“Os alunos não serão prejudicados…”

No Jornal Nacional da rede Globo, passou uma noticia das greves dos professores, se não me engano, no Rio de Janeiro, e uma das entrevistadas, ao defender os grevistas deu uma declaração, que na minha opinião é no mínimos um escracho com os pais, alunos e todos os não participantes da greve.

Segundo a mesma, nenhum aluno será prejudicado por que os professores estão em greve a mais de dois meses. Ah! tá! Na minha opinião é que vivemos nestes dias em que os pais, não vai às portas das escolas para reclamar, para protestas contra os tais grevistas. Eu me lembro do dia que voltamos do portão da escola com um bilhete a nossos pais, em que se explicava os motivos pelos quais não teriamos aulas aqueles dias. Minha mãe e quase todas as mães do bairro desceram avenida abaixo e foram lá protestar contra a greve dos professores, que durou, somente aquele dia.

Hoje não! Quem tem direito a greve, fazem-na, prejudicando a todos nós, e fazem como esta senhora. Na TV, nas rádios e para blogues dão entrevistas dizendo tais coisas absurdas. “Ninguém será prejudicado” – Pode ser que irão, como sempre facilitar mais ainda a vida dos alunos, passar pesquisas, fazer atividade extra-classe, entre outras atividades. No mínimo o prejuízo de conteúdo já está garantido. O mais é só contar.

Por fim vem o ministro do STF e garante salário para todos os que não estão trabalhando… bem, ai a festa está garantido. Está cada dia pior este país, em que, os grupelhos ganha seus rendimentos sem suar. Sei que há professores que merecem melhorers salários e melhores condições de trabalho, disponibilidade de recursos diversos. Por outro lado, jamais vivemos tal época, em que por mais que existam meios e condições de se ensinar, transmitir conhecimento, fazer com que se saiba ler, escrever, interpretar, contar, calcular, saber geografia, filosofia, ciências … e no entanto, é de espantar a quantidade de jovens que saem das escolas sabendo menos do que minha mãe que estudou até a quarta série do ensino fundamental.

Lamentável.

Diferenças entre inteligentes e ignorantes com iniciativas!

Não é um texto inédito. Eu já o havia recebido antes. Mas, esta versão do texto foi ligeiramente modificado para as eleições municipais que ocorrerão daqui a alguns dias. Eu reproduzo abaixo.

Dizem que Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em quatro tipos:

  1. Os inteligentes com iniciativa;
  2. Os inteligentes sem iniciativa;
  3. Os ignorantes sem iniciativa e
  4. Os ignorantes com iniciativa.
  • Aos inteligentes com iniciativa, Napoleão dava as funções de comandantes gerais … estrategistas.
  • Os inteligentes[bb]sem iniciativa, Napoleão deixava-os como oficiais para receberem ordens superiores … para cumpri-las com diligência.
  • Os ignorantes sem iniciativa, Napoleão os colocava na frente da batalha[bb]buchas[bb]de canhão, como dizemos.
  • Os ignorantes com iniciativa[bb], Napoleão os odiava e não os queria em seus exércitos.

 

  1. Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer besteiras enormes e depois dissimuladamente, tentar ocultá-las.
  2. Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não deve, até envolve-se com quem não deve e depois diz que não sabia.
  3. Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.
  4. Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.
  5. Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e governo.
Não precisamos deles, nem Napoleão os queria. Você identifica em sua vida, em sua empresa e no governo os quatro tipos de soldados de Napoleão? E o que faz com cada tipo?

Você sabe livrar-se dos ignorantes com iniciativa? Faltam meses para as eleições municipais!

Este é o momento certo de aprender a fazer tais diferenças.

[lomadeewpro category=’3482′ keywords=’politica, tucanos, petralhas, partidos, eleições’]

O Brasil vai avançando baseado nas greves e não nos méritos

[lomadeewpro category=’3671′ keywords=’brastemp, consul, roupas, agasalhos’]

Não me agrada ver as muitas categorias organizadas exigindo aumento de salário e exigindo condições outras para exercerem suas atividades. Existem greves por todo o território. E, tem sido assim que se tem conseguido melhores salários, melhores condições de segurança, melhores condições na saúde. As greves atendem, em parte, os servidores, não a população que não tem como exigir qualidade nos serviços, qualidade no atendimento, e melhoras na estrutura, nos equipamentos, e ambientes adequados ao atendimentos.

Não vejo, e não tenho visto, não tenho tido acesso a nenhum relatório que prove que as categorias atendidas em suas reivindicações tenham também contribuído com a melhora dos serviços, tenham tido influência na qualidade do ensino, da segurança, na qualidade da saúde, na qualidade da infraestrutura. Pelo contrário, é como escrevi sobre a greve dos professores na Bahia.

A sensação que se tem é que não adianta aumentar o salário de nenhum servidor público (municipal, estadual e federal) isto não fará com que as categorias se esforcem mais pela qualidade, nem tão pouco, teremos melhora no atendimento. Pois, diz por ai, que por estarem trabalhando em rotinas extremas e estressantes, os servidores não tem, nem mesmo a recompensa ou a ilusão de que no final do mês: terei um salários que satisfaça completamente minhas necessidades.

Pois bem! Eis que o Governo Federal fez proposta de melhorar os salários dos professores federais com doutorado.

“… o salário inicial do professor com doutorado e regime de dedicação exclusiva será de 8.400 reais. Os vencimentos dos docentes que já estão na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, passarão de 7.300 reais para 10.000 reais.”

Mas, isto, a valorização profissional por meio de melhores salários não é suficiente. A categoria quer, além disso, diminuição das horas trabalhadas, mudanças no ambiente de trabalho, e outras exigências da categoria em greve. Eis o que um dos representantes da categoria disse:

“O que recebemos foram tabelas de reajuste salarial. Em nenhum momento, o ministério se propôs a rever as condições de trabalho do professor universitário”

Em minha opinião, é um absurdo. Um despropósito.  Pois, estão conseguindo, a cada dia melhores salários, fazendo reivindicações de condições de trabalho, menos horas pra isto, mais facilidades na execução de suas atividades, e, veja bem, SEM termos melhoras significativas na prestação dos serviços, sem retorno efetivo para a educação publica, segurança e saúde.

Sabemos que as condições de trabalho não são de excelência. Mas, também dobrar-se as exigências das categorias sempre que entrarem em greve não é uma boa ideia. Já está mais do que na hora de haver no Brasil planejamento, regras, leis e outras formas de regulamentar como e quais são os deveres e direitos dos servidores públicos. Penso que se existir leis e regulamentos que estabeleça os salários os incentivos de forma fixa, inviabilizará até mesmo movimentos grevistas.

Estabelecer regras de salários e direitos trabalhistas. Este cargo paga tanto por tantas horas trabalhadas semanalmente, com avaliações de qualidade, e em consequencia da avaliação mais tantos porcento de incentivos… e por ai. Eu sei, que a situação atual é IMPEDITIVA para a maioria dos professores. Sei que o governo paga o salário, as GEMAS (gratificações) e exige por exemplo, pontuação por participação em congressos, eventos, e outras coisas para se ter aumento e melhores salários. Mas, se eles terão que dar xis quantidade de aulas, mais xis quantidade de horas em horário para auxiliar os alunos, reuniões, etc e tal, onde é que estas criaturas irão conseguir meios de dedicar à carreira?

Entre as reivindicações da categoria é a diminuição de 17 para 13 os passos dentro da carreira. A reclamação é que pouquissimos deles atingem o teto. Ou seja, a reclamação é por mais facilidades na carreira. Querem que o governo facilite a ascenção dos níveis. Se por exemplo, para atingir o teto atualmente é exigido que se publiquem artigos, que se faça projetos, que se faça pesquisas, registrar inventos e patentes, estar relacionado entre os destaques de sua área, ter contribuído com a ciência e com o avanço da educação, ter participado de congressos, ter realizado isto e aquilo … NADA disso! O que parece é que, querem FACILIDADES na carreira.

Eu já critiquei aqui o GOVERNO FEDERAL[bb]em diversos textos com a precarização; já critiquei desde o governo Lula esta situação; Diversos textos em que afirmo que o que o Lula[bb]diz é uma coisa e o que existe é outra. A situação continua. Sei que o governo não faz o dever corretamente quanto as regras e as condições de trabalho dos servidores. Mas, longe também de concordar com o aumento[bb]salarial por meio das greves e dos movimentos[bb]sindicais. O nosso país está necessitado de regras, estatutos, regulamentação de salários, de cargos, de horas trabalhadas. As condições são estas! Você aceita?

Outros links sobre o assunto:

 

Governo da Bahia: Os melhores salários para péssimos servidores

[lomadeewpro category=’3482′ keywords=’partidos, politicos, politica, corrupção, Brasil’]

O governo da Bahia, através de insistentes notas sobre a greve dos professores tem revelado um método de combate aos movimentos grevistas e de enfraquecimento dos sindicatos. Está estabelecido o método. Eu já escrevi sobre isto antes, e agora, com um novo elemento, volto ao tema.

Relembrando a greve da PM.

Por ocasião da greve da PM nos meses iniciais de 2012 o governo inaugurou o método. Até então, quase não se sabia, ou quase nunca se usava tal método: a propaganda, as notas, e a divulgação[bb]dos salários como argumento favorável ao governo, bem como, a comparação com os salários de outros Estados. E, agora é a tática do governo dizer que os grevistas estão reclamando sem motivos.

Na ocasião, se divulgou que um Policial Militar, trabalhando para o governo da Bahia, tem salário maior do que outros policiais trabalhando em, por exemplo: São Paulo e Paraná. Curiosamente, subliminarmente, comparativamente[bb]o que o Governo da Bahia faz, é dizer que a PM da Bahia governado pelo PT paga melhor a seus policiais do que os Estados administrados pelos partidos de oposição.

O Governador da Bahia por sua assessoria de imprensa poderia, por exemplo, dizer que a PM da Bahia ganha muito mais do que os brigadianos do Rio Grande do Sul, mas, lá! O governador também é do PT, não vai querer comprar briga, nem fazer comparações com eles, evidente!. Ele quer mesmo dizer que os PM estão ganhando mais do que os Estados de SP e do PR porque são Estados administrados por partidos de oposição, e também, são Estados ricos, com os melhores índices de criminalidade, e assim, joga para a sociedade baiana a ideia de que, a violência na Bahia – das maiores entre todos os Estados – não pode ser contabilizado por que o governo paga pouco aos policiais, e sim, por culpa da própria PM, de seus administradores, seus componentes.

Tá claro e evidente esta mensagem.

A Greve dos Professores.

A greve dos professores[bb]também tem sofrido tal ataque do governo de Jacques Wagner. Durante a programação da TV na Bahia, tem-se repetido insistentemente uma nota dizendo que o salário médio – veja bem, não são todos os professores – é a média dos salários pagos pelo governo da Bahia é de R$ 3.460,00. O governo não informa a população corretamente. Ele usa um subterfugio para obter vantagem. O que informa é que MÉDIA DOS SALÁRIOS é este. Não que TODOS dos professores que trabalham 40 horas recebem este valor.

Assim, a população, começa a questionar a categoria. Se ganham mais de cinco salários mínimos para trabalhar 40 horas semanais por que motivos os professores estão em greve? Que mercenários hein? Mais uma tática do governo, tem sido comparar os aumentos dados a outras categorias. Fulano! Nós acertamos 6%. Cicrano 7%. Beltrano 6.5% Só os professores que querem 22%. Não podem! Não tem como.

Por outro lado, ficamos com as seguintes certezas, se crermos nas propagandas do Governo do PT e do governador Jacques Wagner:

1 – Os altos índices na criminalidade[bb]não são por que o governo paga mau aos policiais. O governo paga melhor do que os Estados mais ricos do país, e que são governados pelos opositores.

Contra argumento: Como é que São Paulo e Paraná, pagando menos a seus PMs conseguem obter melhores indicies de combate a criminalidade e melhores índices na segurança pública? Estranho, pois, ai, cai aquela ideia de que profissionais que ganham mais, sentirão mais valorizados e trabalharão mais satisfeito, produzindo mais. Aplicado na PM da Bahia, não é a regra!

2 – Os baixos índices na educação básica na Bahia é também culpa da categoria dos professores, pedagogos, licenciados. Afinal eles ganham bem, trabalham mal e exigem muito.

As contradições

No site “Politica Livre” leio a seguinte frase: “estamos entre os sete estados que melhor pagam” – Segundo o site, dita pelo governador Jacques Wagner. Por outro lado, a Bahia está entre os piores Estados quando o assunto é Analfabetismo. Com os dados do ano de 2011. Ou seja, a ilação é clara. Pagar melhores salários aos professores não é garantia de que eles trabalharão e apresentarão melhores resultados e melhor qualidade no ensino.

A qualidade da educação é inversamente proporcional ao salário dos professores. O Estado é um dos sete que melhor paga, e é um dos nove com piores índices da educação básica. (Veja aqui: Por que o Brasil não consegue alfabetizá-la?). Inversamente também é a situação da segurança. O Estado paga salário melhor do que São Paulo e Paraná (Oposição) e tem um dos piores índices de mortes, assassinatos, roubos e outros delitos.

Opinião Pública

Outra parte da estratégia do PT no governo do Estado é a manipulação da opinião publica por meio de diversos meios de comunicação, é fazer enfraquecer os movimentos grevistas com a tática de isolamento e sensação de estarem reduzidos a poucos descontentes.

Também na TV, nos jornais, e nas revistas e no website do governo da Bahia temos o seguinte mapa e com esta legenda: “Em 265 municípios baianos, todas as escolas da rede estadual de educação estão funcionando normalmente. Os dados são do dia 06/06/2012”

O governo do PT na Bahia, na pessoa do Jacques Wagner implantou a sua agenda de truculência, de afastamento completo de suas bases, contrário ao que sempre pregou: apoio e governo voltado para o trabalhador, descompromisso com o dialogo. Bem, foi este governo que os professores também se esforçaram para eleger.

É esta a situação!

E a constatação óbvia é:

  • Melhores salários não garantem qualidade, satisfação e bons serviços na segurança pública do Estado Bahia.
  • Melhores salários não garantem qualidade, satisfação e bons serviços na EDUCAÇÃO pública do Estado Bahia.

Afinal, segundo o governo, temos baixíssimos índices na segurança e na educação, com os servidores públicos[bb]com melhores salários.

“Data vênia máxima” o povo baiano votou no partido e votou no governador.

Quem é que está mentindo: Os professores ou o governo da Bahia?

[lomadeewpro category=’3671′ keywords=’consul, brastemp, lavita, roupas, etiqueta, lavagem seca’]

Já tá virando hábito. Todas as vezes que há greves na Bahia, o governo lança notas públicas na TV. Nas últimas notas do governo da Bahia sobre as greves ele posa de vítima dos movimentos grevistas. A greve dos professores[bb]que começou recentemente, reinvindica o cumprimenro do acordo assinado pelo governador no ano de 2011. Eis como está escrito no site da APLB.

… No acordo assinado pelo governo Wagner e pela Entidade Sindical, a APLB Sindicato, ficou definido que o reajuste do PISO seria dado a todos os professores da Rede Estadual (professores do ensino básico e professores com formação de nível superior), respeitando os padrões e graus da tabela do Plano de Carreira, porém até o momento o mesmo não foi cumprido. Diante desta situação, os trabalhadores da educação da Rede Estadual paralisaram suas atividades funcionais no dia 11/04/201, por tempo indeterminado. E agora Governador Wagner? Como ficará sua palavra diante do ACORDO assinado? …

Este texto acima é do site da APLB: Por que a educação está em greve?. Isto explica ou melhor apresenta a motivação da categoria[bb]. Na TV todos os baianos ficam sabendo de outra versão da situação :

O Governo da Bahia vem honrando o acordo feito com a representação dos professores em 11 de novembro de 2011. O acordo foi referendado e suplantado pela Lei 12.364/2011, aprovada, por unanimidade, pela Assembleia Legislativa, no dia 25 de novembro de 2011. Esta Lei, que assegura o cumprimento do Piso Salarial[bb] e ainda reajustes reais de salário aos professores, foi sancionada pelo governador e celebrada pela APLB Sindicato como uma conquista[bb] histórica da categoria.

O contra-ataque do governo à categoria passa na TV e texto está aqui neste link: Governo cumpre acordo referendado na Lei 12.364/2011.

Se vocês ainda não perceberam, prestem atenção na tática dos partido do trabalhadores, enquanto poder, em lidam com os movimentos grevistas:

1) – Não abrem negociação, exigem a volta ao trabalho para depois negociarem;

2) – Esperam os grevistas extrapolarem o prazo legal dos dias parados;

3) – Sempre há um juiz, sabe-se lá de onde, para DECLARAR a greve ILEGAL.

Na greve da PM, e agora na greve dos professores, o governo tem veiculado a informação de que tanto a PM da Bahia, quanto os professores ganham mais do que em outros Estados. Eu desconfio de que a ideia é fazer com que a população se posicione contra as categorias. Entre os professores e os políticos, bem, eu acredito muito menos nos políticos, em especial quando os políticos são de certos partidos políticos, que são especialistas em ludibriação, profissionais da corrupção, especialistas em manipulação e roubo de obras e histórias.

Como os alunos podem exigir qualidade, conteúdo e condições de aprendizagem?

Mestre Yoda

As aulas voltaram. Retornaram ontem 16 de abril. A turma, aquela que era a primeira turma de Informática, em minha opinião, ACABOU! Restaram apenas grupos isolados, amordaçados e sem forças para reivindicações; talvez fosse isto que muitos queriam. Desde o primeiro semestre que ouvíamos frase do tipo: ao longo do curso vai ocorrendo o peneiramento, as vezes em uma turma formam apenas um ou dois. Não faz muitos dias, que outra pessoa ligada a educação de lá afirmou que desde o processo seletivo é que começa a seleção, e no final, só chegam os melhores, os mais tenazes, o mais aptos. – Nem tanto! Conheço muitos bajuladores bem de vida!

Ontem fomos todos para o campus saber como é que ficaríamos em relação ao curso. Ao longo do semestre, de acordo com o conteúdo das ementas, que os professores insistiam em repetir, apesar das nossas constantes reclamações e pedidos de mudanças na maneira de ensino, nas metodologias, nas distribuições de conteúdos, NÃO FOMOS atendidos nos pedidos.

Para mim, professor são guias, e, mestre, alguns dizem estar um pouco acima, pois são aqueles que trabalham sem indicações técnicas de outrem. Lá, temos professores que trazem em suas descrições Mestre em tal atividade e etc e tal. E não estou aqui questionando nenhuma graduação. Mas, questiono qualquer profissional que ignora – em especial aqueles que ganham para ensinar – os pedidos de mudanças de metodologias por aqueles que eles deveriam demonstrar como é que tal atividade deveria ser feita, por que ele é o mestre. Ele, é aquele que conhece as técnicas daquela atividade.

Pois bem! Aconteceu que a turma de Informática, em sua maioria, não estava sendo contemplada com as metodologias e as descargas de conteúdos teóricos, sem os devidos ensinos TÉCNICOS que deveriam vir acompanhados dos SLIDES – e nada mais! – das aulas apresentadas. As principais matérias do semestre estavam sendo ministrada de forma distante do que se espera de um curso técnico. Os mestres estavam, por assim dizer, distante dos discípulos. E os conteúdos teóricos distante da técnica do traquejo.

Em pelo menos duas ocasiões os apelos por mudanças não foram aceitas. Diante da situação o que fizeram a maioria dos alunos da turma de informática? Analisaram a situação. E tinham as seguintes opções:

1. AVANÇAR DE QUALQUER JEITO: Poderiam avançar no curso com média simples, terminariam o curso, receberiam o certificado, porém, sairiam do curso sem obter os conteúdos que o mercado de trabalho exige de técnicos graduados.

2. REPETIR PARA ESPERAR: Diante das circunstâncias, abdicar o esforço e não alcançar à média simples, REPETIR as matérias pendentes, para que, com a repetição, obter o conhecimento, que é o objetivo de todos aqueles que fazem cursos técnicos. Obter certificação. Obter conhecimento.

3. ESPERAR PARA BENEFICIAR: Beneficiariam com a chegada dos novos professores que estavam participando do concurso público. Afinal, com o quadro de professores ampliados, a chance de estudarem com professores de áreas especifica, no mínimo ganhariam em qualidade e conteúdo.

Entre outras razões e opções, muitos decidiram, já que não estavam sendo contemplados com qualidade, conteúdo e aprendizagem, repetir estas matérias, que são especiais dentro do curso, além de ter a certeza, que os novos professores, poderão contribuir mais e melhor com o curso, pois, o curso de Informática, no segundo semestre teve professores repetindo matérias, aplicando conteúdos que não lhe é área de trabalho nem de conhecimentos técnicos. É proibido que um professor formado em programação soubesse bem sobre redes de computadores ou outra atividade ligadas à tecnologia[bb]? A resposta é não. Porém, não é o caso aqui. Pois, ele pode conhecer o conteúdo, mas, um especialista sabe muito mais.

Algumas reclamações quanto ao conteúdo despejado sobre os alunos não agradou a alguns. É compreensível. Nem todos sabemos lidar com a crítica e com as exigências dos direitos[bb], nem com a divergência de opiniões. Algumas reclamações foram ao longo do semestre ecoando entre os colegas. E, o fala-aqui-fala-ali entre nós, revelou[bb]  uma realidade: a maioria não estava aprendendo, nem entendendo os conteúdos.

  • Nas aulas em que deveríamos aprender a lidar com os recursos do principal programa existente nos equipamentos[bb] de informática, tivemos acesso apenas e tão somente aos slides de conteúdo teórico;
  • Não havia livros, apostilas, nem material didático mínimo para os alunos.
  • O uso dos computadores era mínimo, ainda que a maioria das matérias tivesse relação aos referidos equipamentos;
  • Os softwares estavam lá. Os mestres em sala de aula. Os alunos presentes. Os equipamentos funcionando. Mas, se priorizavam as teorias às técnicas; diziam façam, ao invés de, é assim que se faz.
  • A seguinte frase foi declarada: Vou sair daqui sem saber lidar com computadores, e sem saber fazer programas. – que são as duas atividades que o curso de informática deveria promover.
  • A relação de MESTRE/ALUNO estava mesmo, com raras exceções, nesta ordem MESTRE acima, ALUNO abaixo.
  • A linguagem utilizada, sim, esta era de muita tecnicidade, o que fazia com que, a maioria não entendesse os conteúdos;

Alvo de critica severa é a conduta adotada pela coordenadoria do curso, pois, o que querem, é impossível de ser feito! Podem comparar o conteúdo do curso técnico de dois anos, com o conteúdo de curso de nível superior de quatro anos. É esta a relação. Algumas matérias, como por exemplo, estudos de linguagem C, linguagem estruturada, ao final de apenas um semestre foi exigido dos alunos a confecção – ainda que simples – a confecção de um sistema completo de vendas e estoque, controle bancário, controle de biblioteca, controle de veículos. Quem fez, e recebeu a nota, hoje, vamos dizer 40 dias depois do término do semestre eles sabem fazer o programa sozinho? Está apto a desenvolver um software? Domina a contento o conteúdo da ementa que o curso exige? Ou apenas, avançou no curso com a obtenção das notas? Ele pode estar satisfeito, e o professor contente.

Parte-se tão cegamente ao alvo de cumprir todos os tópicos das ementas que não estão preocupados com a qualidade, nem com a assimilação, nem tão pouco com a formação profissional dos alunos. Estão preocupado em passar o conteúdo, fazer avaliações daqueles conteúdos, obteve a média, vai para o próximo semestre, que a turma que passou no processo seletivo já tá chegando.

Foi por não estar acompanhando, e por não estar sendo contemplado com o ensino técnico, nem obtendo os conhecimentos necessários do curso que muitos alunos do Curso de Informática decidiram repetir pelo menos 50% das matérias do semestre, na esperança de terem acesso ao conteúdo de forma clara, didática, e por outro professor, que tenha a ciência da pedagogia.

A situação.
Até o momento, não tivemos contato com o coordenador do curso para os esclarecimentos. O que temos de informação é que o Campus só tem condições de atender os cinco alunos que quiseram passar o semestre da forma descrita acima, e a nova turma, ou seja, os novos alunos no primeiro semestre, e os cinco alunos que estão no terceiro semestre.

Nós outros, não temos informações de como será. A informação é que teremos que esperar este semestre em casa, até que a segunda turma termine a sua peneiração, para ajuntarem-se a nós e ou nós ajuntarmos a eles. Fato é que somos cerca de 11 ou 13 alunos que não teremos aulas neste semestre. Mas, certamente, ao voltarmos, temos a esperança, de teremos mais professores contratados, mais equipamentos disponibilizados, mais profissionais em áreas especificas.

Eu e os demais esperamos uma melhora significativa no quadro e no curso. Esta espera, fará com que tenhamos mais tempo para que o campus receba melhorias e investimentos.

[lomadeewpro category=’3482′ keywords=’concursos, leis, educação, conteúdos, ensino’]