisar várias interpretações e varias teses sobre a dita Maldição que Noé lançou sobre Cam o seu filho, e que é pai de Canaã. Para não restar dúvidas eis o que diz o texto em Gênesis. Nem vou entrar no fato de o Marco Feliciano ter errado quanto a descendência e formação de nações.

Um dia Noé bebeu muito vinho, ficou bêbado e se deitou nu dentro da sua barraca. Cam, o pai de Canaã, viu que o seu pai estava nu e saiu para contar aos seus dois irmãos. Então Sem e Jafé pegaram uma capa, puseram sobre os seus próprios ombros, foram andando de costas e com a capa cobriram o seu pai, que estava nu. E, a fim de não verem o pai nu, eles fizeram isso olhando para o lado. Quando Noé acordou depois da bebedeira, soube do que Cam, o filho mais moço, havia feito. Aí Noé disse o seguinte: “Maldito seja Canaã! Ele será escravo dos seus irmãos, um escravo miserável.” E Noé disse mais: “Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem, e que Canaã seja seu escravo. Deus faça com que Jafé tenha domínio sobre muitas terras, e que os seus descendentes morem nos acampamentos de Sem. E que Canaã seja escravo de Jafé.”

No curso de teologia em que participei, a tarefa passada pelo professor de Teologia Sistemática era sabermos quantas e quais eram as principais teorias e interpretações. Conhecer. E  saber suas origens. Saber explicar e saber esclarecer sobre tais temas. E, de onde saiu a ideia de que os Africanos são amaldiçoados? De uma má interpretação de texto, de uma confusão de ideias e associação errônea de fatos e eventos, como por exemplo, associar maldição com cor de pele, e associar “escravo miserável” com a escravidão que existiu. Ou seja, tudo sem ligação e sem explicações lógicas e plausíveis.

A posição do Marco Feliciano estava lá entre as teses estudadas. E, pelo que lembro, a teoria de que o continente africano seja amaldiçoado por Noé, não tem base bíblica, teológica, cristã, clerical, nem nenhuma outra base no texto. Assim, afirmo, que o Marco Feliciano está apenas tomando como verdade uma tese, afinal, desta mesma situação há outra tese e outras especulações como por exemplo: Noé ficou irritado e amaldiçoou Cam por tê-lo visto nu?

Alguns mais, como posso dizer, criativos, de imaginação fértil diz que ai existe de fato uma relação homossexual e que o que Cam fez, foi não apenas ter visto Noé nu. Afirmam  que “vê nu” é uma metáfora, para relação sexual homossexual. Esta semana isto voltou ao noticiário e ao debate por que o Marco Feliciano que é pastor, e que, ao que me parece assimilou apenas uma das várias teses sobe a maldição de Noé, foi nomeado presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos).

Também não me foi estranho o comportamento de outros grupos: protestaram e brandiram contra o pastor deputado e suas teses e posições teológicas. O acusou de homofóbico e racista. Para mim isto é fumaça. Não vi tais movimentos protestando contra o Renan Calheiro. Pelo contrário, muitos deles estavam lá apoiando-o. Não os vi deitados nos corredores, como fizeram hoje. Veja aqui.

deitados

Não vi tais movimentos protestarem contra João Paulo Cunha, José Genuíno (condenados pelo STF)  na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara e também do Paulo Maluf; muito menos vi, li ou ouvi algum deles dizendo que agora o Brasil ficará capenga quanto à Constituição, Justiça e Cidadania, e não há noticias deles fazendo tais eventos de protesto. Afinal, se, por causa da nomeação e confirmação do Marco Feliciano para a CDH indica morte e dificuldades para os grupos GLSBT e negros e outros grupos minoritários também é verdade os demais que sofreremos muito mais, como já estamos sofrendo faz mais de dez anos.

Estamos nas mãos destes grupos que defende minorias e ideias estrambólicas tanto quanto a posição do Marco Feliciano. Não vejo muita diferença entre um extremo e outro extremo. Parece-me, e não há respeito às opiniões, as expressões. Querem impedir, cercear os direitos dos outros. Se tornam arbitrários, totalitários, e cassam os direitos dos outros. Tem o direito de protesto, de reivindicar, reclamar, espernear, mas, sem tolher o direito dos demais.

Fica-se com a impressão de que a Comissão de Direitos Humanos seguirá as teses teológicas do Marco Feliciano. Se sim, bem! Ai, teremos problemas. Pois, como teólogo, ele defende teses não comprovadas, teses que não tem comprovação e sabe-se que alguém para provar uma argumentação tendenciosa usou tal história para justificar ideias e atitudes torpes. Foi numa época, em que, para se ter razão e adeptos bastava dizer: assim diz a Bíblia, mesmo que a Bíblia nada diga a respeito. Como é o caso, de confundir e iladir que “escravo miserável” seja igual a ser negro, nascer na África. E vou além. Recentemente, um outra pessoa, não famosa, nem politica, me disse o seguinte: “Quando uma pessoa ruim morre, como por exemplo, um assassino, um estuprador – ele reencarna nalgum país da África” – Que ideia torpe e idiota. Mas, vou dizer que isto nasceu e está na Bíblia? De jeito algum! Mas, sei, que este sujeito, pensa assim, e que ele lê a Bíblia. Mas, sem relação entre os fatos.

Resumindo: está cada vez mais difícil acreditar, aceitar, entender, se interessar pela política. E quando se acha um pastor, deputado, teólogo que resolve misturar Politica e Religião… bem! ai, é que tudo fica mais complicado.

Carnaval, quarta-feira de cinzas e quaresma!

Não é novidade para muitas pessoas o fato de eu não gostar de feriados. Seja ele qual for. Em especial os feriados em que se faz estas emendas de dias. O carnaval por exemplo, o feriado é na terça-feira, mas o comércio só volta a funcionar efetivamente na quarta-feira, depois do meio dia. A chamada de quarta-feira de cinzas.

Por que se chama de Quarta-feira de Cinzas? Há espalhado por ai, ali, lá e acolá, várias explicações e várias tradições católicas e não católicas que são citadas como sendo a verdade sobre a origem do carnaval e da quarta-feira de cinzas.

Para mim, o carnaval, a quarta-feira de cinzas e a quaresma é de fato uma mistura de eventos de naturezas distintas. O carnaval, a tal festa da carne, que tem várias explicações, e vários argumentos para explicar sua origem, é na atual conjuntura, algo muito diferente do que foi no passado recente, e remoto.

Seja como for, quarta-feira de cinzas, tem para mim, o significado simples de que, se apaguem as fogueiras em que se assaram as carnes, em que se fizeram os churrascos, em que se grelharam os frangos, as calabresas, os lombos suínos, as costelas de carneiros,…ou seja, o que resta na quarta-feira pós carnaval são cinzas.

Estas cinzas pode ser interpretada assim no literal, bem como, pode ter significado parabólico, pois, a cinza é usada como uma metáfora e assim, pode, espiritualmente ter vários significados e ser usado em sermões e prelados diversos. Eis alguns significados do dicionário Houaiss:

  • O tempo consumado; as horas passadas;
  • Aquilo que evoca tristeza, desolação;
  • Sentimento de lembrança, de saudade daquilo que passou;

Outra explicação, esta é uma explicação da tradição católica, é que, as cinzas são os restos da queima dos ramos que os romeiros utilizaram e guardaram para o próximo ano. Ou seja, coisa simples: deve-se guardar os ramos deste ano, até o ano que vem para ser queimado e usar as cinzas para marcar o corpo. É um símbolo de mortificação e penitência.

Seja como for, eu não gosto de feriados curtos, médios e longos como este do carnaval. Afinal, nestes tempos, como não há trabalhos, tenho que gastar o que ganhei, e em muitos casos, comprar a prazo.

Nesta semana começa também a quaresma. Isto é outra história, mas, estão todas ligadas.

Mensagem natalina da equipe O & O!

Dear O&O User,

On behalf of the entire O&O Team, I’d like to personally thank you for the trust you’ve placed in us throughout 2012. I’m very happy that we were once again able to make working with your PC easier for you. No matter whether you’re using our products at home or on the job, we are honored to have you for a customer.

We wish you all the best for the holidays and a very happy new year!

xmas2012

Querido usuário do O&O

Em nome da equipe do O&O, eu gostaria de pessoalmente agradecer a confiança que você depositou em nós ao longo do ano de 2012. Estamos muito felizes, uma vez que conseguimos fazer você trabalhar facilmente com seu computador. Não importa se você está usando nossos produtos em casa ou no  trabalho, nós temos a honra de você ser nosso cliente.

Nos desejamos o melhor para as festas e feliz ano novo!

Obrigado equipe O & O!

O abortar anencefálicos agora pode!

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Estamos todos, como cidadãos, direta ou indiretamente envolvidos de alguma forma no debate sobre o “aborto de anencéfalos”. Algumas opiniões não dizem por que se é contra ao aborto, nem porque se é a favor do aborto de anencéfalos. Alguns apenas dizem que não é uma questão para os religiosos, como se somente os tais estivessem interessados e defendendo o assunto. Uma amiga escreveu que o debate sobre o aborto é infantil e deprimente. Outras pessoas acusam a sociedade brasileira de hipócrita, egoísta, desinformada, etc. No entanto, vi poucas opiniões sobre os motivos pelos quais se são favoráveis ou contrários. Nenhuma explicação sobre o assunto dizendo, eu sou contra por causa disso, disso e daquilo. Normalmente o que são contrários ao aborto é quem listam seus motivos.

1. STF e o Congresso  

No inicio eu questionei o porquê de o STF está debatendo o assunto[bb]. Porque o STF teve que definir a questão e não o poder legislativo? Não só eu, até um dos ministros afirmou assim: “não é dado aos integrantes do Poder Judiciário promover inovações no ordenamento normativo como se fossem parlamentares eleitos”. O que eu concordo.

Sobre as funções e atribuições do STF leia aqui: Título IV – Da Organização dos Poderes – Capítulo III – Do Poder Judiciário – Seção II – Do Supremo Tribunal Federal.

Pelo que entendi de todo o assunto, é que, a legislação brasileira[bb]  permite aborto em casos de a gravidez ser fruto de estupro, e quando, há risco de morte da mãe. Fora estes dois itens, abortar é crime. O STF definiu que não é crime quando a gestante decide interromper a gravidez de anencéfalos. Juntando-se agora, mais este item as anteriores. Ou seja, agora se pode abortar nestes casos específicos:

  • Risco de morte da mãe;
  • Estupro;
  • Anencefalia.

Finalizando este ponto 1, resta agora, o legislativo tramitar[bb] o que tem para legislar. O STF já decidiu que doravante, se terá mais rapidez nas ações em que se desejam interromper a gravidez também por anencefalia.

2. Sobre os religiosos contrários ao aborto.

Alguns comentários e opiniões sobre o assunto nem entram no mérito do debate das questões. Alguns se posicionam favoráveis ao tema por saber que muitos religiosos são contrários, e se eles são contrários ao aborto, e não se gostando de religião, e por este motivo se vai para o outro lado da questão. É uma estupidez. É, talvez, estranho que a maioria a contrária a decisão sejam religiosos, mas, nem todos o são. E não é por que a maioria seja ligada a alguma religião que o tema se torna dogmático, doutrinário. Não, não é! Por outro lado, é como dizer que, todos os que não são religiosos são favoráveis, o que, não é também verdade, pois, há PELO MENOS UM não religioso contrário ao aborto. Se o assunto deve ser assim tratado por haver muitos religiosos contrários, mas há religiosos que apoiam que tipo de argumento é este? Poder-se-ia, por exemplo, os religiosos recusarem a prática da lei por que os não religiosos a votaram? E, será que os doutos do STF, todos eles não tem religião? E. Se sendo religiosos, seus votos não estariam seguindo a tendência de sua religião. É de pensar, uma vez que a maioria[bb] deles votou a favor, que eles não sejam religiosos? E se são religiosos por que votaram a favor do aborto de anencéfalos?

Simples assim: a questão de poder ou não abortar anencéfalos não é uma questão religiosa, afinal, não conheço nenhuma doutrina cristã que seja denominada de Aborto!

3. Abortar anencéfalos, agora pode!

De hoje, 12/04/2012 está decidido que não é crime, juntamente com os demais citados, abortar os fetos sem cérebros. Os argumentos dos ministros não me convenceram do contrário. Pelo contrário. Algumas comparações que os tais ministros do STF utilizaram foram rasos e desprovidos de força.  Esta frase, por exemplo: “É preferível arrancar a plantinha ainda tenra no chão do útero do que vê-la precipitar no abismo da sepultura”. – Não vejo nada de iluminado nesta frase. Qual é a destinação do feto anencéfalos abortado dos anencéfalos que nascem e morrem?  Pô ministro, que frase mais sem noção!

Minha mãe teve 12 filhos. Do total de filhos, dois morreram nos primeiros meses. E teve algumas, isto mesmo, “algumas percas” (abortos). E ela fala com sentimento[bb] semelhante de todos. Dos que foram perdidos espontaneamente, bem como fala dos que morreram.  Pelo menos duas amigas que abortaram (não anencéfalos) e que perderam seus filhos ainda nos primeiros dias depois de nascidos demonstram sentimentos de traumas semelhantes. Eu não entendo como é que se pode considerar extrair o feto anencéfalo do útero mais trágico do que levar a gravidez[bb] até o parto sabendo que o mesmo poderá morrer assim que nascer, ou morrer dias, semanas, meses ou anos depois. Eu, não gostaria de estar no lugar da mãe, nem do pai, nem da família nestas questões. É ter que escolher entre o trágico e o terrível. O Luiz Fux diz que “A mulher[bb] passa por um sofrimento incalculável, na qual resultam chagas eternas que podem ser minimizadas caso seja interrompida a gravidez, se esse for o desejo da gestante”. – Pra mim, não há muita diferença. Desde o recebimento da noticia: “você gesta uma vida que não tem cérebro”.  Até a decisão de preferir abortar, e ou do contrário: “vou continuar e quero ver no que vai dar…” Não é nada fácil. Tudo é sofrimento incalculável Luiz Fux. Não somente continuar! E tão pouco se terá alívio em optar pelo aborto. Não haverá  minimização certa nestes casos. É trauma. É frustração. É trágico. É terrível. É doloroso. Tratam a todos como insensíveis.

No entanto, considero, uma vez, que nem toda gravidez de anencéfalos, traz risco de morte da mãe, mais humano, mais honrado preservar o direito deste humano anencéfalo de nascer, ainda que vá morrer, sabe-se lá quando.  Alguns argumentam: “E quem é que vai arcar com as despesas?” – Quem vai pagar por estes anencéfalos? – E a resposta é algo assim: “é o contribuinte através do sistema único de saúde” Ou seja, para estes humanos, deve-se abortar os anencéfalos por causa da situação fiscal e tributária, e dos recursos dos Estado. – também triste e lamentável tal posicionamento.

Os traumas das gestantes foram muitas vezes citados como fonte da argumentação. Eu imagino que deve ser traumático, trágico, terrível e frustrante transcorrer este período – descoberta de anencefalia, aborto ou parto – para qualquer mulher. No entanto, conheço pelo menos duas mulheres que optaram não pelo aborto. Uma delas conviveu com o referido ente por onze anos. E o enterrou chorando e dizendo: você foi à luz de minha vida.  E sim, recentemente recebi um e-mail de uma criança, que dizem ser anencéfalo viva, mas, não é verdade. É acrania, segundo o blog que divulga a imagem da criança.

Eu sei! São casos isolados. Mas, penso que a liberação realizada hoje, não impedirá milhares de brasileiras de levarem adiante a gravidez de seus fetos anencéfalos. Afinal, como dizem por ai, a maioria que luta por contrário a liberação  são religiosos, e como tais, agora é a hora deles mostrarem que, ainda que a lei permita, eles não optarão.

Agora é a hora do testemunho. Agora é a hora da prática da pregação. Agora é a hora dos religiosos provarem que não é uma lei que vai determinar se um anencéfalo pode ou não nascer. Agora é que é a hora de se valer do exemplo. Agora é a hora de demonstrarem que a vida sempre dá um jeito.

O anencéfalo é um humano tanto quanto nós todos nascidos vivos, e até o momento vingado. É tão somente mais indefeso do que os que têm cérebros. E caberia aos que tem cérebros protege-los.

Terem votados a favor não vai significar diferença para milhares de mulheres. O fato de a lei dizer: “você pode abortar nestes casos: A, B, C”,  não é facilitação para milhares que irão continuar a pensar que abortar em qualquer circunstâncias ainda é a pior escolha. Ainda que a lei permita, elas seguirão o que desejam e pensam. Bom para quem não tem estas cercas e limitações morais e éticas, e ou que conseguem viver, conviver e suportar as cobranças posteriores e as dúvidas e incertezas que passam diante destes eventos.

Finalizando.

Quando em 14 de outubro do ano 2000 o Dr. Guilherme gritou no corredor do Hospital Municipal de Irecê: Quem é o marido de Kátia Scarllette – e eu me apresentei – ele me exigiu uma resposta a questão:

– Estou entrando com os dois. Se eu tiver que escolher entre ela ou o beber, e tendo só uma opção qual deles eu salvo – a mãe ou a criança?

Foi uma das decisões mais rápidas e difíceis que tive que tomar. Optei por ela e pelo útero inteiro. E, você pode dizer que eu estou sendo hipócrita, pois, está claro que eu tomei uma decisão abortista. E de fato foi! Mas, amparado na lei. Em caso de risco de vida da mãe, pode-se abortar. É o que nos conceitos morais, se aprende: entre dois conceitos morais em conflito, opte pelo de maior valor. Naquele instante avaliei o que pude avaliar. E a opção foi pela vida de minha esposa com a possibilidade de podermos gerar outras vidas. Felizmente, hoje, tenho tanto a mãe quanto a xodó da família, PH.

Em 1996 estive acompanhando uma mulher que abortou por que, segundo os exames médicos o feto estava com má formação. Ela abortou e de fato, havia má formação. Seis meses depois, entrou no banheiro e atirou na cabeça. O bilhete dizia: eu não suporto mais ouvi meu filho chorar.

Os traumas nestas questões são inevitáveis. É como escrevi, é escolher entre o trágico e o  terrível.

O crucifixo e o laicismo do Estado.

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Quando diziam que o PT, Dilma e os demais grupelhos[bb] iriam legislar sobre as minorias, iriam querer censurar a imprensa, legislar a favor do aborto, perseguir as religiões… Muitos tolos acreditavam que tudo isto era papo de adversários, que era jogo político.

E agora o que dizem eles? Nada! Não tem o que explicar de ser tudo verdade e não ser nada de jogo político, nem ser papo controverso dos adversários, nem invencionices dos opositores. Era só a verdade. O que se vê no país é cada grupo tentando impor leis estranhas e conceitos esquisitos através de leis e remendos de leis.

Muito se tem escrito nos últimos anos sobre a retirada do crucifixo nas repartições públicas e dos  tribunais. Muitos ardorosos crentes do Estado Laico querem impor a sua vontade se dizendo afrontados, com “o símbolo cristão” nos tribunais. E se o crucifixo estiver lá não por um símbolo religioso mas, uma lembrança de se evitar julgamentos com execuções de inocentes como foi o caso de muitos crucificados, inclusive o mais famoso de todos o julgamento de Jesus, o Cristo?[bb]

Quem estudou teologia. Quem já leu o evangelho[bb]. Quem já teve a curiosidade de ler a história de Jesus e que tem noções de direito e conhecimento da história do direito, das leis, das muitas semelhanças das leis entre os povos desde o Código de Hamurabi[bb], sabe que, de acordo com a história, Jesus passou por um julgamento contestável, irregular, cheios de erros jurídicos, processuais e por fim, termina com Pilatos LAVANDO  as mãos, quando poderia ter decidido pela vida do inocente.

O crucifixo, mais do que um símbolo religioso, é uma lembrança aos magistrados a seguirem os ritos. É uma maneira de dizer que ali, se evitará os erros processuais; que seguirá as regras; que o réu possa ter a certeza, de que, se inocente for, terá condições de provar.

  • É uma lembrança de que as testemunhas terão que ser verdadeiras;
  • O crucifixo é uma lembrança de que, aquele, a quem a policia / guarda vai buscar, desde o tempo dos romanos[bb]: de que não será preso no período noturno;
  • O crucifixo é uma lembrança de que o manietado não sofrerá agressões  e humilhações nem antes, nem durante, nem depois dos ritos processuais;
  • O crucifixo é uma lembrança de que o julgamento e a apresentação das testemunhas deverão ser realizados à luz do dia;
  • O crucifixo é a lembrança de que todos devem ter garantido o direito a defesa e o contraditório;
  • O crucifixo é uma lembrança de que a prisão, quando realizada em “não flagrante”, não deve ser do jeito que foi feita a Jesus, e que o mesmo reclamou: “se esta é a acusação, por que não me prenderam no templo, estive lá todos os dias”;
  • O crucifixo é uma lembrança de que a justiça não deve se pautar em certas delações premiadas, como foi feita por Judas, mediante pagamento;
  • O crucifixo é uma lembrança ao magistrado a lembrar de como deve seguir a lei, e não se intimidar com posições políticas;
  • O crucifixo é uma lembrança ao réu, de que aquele tribunal, o juiz irá seguir as regras judiciarias, pois, tem na mente, que vários inocentes podem estar sendo condenados;
  • O crucifixo é uma lembrança ao réu de que, se cumprirá a máxima: “inocente até que se prove o contrário”
  • O crucifixo é uma lembrança de que todos devem ter direito a justiça, a defesa e a julgamento justo, correto e dentro das leis.

Se a pessoa é de religião diferente de Jesus, o crucificado, ficará ao menos atento para as verdades históricas que o ocidente aprende com o símbolo do crucifixo.

Tem pessoas que advoga que os juízes não devem ter nenhuma religião, nem professar nenhuma fé. Mas, neste caso, não estará sujeito a cometer erros semelhantes seguindo as orietações agnósticas, ateias, cientoloógicas, etc?

Então gente desmiolada me faça um favor, não confunda religião com Estado, nem crucifixos nos tribunais com Igreja católica! E também que por isto, o Estado deixa de ser laico. O crucifico tornou-se um símbolo do que se deve ser evitado num julgamento, e de como deve ser tratado réu, de como se deve seguir os ritos sumários, oos ritos sumaríssimos, ros itos legais, os ritos processuais… para que todos tenham direito e acesso a justiça.

Vão procurar outra coisa a ser feita gente boa! E sim, em 1997 fiz uma preleção naIASD Central de Irecê em que abordei alguns conceitos sobre o conhecimento juridico que Jesus demonstrava ter ao rebater certas acusações, e exigir o cumprimento das leis.

Por último, aí, quando os religiosos se posicionam contra homossexuais, lésbicas, simpatizantes, eles dizem que é perseguição, que isto não pode acontecer. Eles cassarem e até caçarem e perseguirem é normal, direito e natural. São “minurias” excluídas procurando seus espaços.

É mente desocupada que este povo tem!