Os assassinos do menino colobiano Bryan estão sendo assassinados. E dai?

A noticia nem é nova! Há quase trinta dias que li sobre o assunto, mas, ontem li uma nota de um colunista questionando assim: “E como é que criminosos condenados e presos dão ordens, sabendo que as ordens serão cumpridas?”

Para muitos brasileiros a resposta à pergunta é irrelevante. Para milhares de brasileiros a morte destes frios e desumanos bandidos é mais do que merecida. É como se sentissem que a justiça feita é mesma esta: a morte de cada um deles, com requinte de crueldade e com ampla divulgação. Milhares se sentem justiçado nestas medidas adotadas pela facção criminosa, que, segundo se espalha, é adepta do crime, mas, até no crime há limites a não ser transposto, e, violência às crianças é uma das linhas do limite.

Outras linhas de argumento levam-nos a outras constatações e conclusões obvias. Se são mesmo os integrantes da organização criminosa a agir assim, evidente que é uma afronta ao Estado democrático e de Direito. É de fato um outro tipo de justiça; um outro tipo de tribunal; um outro tipo de policia; um outro tipo de lei que obedecem e seguem como parâmetros.

Este “Estado Paralelo” em que a pena de morte é a lei, os carrascos obedecem sabe-se qual juiz, que tipo de lei, pode satisfazer o sentimento de vingança na situação e na tragédia que foi o que aconteceu na família do Bryan. Foi triste e lamentável, mas, não devemos esquecer que vivemos em um país regido por Constituição, por outros códigos estabelecidos na lei maior: a Constituição.

Quase todos que participaram do assalto e do assassinato estão já mortos. Eu sei de pelo menos dois amigos que reagiram assim: “Os assassinos do menino colobiano estão sendo mortos? Ah! E dai? É isto mesmo que deviam fazer” Outro assim disse: “Pode ser até policiais que os tenham matado. Investigaram. Localizaram. Exterminaram. Fizeram o correto”

Não é apenas um sentimento e um desejo primitivo. Não é apenas uma externação de concordância com o código de Hamurabi e mosaíco. É também a externação da desconsolada realidade de que, estes individuos deveriam ser mortos, porque o sistema judiciario não daria uma pena adequada, e o cumprimento da pena não seria como se espera. Se condenados a 20 anos, que permanecessem 20 anos lá dentro, e não 6 anos, e com progressão de pena. E, que, já se imagina que, uma vez dentro dos presídios, não há certezas de que sairão de lá socialmente recuperados, então, já que estão indo para a “escola do crime” e já são perversos antes de lá entrarem, que sejam exterminados antes de se transformarem em algo pior. Mas, que tipo de pior, poderão ser, se já são o que são?

Fato é que, sentido-se justiçados ou vingados, a realidade é que milhares ficaram horrizados, aterrorizados com a maldade que fizeram a menino Bryan e a sua família.

A crua e cruel realidade é que, ainda hoje, milhares de anos depois, o que muito se deseja foi o que Moisés ordenou: “extirpar o mal do meio do povo”

As cobranças do que ainda nem devo à COELBA

No dia 26 de dezembro tive alguns minutos de conversa com um amigo de longa data. Dia 26/12/2012 entre as de 15 e 16:30 horas quando o entregador de faturas da Coelba passou. Eu já sabia do valor e a da data do vencimento e disse ao amigo Vitor Souza:

Este moço deixou ali a fatura da Coelba que vai vencer no dia 13/02/2013 e o valor é de R$ 157,00.

Ele não creu e achou estranho que eu esteja recebendo no dia 26/12 esta Nota Fiscal futura, quando, nem iniciei o consumo do mês de Janeiro, que por lógica, viria em fevereiro. Isto complica tudo. Afinal, o consumo está sendo feito pela média dos últimos meses, e quando, um leiturista passar aqui, e tirar a diferença, a valor a ser pago numa só fatura pode estragar nossos planos do mês.

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Veja na imagem a DATA DA EMISSÃO DA NOTA FISCAL: 19/12/2012. A DATA DA APRESENTAÇÃO … bem! chegou dois dias atrasadas, mas, o que é isto hein? Atrasam na apresentação, no entanto, está 49 dias adiantada do dia do vencimento que é 13/02/2013.

data13022013

Sem dúvidas que o sistema capitalista é que foi mais bem sucedido em ser implantado na sociedade. Está longe de ser uma excelência. No entanto, erros assim, é que nos fazem ficar vigilantes.

Ainda bem que além de capitalista, o Brasil é uma nação baseado no Direito. Em leis. Em regras. Descumpriu a lei, usa-se a lei para se cumprir a lei, oras!

 

 

A Coelba me cobra NF de 2011 dizendo que é resto de fatura. Como é isto?

Não é a primeira vez que a Coelba por meio do fornecimento de energia, ou por meio, dos seus serviços me causam problemas e dificuldades.

Aqui neste link: Coelba – Situação da energia em Irecê você lê os problemas enfrentados por mim e muitos outros ireceênses.

Neste link Troca de Geladeira: tem o texto que comento sobre o projeto da Geladeira nova, com muitas fotos do momento.

Neste aqui: Viu o medidor quebrado e se zangou você fica sabendo dos problemas de um medidor quebrado, da demora em trocar, e de como quiseram me cobrar pelo erro deles. E pior, até um ano depois, sofremos com a situação. Pois bem! Mau saímos da situação acima e a teve inicio a este outro que vos narro. E o faço, pois sei que não apenas eu e minha família sofremos com tal situação. Imagino haver milhares de baianos na mesma situação.

Nos meses de junho, julho, agosto e setembro de 2011 passavamos por uma situação complicada e delicada. Eis como registrei no outro blog: Consolo em Guerreiro Menino. Neste período havia ajuntado todo o dinheiro necessário para que ele fosse fazer a consulta e os exames exigidos. Assim, contas como água, luz, telefone, compras do mês, e outras tantas, ficaram sem ser quitadas.

A COELBA, por meio de empresa terceirizada chegou aqui, e zap! Interrompeu o fornecimento de energia como está estabelecido em lei. Nada a reclamar. Fomos lá, fizemos um acordo. Assumi a divida e ocordamos o parcelamento como abaixo na imagem.

acordo

O acordo foi o seguinte: R$ 250,00 de entrada na parcela 1, e o restante dividido em 11 parcelas iguais de R$ 46,47. As parcelas vieram nas notas fiscais de cada mês. Abaixo imagem com a parcela 11/12.

parcela11de12

A seta e a marcação em vermelho é para: 1) apontar que paguei nesta fatura a parcela 11 do total de 12 parcelas. 2) que as parcelas que foram pagadas em atraso foram devidamente cobradas nas faturas mensais; nesta fatura, além da parcela 11, paguei a multa da parcela do mês 09/2011.
Depois que quitei todos os débitos, incluindo a fatura 12/12, fui atendido no pedido de troca de tipo de medidor. Trocaram de Trifasico Comercial para Trifásico Residencial. Este serviço somente é realizado depois de todos os débitos terem sido pagados.

A fatura do mês de novembro de 2012 foi pagada na manhã de ontem. E, mesmo tendo a fatura sido quitada em tempo hábil, meu fornecimento de luz foi mais uma vez interrompido. Nas noutras vezes, não pudia reclamar, nem fazer nada além de cumprir o que era exigido. Mas, desta vez não. Eu não devo o que me cobraram. Mais uma imagem.

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Observe as marcações. Os números circulados são os dias em que cada fatura está em atraso. Os que estão dentro do retângulo é o mistério. De onde vieram estes valores? Segundo as pessoas que trabalham na COELBA em Irecê, estes valores são restos das faturas do período em que eu pagava as parcelas 2/12 e 3/12. Mas, até agora, não me explicaram que restos são estes! Outra coisa estranha é que estes valores foram inseridos em minha conta contrato no final do mês de novembro de 2012.

Quando fiz os acertos finais para trocar de COMERCIAL para RESIDENCIAL me disseram que fariam os calculos para saber se eu ainda devia à COELBA. Mas, dever mais o que à COELBA se todos os mêses pago as faturas que aqui chegam?

Além disso, aqui em minha casa, no mês de novembro de 2011 chegaram as faturas de 11/2012, 12/2012 e 01/2013 e já está no sistema da COELBA em aberto a fatura de 02/2013. Você não acredita não é? Esta fatura de janeiro de 2013 chegou no final de novembro e ou inicio de dezembro 2012, e a de Fevereiro de 2013 já está no sistema online da COELBA.

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Faço destaque na seta vermelha à data da leitura. Já fizeram leitura aqui em casa e a fatura de 01/2013 já estava aqui em novembro. A de fevereiro já está no sistema e em aberto. E a marcação em azul é para dizer que não usaram “este resto”, referente a JULHO DE 2011 que é outra fatura inclusa no parcelamento para interromper o fornecimento de energia, mas, este valor será cobrado em MARÇO de 2013.

Assim, estou “profetizando” que no ano que vem, a partir do mês três, a COELBA virá me cobrar esta fatura, e ou, em Janeiro virá cortar a luz por causa desta fatura, que aparece no sistema, sem que saibam explicar a que se refere.

Imagino que eu não seja único. Há milhares de casos na Bahia. No meu caso, estou seguindo a orientação do advogado. Pague e traga aqui a papelada. É isto ai. Não deixem barato. Se você está na mesma situação, vá a um escritório de advocacia, e ou então, procure o defensor público de sua cidade.

O crucifixo e o laicismo do Estado.

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Quando diziam que o PT, Dilma e os demais grupelhos[bb] iriam legislar sobre as minorias, iriam querer censurar a imprensa, legislar a favor do aborto, perseguir as religiões… Muitos tolos acreditavam que tudo isto era papo de adversários, que era jogo político.

E agora o que dizem eles? Nada! Não tem o que explicar de ser tudo verdade e não ser nada de jogo político, nem ser papo controverso dos adversários, nem invencionices dos opositores. Era só a verdade. O que se vê no país é cada grupo tentando impor leis estranhas e conceitos esquisitos através de leis e remendos de leis.

Muito se tem escrito nos últimos anos sobre a retirada do crucifixo nas repartições públicas e dos  tribunais. Muitos ardorosos crentes do Estado Laico querem impor a sua vontade se dizendo afrontados, com “o símbolo cristão” nos tribunais. E se o crucifixo estiver lá não por um símbolo religioso mas, uma lembrança de se evitar julgamentos com execuções de inocentes como foi o caso de muitos crucificados, inclusive o mais famoso de todos o julgamento de Jesus, o Cristo?[bb]

Quem estudou teologia. Quem já leu o evangelho[bb]. Quem já teve a curiosidade de ler a história de Jesus e que tem noções de direito e conhecimento da história do direito, das leis, das muitas semelhanças das leis entre os povos desde o Código de Hamurabi[bb], sabe que, de acordo com a história, Jesus passou por um julgamento contestável, irregular, cheios de erros jurídicos, processuais e por fim, termina com Pilatos LAVANDO  as mãos, quando poderia ter decidido pela vida do inocente.

O crucifixo, mais do que um símbolo religioso, é uma lembrança aos magistrados a seguirem os ritos. É uma maneira de dizer que ali, se evitará os erros processuais; que seguirá as regras; que o réu possa ter a certeza, de que, se inocente for, terá condições de provar.

  • É uma lembrança de que as testemunhas terão que ser verdadeiras;
  • O crucifixo é uma lembrança de que, aquele, a quem a policia / guarda vai buscar, desde o tempo dos romanos[bb]: de que não será preso no período noturno;
  • O crucifixo é uma lembrança de que o manietado não sofrerá agressões  e humilhações nem antes, nem durante, nem depois dos ritos processuais;
  • O crucifixo é uma lembrança de que o julgamento e a apresentação das testemunhas deverão ser realizados à luz do dia;
  • O crucifixo é a lembrança de que todos devem ter garantido o direito a defesa e o contraditório;
  • O crucifixo é uma lembrança de que a prisão, quando realizada em “não flagrante”, não deve ser do jeito que foi feita a Jesus, e que o mesmo reclamou: “se esta é a acusação, por que não me prenderam no templo, estive lá todos os dias”;
  • O crucifixo é uma lembrança de que a justiça não deve se pautar em certas delações premiadas, como foi feita por Judas, mediante pagamento;
  • O crucifixo é uma lembrança ao magistrado a lembrar de como deve seguir a lei, e não se intimidar com posições políticas;
  • O crucifixo é uma lembrança ao réu, de que aquele tribunal, o juiz irá seguir as regras judiciarias, pois, tem na mente, que vários inocentes podem estar sendo condenados;
  • O crucifixo é uma lembrança ao réu de que, se cumprirá a máxima: “inocente até que se prove o contrário”
  • O crucifixo é uma lembrança de que todos devem ter direito a justiça, a defesa e a julgamento justo, correto e dentro das leis.

Se a pessoa é de religião diferente de Jesus, o crucificado, ficará ao menos atento para as verdades históricas que o ocidente aprende com o símbolo do crucifixo.

Tem pessoas que advoga que os juízes não devem ter nenhuma religião, nem professar nenhuma fé. Mas, neste caso, não estará sujeito a cometer erros semelhantes seguindo as orietações agnósticas, ateias, cientoloógicas, etc?

Então gente desmiolada me faça um favor, não confunda religião com Estado, nem crucifixos nos tribunais com Igreja católica! E também que por isto, o Estado deixa de ser laico. O crucifico tornou-se um símbolo do que se deve ser evitado num julgamento, e de como deve ser tratado réu, de como se deve seguir os ritos sumários, oos ritos sumaríssimos, ros itos legais, os ritos processuais… para que todos tenham direito e acesso a justiça.

Vão procurar outra coisa a ser feita gente boa! E sim, em 1997 fiz uma preleção naIASD Central de Irecê em que abordei alguns conceitos sobre o conhecimento juridico que Jesus demonstrava ter ao rebater certas acusações, e exigir o cumprimento das leis.

Por último, aí, quando os religiosos se posicionam contra homossexuais, lésbicas, simpatizantes, eles dizem que é perseguição, que isto não pode acontecer. Eles cassarem e até caçarem e perseguirem é normal, direito e natural. São “minurias” excluídas procurando seus espaços.

É mente desocupada que este povo tem!

Na novela Passione mensagens contraditórias sobre a fé e Deus!

A novela Passione terminou ontem, e está reprisando agora, sábado, 15 de janeiro de 2011. Faz tempo que vejo novela, séries, filmes, documentários… e também desenho animados. Sobre a novela Passione, teve lá seus bons e maus momentos. O capítulo final algumas curiosidades:

– Deus existe

 

Neste capítulo final teve algumas antítese e declarações a favor da existência de Deus, e imagens e conceitos expostos que demonstram a não existência de Deus. E explico. Num determinado momento do capitulo o investigador de policia entra na cena de pedido de casamento do dono do bar e de Olga e afirma: Clara morreu!

Numa exclamação de fé e de alivio a personagem afirma: Deus existe. Ou seja, a fé, a crença, a base da crença, se diz, se afirma algo sobre a existência de Deus. É o fato de os maus, os vilões morrerem, terem seu fim. É o que se deduz da cena. E em todos as demais afirmações do gênero. Deus existe por isto? Ou seja, todas as vezes que alguém que pensamos e sabemos ser ruim morre é prova da existência de Deus?

– Deus não existe.

 

A cena final da novela contraria e desmente a afirmação anterior da cena descrita. Ou seja, se na cena final temos Clara viva e enquadrada na nossa tela, fica claro, dedutível que Deus não existe. Afinal, ela ter cometido maldades e continuar viva, prova-se então que Deus não existe. Entendeu?

– Deus é justo.

 

Noutra cena, vemos a avó de Clara comentando a morte da vilã e solta a frase: Deus é justo, aqui se faz, aqui se paga.

Nem é necessário muitas e variadas explicações. Se Clara morreu e sua morte foi em consequência de seus erros, logo a justiça de Deus é matar, permitir morrer os vilões. E assim, Deus faz justiça. Esta é a lógica proposta para dizer que Deus é justo.

– Deus é injusto.

 

Porém a cena final da novela também desmente esta tese, afinal, se Clara permanece viva mesmo tendo realizado tanto mau, e, se Deus é justo por ela ter morrido, Deus se torna INJUSTO por ela estar e continuar viva independente do mau que tenha praticado. Outro fator que prova que Deus não é justo, é o fato, de o outro pagar pelo erro e pelo crime que não cometeu.

Eu posso dizer que Silvio de Abreu usou a novela para pregar, ensinar, afirmar o que o povão crer, e desdizer e afirmar como é que ele pensa de fato, como é que é o mundo e a vida de todos nós. É a visão cética, atéia sobre a visão dos que tem fé, dos que se deixam guiar pelo sobrenatural.

É ele afirmando, é assim que você acredita, mas, é assim que é. Deus existe por estes detalhes, mas, Deus não existe por causa destes detalhes. Deus é justo por que aconteceu assim. Mas, se Deus existe, ele é um tremendo de um injusto. Um sacana.

É assim que está na novela, é só relembrar que foi assim que foi! É esta a mensagem final aos crentes do Brasil. E eu gostei! É assim que este povão é ensinado a agir, pensar, reagir, não reagir. Eles mau sabem que estão sendo manipulados.

Você pode exigir um celular novo!

Reproduzo abaixo o texto do Ministério da Justiça na integra em que nós podemos agora exigir um aparelho celular novo, em caso de defeito!

Brasília, 22/06/2010 (MJ) – O aumento do número de reclamações que chegam aos órgãos de defesa do consumidor envolvendo aparelhos celulares levou os órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) a firmarem, no último dia 18 de junho, em João Pessoa (PB), entendimento caracterizando os aparelhos celulares como produtos essenciais.

Com isso, em caso de vício no aparelho, os consumidores podem passar a exigir de forma imediata a substituição do produto, a restituição dos valores pagos ou o abatimento do preço num outro aparelho. A nova interpretação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) faz parte de nota técnica elaborada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), realizada pelo IBGE, 92% dos lares brasileiros utilizam o serviço de telefonia móvel, sendo que 37% utilizam somente esse serviço. “Há 10 anos, um celular chegava a custar R$ 6 mil. Hoje temos gratuidade e expansão da telefonia móvel e os problemas só aumentaram”, afirma o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita.

Dados do Sindec indicam que o volume de reclamações relativas a aparelhos celulares vem crescendo e já representa 24,87% do total de reclamações junto aos Procons, segundo o Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas 2009. De acordo com o mesmo levantamento, o principal problema enfrentado é a garantia de produtos, que alcança 37,46% das reclamações referentes a aparelhos celulares.

Em regra, os varejistas, fornecedores imediatos do produto, não assumem a responsabilidade sobre os defeitos apresentados pelos aparelhos, o que obriga os consumidores a procurar os fabricantes para a solução do problema. Ao procurar os fabricantes, os consumidores são encaminhados às assistências técnicas ou aos centros de reparos dos fabricantes (por meio de postagem nos correios).

Consumidores relatam, no entanto, diversos problemas no atendimento prestado pelas assistências técnicas, como por exemplo: inexistência de assistência no seu município, recusa da assistência em realizar o reparo, falta de informação na ordem de serviço, falta de peças de reposição, demora no conserto do produto para além do prazo de 30 dias, retenção do produto depois de tê-lo enviado pelo correio para o fabricante sem qualquer registro ou informação.

As dificuldades dos consumidores em conseguir soluções eficientes e os dados de reclamações do Sindec foram discutidos com o setor em diversas ocasiões desde o ano de 2007, sem que uma alternativa de solução fosse apresentada. As assistências técnicas também foram ouvidas pelos órgãos do SNDC e informaram que na maioria dos casos o problema pode ser identificado rapidamente.

Empresas que não cumprirem o novo entendimento do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor estarão sujeitas a multas de até R$ 3 milhões e medidas judiciais cabíveis. “A responsabilidade não pode ser transferida para o consumidor. O problema é de quem vendeu e não de quem comprou”, afirmou o diretor DPDC. “Política de qualidade não é só tecnologia. É também respeito ao consumidor”, disse.

Para acessar a nota técnica, clique aqui.

Copiado daqui: Direito do Consumidor:  Para SNDC, aparelho celular é produto essencial