Como é que se consegue convencer a juventude que estudar, terminar um curso técnico, ter diploma universitário é garantia ou caminho necessário ao sucesso?

As condições atuais e a situação da educação, em todos os níveis, está em descrédito. Tanto pelos alunos, quanto a nós pais, e também, pelo testemunho, textos, críticas dos próprios envolvidos no processo.

Esta semana meu filho primogênito – Kaio Rodrigues – chegou do Instituto Federal de Ciências e Tecnologia – IFBA, campus Irecê – com a forte e arraigada ideia de desistir do curso; pega a papelada e se matricular em outro colégio. A justificativa: o curso que eles me oferecem lá não me é útil e não há compensação para tanto esforço, tanto trabalho, cumprir tantas exigências para algo que não me trará, nem me está trazendo beneficios.

Eu também estudo no mesmo instituto, e, independetemente de minha opinião e posicionamento técnico e teórico, sou forçado pelas circunstância a concordar com o meu filho em vários aspectos. Estamos numa encruzilhada/ afinal, os exemplo de homens de sucesso, homens ricos, poderosos, que o mundo e o país tem, apontam para a ideia de que não há relação entre os eventos: poder, riqueza, influência, capacidade com: ir à escola; terminar algum curso; ter diploma universitários. É só, por exemplo, ver o vídeo do Steve Jobs falando para os formandos em Stanrford. A nossa realidade é desanimadora, como já escrevi aqui no Blog. Mas, isto não foi o suficiente para atender aos pedidos dele, que foi, ir lá no Instituto, assinar os papéis, e o matricular em outro colégio. Mesmo sendo público e com outros tipo de abordagem educacional.

Fui ao Instituto e perguntei ao coordenador do curso sobre a situação, em especifico quis saber sobre a motivação, causa, consequência, situação existente em que alguns alunos estavam preferindo abandonar os cursos, e irem aventurar vaga, ou ficarem sem estudar a continuar no curso oferecido no IFBA, campus Irecê. De inicio, nada soube me informar, mas, prometeu perguntar aos colegas sobre a situação, e se estava de fato existindo o abandono do curso. Já o outro lado, do que sei, e do que meu filho e os colegas informam, a taxa de abandono, transferência, desistência dos cursos ofertados pelo IFBA, campus Irecê, merece, no mínimo, uma abordagem técnica, pedagógica, administrativa sobre o assunto.

Não é normal, numa comunidade que ao longos dos anos fomos orientados de que a educação, o acesso a informação é elemento propulsor, alavancador. É a educação o meio comum e disponível a todos os cidadãos para se obter transformação social, para ser igual a todos os outros, ascensão social, econômica, e também cultural. No entanto, o que acontece é o contrário. Os jovens estão abandonando os cursos ofertados por vários motivos. E não reconhece mais a educação como elemento transformador e meio, caminho necessário para se obter, ou atingir metas e conseguir alcançar objetivos.

Meu filho por exemplo, diz que não tem que passar por aquele caminho para chegar aonde quer. Pelo contrário, existem outras alternativas. Que ele e os colegas estão atingindo ou chegando aonde querem de forma lícita, legal, dinâmica e sem ter que percorrer o longo trajeto proposto e imposto pela educação tradicional, e como dizem: antiga, arcaica, teórica e enfadonha. O diretor do campus confirmou tal realidade nestaa reunião ao dizer: “tá sendo um desafio para nós convencer aos alunos que não há vantagens em ficar sem estudar, e fazer o ENEM como meio de conclusão do curso do Ensino Médio”

Repito: nesta breve reunião com a administração do IFBA, foi comentado, o que já sabiamos: não está fácil empolgar, incentivar, contagiar a juventude a estudar. É contraditório que se invista tanto em professores, cursos, capacitações, ao passo de que, ao clicar em: “Quero obter o certificado de ensino médio” no site do ENEM se possa ter a certificação sem ter a necessidade de estudar todos os dias letivos de cada ano. Agora, para complicar mais, no mesmo instituto há a oferta dos cursos Técnicos Subsequentes, e também, os cursos do PRONATEC. Em minha opinião, haverá mais procura pelo PRONATEC do que pelos curso Subsequentes. Mas, esperar o que, de um governo que faz o que andam fazendo nesta nação? Não espero mais do que o que oferecem.

Atualmente a educação é emaranhado de teorias. E quanto escrevo educação, me refiro ao conjunto de cursos, conteúdos curriculares exigidos pelo Estado para certificar um aluno. Hoje está agregado ao conteúdo matérias diversas; há conteúdos agregados à grade que eu pergunto o que é que tais conteúdos irão melhorar, mudar a condição do aluno, e do cidadão pós formação. É só comparar a grade curricular atual de seu filho com o que se estudava, por exemplo, na década de noventa. Há pelo menos três ou quatro matérias novas adicionadas tais como: arte, xadrez, robótica, música; história da África. Só as matéria e conteúdos que me lembrei agora. Para ter estas novas matérias no curriculum tiraram de onde as horas-aulas?

Diante da realidade e da realização de pessoas como Bill Gates, Marck Zurckberg, Steve Jobs, e aqui no Brasil a idolatrada biografia do politico Lula, como é que se consegue convencer a juventude que estudar, terminar um curso técnico, universitário é garantia ou caminho necessário?

IFBA Irecê: Estamos deveras desanimados, frustrados, desesperançados, desmotivados com o curso técnico

Frustrados e Desanimados!

Estas foram as palavras usadas ontem no campus do Instituto Federal de Ciências e tecnologia, o IFBA campus Irecê.  Até que outros adjetivos cabem, mas, estes foram os mais repetidos. Não sei se, motivados pela recente informação de que o curso técnico na modalidade subsequente está com os dias contados, o que, para nós soou como: desistimos da modalidade por faltar-nos condições técnica, humanas, estruturais para avançar, ou, quem sabe, por optarem pela modalidade de ensino em que os professores, não tem obrigações de “ensinar”, e sim, e  tão somente orientar!

Um dos professores me disse que o conteúdo dado no “Curso técnico de Informática Subsequente” é conteúdo aplicado nos cursos superiores. Não é interessante a informação, pois, sairemos do curso com certificação de técnico, com conteúdo de nível superior, e sem o conteúdo e prática técnica exigida e necessária para o mercado de trabalho. As explicações para muitas das dificuldades existentes, passam sempre pela frase: “o campus é novo. Só temos dois anos em funcionamento” – Isto é verdade! Mas, a instituição IF, é mais que centenária, o que, em certos momentos e eventos, isto é freneticamente repetido.

O que temos aprendido é muitas vezes vago, distante do que pensávamos, e do que esperávamos do curso, ainda que alguns professores defenda ardentemente o conteúdo apresentado. Por exemplo, no conteúdo de Redes, nem se conseguiu fazer com que os alunos implementem uma rede do tipo LAN, com os computadores existentes nos laboratórios, mas, já estamos passando pelo conteúdo de redes 2, que é configuração de Roteadores; evidentemente: estamos usando ferramentas do tipo netSimK,  que são simuladores. O bom e útil seria ter a experiência com o simulador, e conteúdo teórico, e também acesso aos roteadores. Quem sabe, eu envie mensagem à CISCO para que eles enviem cursos técnicos práticos.

O curioso é ver e ouvir os professores falando como se eles estivessem sendo os elementos responsáveis por grandes transformações em nossas vidas, seja nos aspectos sociais, técnicos, profissionais. As insistentes e vexatórias explicações de que, o conteúdo ensinado, são exigências do mercado de  trabalho, que, faz parte das ementas dos cursos.

Tudo bem! Eu particularmente acredito. Já li as ementas dos cursos. No entanto, o que existe nas ementas podem ser ensinado de forma teórica, e, mesclados com a prática. Esta deveria ser a tônica dos cursos técnicos do IFs.

Entretanto, eles temem trabalhar com os equipamentos, temem, mais que isto, “são proibidos” de usar a infraestrutura existente; Até mesmo as matérias e os conteúdos que os professores poderiam, e deveriam ensinar na prática, eles optam por aulas expositivas com slides do tipo PowerPoint. Conteúdos que deveria ser exemplificados, são teorizados. Estamos tendo aulas de como programar computadores nos moldes das décadas passadas; com exigência de escrita de código tecla a tecla, e temos, que ir descobrindo como é que se deve usar as ferramentas, os aplicativos.

Toda esta realidade acima descritas, e outras não mencionadas, estão desanimando os remanescentes  do curso subsequente de informática. Tenho tentado encorajar os colegas a prosseguirem por mais este semestre, para terminarmos ainda que com dificuldades e com baixo aproveitamento técnico. É terrível aprender a programar, com slides que não explicam; é de igual modo estranho aprender redes sem contato com as configurações e o contato com os equipamentos, ainda que existam no campus.

Nas matérias em que deveria existir um link simplesmente não há. Recebemos muitas informações teóricas sobre gerenciamento de banco de dados, persistências, e, estamos no fim do semestre com severas dificuldades em unir os campos da aplicação com as tabelas do banco de dados. Eu, não tenho tantas dificuldades em ter que aprender e implementar o que não foi ensinado; muito  me chateia ser cobrado por conteúdo que não me ensinaram, afinal, ao responder e demonstrar o conhecimento adquirido, faz com que eles recebam os louros de uma vitória que não são deles. Esta dessincronia  existente faz com que os alunos saibam isto e aquilo, mas, o todo, saber usar IDE, Banco de Dados, para formar uma aplicação, isto fica por conta de cada um, e com os vídeos e tutoriais na internet.

Estamos deveras desanimados, frustrados, desesperançados, desmotivados com o curso técnico, que em breve será extinguido da lista de cursos. Pelo conteúdo apresentado, e pela forma que apresentam, será bom para eles, os professores, orientadores, organizadores do curso, e do campus, afinal, ter um curso técnico – com a falta da parte técnica – não é nada interessante.

Caixa eletrônico em C. As notas consideradas são de 100, 50, 20, 10, 5, 2 e 1.

Escrever um algoritmo que leia um valor em Reais. A seguir, calcule o menor número de notas possíveis no qual o valor pode ser decomposto. As notas consideradas são de 100, 50, 20, 10, 5, 2 e 1. A seguir mostre o valor lido e a relação de notas necessárias.

Se você já está estudando vetores abaixo um exemplo de código que fiz. Se você não está estudando vetores, tem outro exemplo no blog que usa apenas variaveis.

Evidente que você pode incrementar o código com um do{ }while(); Também você pode trocar os cout e o cin por printf() e scanf()

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>
#include <conio.h>
#include <conio.c>
#include <iostream>
using namespace std;

main (){

int cedulas[] = {100, 50, 20, 10, 5, 2, 1};
int quantidadeTotal = 0;
int valorReais = 0,i=0;
int qtdCedulas[7];
cout << “Valor a sacar “;
cin >> valorReais;

for(i = 0; i < 7; i++)
{
qtdCedulas[i] = (valorReais/cedulas[i]);
valorReais = valorReais % cedulas[i];
quantidadeTotal += qtdCedulas[i];
cout << qtdCedulas[i] << ” Cedulas de.: ” <<cedulas[i] <<  endl;
}
cout << “Total de Cedulas: ” << quantidadeTotal;

getch();

}

Queria mais? Então! É só isto! Pode parecer simples, mas, eu levei umas horas quebrando a cabeça de como pegar os valores, dividir, tirar inteiro, guardar no segundo vetor. E, funcionou!

Comentando o laço for() onde tudo acontece.

for(i = 0; i < 7; i++)
{
          qtdCedulas[i] = (valorReais/cedulas[i]);

Esta linha acima, o vetor qtdCedulas[i] recebe o resultado da variavel valorReais e dividido pelo valor do vetor cedulas[i], ou seja,  pega o valor que o usuário digita e divide por 100, depois, por 50, 20,10,5,2,1. Assim, cada posição do vetor qtdCedulas[i] armazena a sua quantidade de notas.

valorReais = valorReais % cedulas[i];

Esta linha acima pode ser substituída por esta outra abaixo:

            valorReais %= cedulas[i];

Aqui a variavel valorReais é modificada e passa a conter a cada laço o resto da divisão do valor digitado pelo usuário pelo conteúdo do vetor cedulas[i], ou seja, se você digitar: 254 na posição de cedulas[0] guardará 54, pois, 254/100 (100 é o valor de cédulas[0]).

Na segunda passagem do laço, valorReais receberá o conteúdo de 54/50 (50 é o valor de cédulas[1]), ou seja, resto 4.

E assim por diante.

            quantidadeTotal += qtdCedulas[i];

Esta variável vai contando a quantidade de cédulas armazenado no vetor qtdCedulas[].

cout << “Cedulas de …: ” << cedulas[i] << “\t Qtd …: ” << qtdCedulas[i] << endl;

Esta linha exibe na tela o resultado. E você pode usar o printf();

Isto é tudo! No entanto, se você quiser e necessitar você pode utilizar os códigos em C apenas. Troque os comandos do C++ pelos comandos em C.

Ensinar programação para crianças.

Quando iniciei as aulas no IFBA no ano de 2011 tive que auxiliar alguns colegas quanto a lógica de programação, uso do VisualG, comando e resolução de exercícios. Neste tempo, o meu filho menor se interessou pelo assunto, e desde aquele tempo, não esqueceu como usar o VisualG e a linguagem Portugol.

No segundo semestre a linguagem estudada foram: C, e Java. Aprendi muito pouco com os professores da matéria. Eles estão longe de atingir qualquer objetivo no curso Técnico oferecido pelo referido Instituto, e entre tantas razões e motivos para tal fracasso, eu destaco a ideia de quererem compactar TODO O CONTEÚDO de nível superior em dois anos.

Isto mesmo! O conteúdo que eles tem exigido no curso técnico de dois anos, equivale ao que muitos cursos de Nível Superior exige em quatro anos.  Deixa isto de lado! Adiante.

Meu caçula quer aprender a programar. E o que eu tenho que fazer? Ensinar-lhe o que sei. E o que não sei, estudar para saber, para ensinar a ele. E sei, que se depender da inteligência e do talento dele, isto não vai demorar muito.

1 – VisualG. Com o portugol e o VisualG ele aprendeu recursos básicos de variáveis, conceitos básicos de matemática, perguntas e respostas, uso de condicionais. O menino fez alguns coisas surpreendentes tais como: tabuada, e sistema de cadastro para dar entrada em um site.

2 – KODU. A linguagem de programação Boku da Microsoft eu apenas li e achei interessante. O meu menino não se interessou por ela, ainda que, a propaganda diga que, é tão fácil de programar que até as crianças consigam programar.

3 – Netbeans 7.1.2. Apesar de ser o mais complexo de todos os ambientes, o menino interessou e desenvolveu rapidamente a primeira lição no ambiente Netbeans 7. Na primeira aula ele criou um projeto, aprendeu a um JFrame, Jpanel, Label, jTextField, variáveis.

Na primeira lição ele criou o seguinte formulário:

Neste projeto, Pedro, o meu filho de 11 anos, aprendeu a usar e a manipular o ambiente[bb]Netbeans 7. Criou o formulário, o projeto, e aprendeu algumas outras coisas tais como: Clicar duas vezes para abrir o Código[bb]para programar[bb]os eventos; aprendeu os seguintes comando: System.exit(0); Variavel.setText(String). Aprendeu a colocar título no projeto, mudar o background[bb]e a ver as propriedades[bb]do projeto.

Para a primeira lição ele demonstrou aprender rápido.

Sei que alguns especialistas podem discordar de eu ensinar a ele programação nesta idade, mas, sei que ele é capaz, ele quer, e ele pode desenvolver, ele pode aprender qualquer coisa que queira. Então, se eu sei, eu ensino.

O IFBA Irecê é novo, o conteúdo velho?

[lomadeewpro category=’10232′ keywords=’Samsung, Surface, Microsoft, Apple, Xing ling’]

Talvez eu seja aquele que mais critique o Instituto Federal de Ciências e Tecnologia (IFBA) campus Irecê. E sou critico não sem motivos. Desde o inicio do curso que tenho, criticado, e também fui dos que apontei e me dispus a ajudar os professores nas disciplinas. Mas, sem exito.

1 – O Conteúdo. Eu sempre critiquei o conteúdo do curso e o fiz por detectar no inicio do curso que o conteúdo[bb]proposto, as metas apontadas, e os métodos aplicados os alunos matriculados jamais sairão de lá – não estes agora matriculados[bb]– profissionais técnicos com  qualidade[bb], conteúdo, recursos[bb]e capacitados para o mercado de trabalho.

O primeiro erro que apontei aos professores sobre o conteúdo é  o equivocado desejo de aplicar em 4 semestre do curso técnico[bb]o conteúdo que em outros cursos[bb]é dado em 8 semestre. E como é que sei isto? Simples: eu comparei o conteúdo, por exemplo de linguagens de programação, aplicado no Instituto com de outras faculdades de nível Superior.

2 – O curso. Neste período em que estudo neste Instituto, é notório e de conhecimento de nós, que o curso não tem uma grade curricular do Instituto a ser cumprido. Tem a ementa. Eles se reúnem e decidem qual é o conteúdo do curso. Funciona assim: o coordenador do curso,  os professores, e sei lá mais quem, reúnem e fazem propostas, votam e elegem o conteúdo do curso.

Qual é o erro desta situação? Simples: estamos sempre a mercê de pessoas, que apontam para isto e aquilo; pelo que vejo no curso, eles querem, eles listam, eles votam, e é o que temos. O curso que é dito: técnico, tem conteúdo muito teórico, aproveita-se muito para concurso público, e menos para o que diz o curso: A técnica. A arte de saber manipular a tecnologia.

3 – Os profissionais. Todos que dão aula em nossas turmas são pessoas que tem títulos, que já trabalharam em grandes empresas, passaram no concurso do Instituto, e lá estão. Por outro lado, são pessoas que insistem em repetir os títulos, os lugares onde trabalharam, os cargos que exerceram, mas, em vários quesitos necessários para o ensino, para o curso, eles não tem demonstrado as devidas capacitações. E também nalgumas partes de manuseio das tecnologias, eles demonstram não saber a parte técnica, mas, sabem muito a parte teórica.

Observação: referi-mo tão somente aos profissionais de tecnologia da informática. Não aos demais professores de outras áreas.

4 – Os equívocos. Todos podemos errar. Todos podemos equivocar. No curso de Informática eu vi alguns que, ainda que eu pudesse discordar, tinha que repetir informações equivocadas sobre conceitos, equipamentos, e sobre tudo, informações antigas, desnecessárias a vida técnica.

Tinham que dar uma linguagem de programação Estruturada, e tenho visto que, sempre optam pela Linguagem C. Porém, se, só teremos 1 semestre, o que se deveriam ensinar neste período? Neste tempo, não tem condições de aprofundamento e expansões. Mas, o moço que ensinou a matéria, no final do semestre, exigiu de cada aluno UM SISTEMA COMPLETO e funcionando.

Ao contrário de 5 colegas, eu e os demais, reclamamos e nos recusamos a avançar no curso com tal atropelo. Tem tantas outras linguagens moduladas e estruturada no mercado, tais como PHP e Python seriam

5 -Desatualizações. O curso não é atualizado; pelo contrário, soube ontem, por exemplo, que parte do que os colegas irão apresentar neste semestre como parte de projeto de semestre, o Adobe Flash. Isto mesmo! Este aplicativo foi sucesso na década de 90 e na primeira década deste milênio. Mas, que agora, é ultrapassado e em breve substituído pelos recursos do HTML5 e outros recursos novos. A própria empresa desenvolvedora do Adobe Flash já substituiu o mesmo pelo Adobe Edge. Confira aqui.

Eu sei, e nem tem como, de os profissionais do Instituto terem todas as condições necessárias para trabalhar; mas penso que deveriam ao menos se esforçar para estarem atualizados. A Microsoft lançará ainda este ano o Windows 8 e a campanha para atrair novos programadores para a plataforma já começou.

Pois é isto! Enquanto se convida para se aprender a programar, criar, atualizar para o Windows 8, no IFBA se ensina no “curso técnico” a teoria das técnicas. É sobre isto que reclamo.

Exigir que os alunos aprenda, estudem, e se dediquem a uma tecnologia já abandonada, antiga, ultrapassada, faz com que estes alunos entre no mercado de trabalho desatualizados, e, em desvantagens técnicas em relação a outros que estudaram os conteúdos novos e do momento. Se, se tem que estudar, que se estudem o que está sendo exigido pelo mercado.

6 – Atualidades não contempladas. Qual deveria ser o objetivo dos cursos técnicos? Quais os conteúdos deveriam ser prioridades? Que metodologia deveriam usar? Bem! Isto eles devem decidir nas reuniões ou receber treinamentos para tal.

Eu sei que a realidade do mercado de trabalho não está sendo contemplado. Para que participar de um curso técnico se não for para se ter condições de entrar no mercado de trabalho com capacidades e condições de trabalho para continuar os estudos um nível acima?

Quanto às matérias aplicadas os colegas não sabem por exemplo o que devem fazer para criar um aplicativo para iPhone e iPad? Não sabem como é que se faz para programar para o ambiente Android, nem para os Tablets. Até mesmo, quando tivemos o contato com os FrameWorks nada se ensinou de técnica de uso, e muito se dedicou nos conceitos.

Eu compreendo!

Eu compreendo que, por exemplo, quanto as matérias relacionadas a programação, o objetivo é ensinar a lógica da programação, e não, ensinar uma linguagem especifica. No entanto, o caminho adotado foi: escolheram as linguagens, e por isto, deveriam trabalhar no específico da linguagem, trabalhar a técnica de programar, facilitar o aprendizado da  técnica de programação, mas, não foi isto que eles fizeram em nossa turma, nem tem feito também na segunda turma que está terminando o primeiro semestre.

Existem muitas falhas no campus, e, este texto é para apontar os erros na condução do curso; é minha opinião; é a realidade e reclamação de vários alunos. Mas, como se ouviu a exaustão na última reunião para pais: “Aqui o conteúdo é difícil. E nem todos os alunos estão acostumados com esta realidade.” – Isto pode ser verdade no integrado. Na modalidade Subsequente, eles deveriam ensinar as técnicas e não as teorias; deveriam usar os equipamentos, e não as apostilas; deveriam ensinar a usar e não exigir que se saibam; deveriam demonstrar o funcionamento e não dizer como é que deve ser observado o funcionamento.

Muitos irão sair de lá com o certificado de conclusão, mas, sem as qualificações exigidas pelo mercado de trabalho.

É a realidade!

O IFBA, campus Irecê já melhorou.

Ao menos o conteúdo programático de informática, quanto aos conteúdos básicos e de programação, o IFBA campus Irecê já está melhor. Pois, nesta última semana (11 a 15 de julho) foi montado e já está em pleno funcionamento o laboratório de informática. O laboratório esteve todo este período parado por falta de estabilizadores. E não foi por que o IFBA não tenha feito licitação, comprado e pagado, mas por que a empresa que venceu a licitação enviou material diferente do licitado.

O erro da referida empresa prejudicou em parte todo o semestre. O pior é que muitas destas empresas ganham licitações país a fora, sem terem condições de atenderem a demanda. E, mesmo quando punidas, cassadas, impedidas de participarem de licitações, mudam de empresas, mudam documentações, fazem alterações diversas, e está sempre ai participando.

Pois bem! Diante da situação em que o IFBA, campus Irecê se encontrava, a turma Subseqüente Irecê resolveu protestar. Antes, porém dialogaram. Entraram em acordo com a direção do campus. Passado o período acordado. Fizeram a paralisação. Foram nas rádios locais e deram entrevistas. Divulgaram a situação. Poucos dias depois a direção do campus lançou informativo no campus em que se admitiam todas as dificuldades relatadas pela turma de informática. Não só isto se descortinou a comunidade local uma situação mais grave: a inauguração sem as condições básicas e estruturais para atender aos cursos oferecidos.

Muitos dias depois da paralisação em que se fez divulgação da situação, o campus recebeu a visita da magnífica reitora: Aurina Oliveira Santana. A ilustre visitante não trouxe noticias novas. Mas, fato é que na semana de sua visita os estabilizadores chegaram. Reunimos com a reitora. Conversamos abertamente sobre as dificuldades. Inquirimos sobre as condições. Indagamos sobre os planejamentos. Repostas foram dadas. Caminhos foram apontados. Meios foram conseguidos.

O que é se mudou neste período?

O campus já conta com bebedouros. Antes, nem os pontos de instalações existiam. O contador foi empossado. Também o pedagogo já está no campus. O assistente social já está trabalhando com as necessidades do campus.  Entre muitas outras atividades já estão sendo resolvidas. Outras estão ainda em marcha lenta.

O laboratório de informática, alvo de muitas criticas e reclamações já está funcionando. As aulas de Tecnologia da Informação e de Algoritmo já estão melhores do que antes. Os alunos já utilizam o equipamento que o curso tem como alvo ensinar o manuseio, a configuração e programação.

Tudo já foi resolvido?

Não! De forma alguma. Mas, já temos melhorias muitas. Faltam muito mais elementos, e coisas a serem adquiridas e estar no lugar. Por exemplo, a biblioteca com livros e acervos diversos aos cursos. Restaurante interno. E, condições para a época do calor que logo mais nos acometerá. Falta material didático aos alunos, falta material para os professores.

A realidade da turma de informática já está modificada, porém as demais turmas subseqüentes têm muitas outras necessidades, bem como as turmas do integrado. Falta a contratação de profissional para as configurações de redes, servidores e permissões e demais itens de segurança. Já fomos informados de que já foi convocado o aprovado no concurso. Falta a posse. No entanto, sabemos que para as turmas de Eletroeletrônica e Bicombustível a realidade é bem diferente, e não há, até o final deste semestre como resolver.

25% do curso sem laboratório de informática

Temíamos terminar o primeiro semestre e iniciar o segundo sem contato com o equipamento essencial ao curso: o computador e os programas essências a programação. O curso, esta era nossa reclamação, é de apenas dois anos, ou quatro semestres. Um semestre sem contato com as tecnologias do curso de informática equivale a 25% do curso, e o laboratório foi montado faltando menos 30 dias para o término do semestre. É sem dúvida um prejuízo no currículo e na experiência dos alunos de qualquer curso, e não só da turma de informática.

Falta-nos ainda o acervo da biblioteca, bem como a contratação do bibliotecário. Falta o laboratório de informática para redes e softwares. Falta o laboratório de eletroeletrônica. Faltam professores para as turmas subseqüentes. Mas por enquanto, várias necessidades básicas foram resolvidas.

Justificativas e Transportes

As justificativas e as informações da magnífica reitora como disseram acima, não foram novidades. Ela admitiu, e assumiu, bem como tomou para si a responsabilidade da situação do campus. Abriu e colocou-se aberta ao dialogo e a conversa. Afirmou e insistiu nas afirmações de que a realidade deste campus iria mudar até o final deste ano. Não só isto informou-nos dos compromissos assumidos pelos prefeitos da região. E, pediu a diretoria do campus para que cobrassem dos prefeitos as contrapartidas assumidas antes da inauguração do campus. Até aquela semana os alunos pagavam uma pequena taxa de transporte. Em seguida, o transporte já se apresentou gratuito a todos os alunos.

Sobre a paralisação e reação

Não temos mais a opção de saber o que seria se não tivesse acontecido. A paralisação aconteceu. E, a reitoria, a administração dos campi do IFBA soube. Tomou conhecimento. E a reitora admitiu saber da realidade. Informou-nos do que está previsto para o campus. E também relatou sobre as dificuldades em agilizar os recursos. Contou-nos das dificuldades em contratar, das diversas barreiras burocráticas na administração dos recursos.

O fato é que, sem as reivindicações, sem a critica, sem as reações a situação, sem haver mobilização, sem haver movimentação daqueles que estão insatisfeitos com a situação que impera no país, seja na área da educação, da saúde, da segurança e todas as demais áreas, não se percebe mudanças por parte dos administradores.

Por enquanto a verdade é que se tem comprovado o ditado popular: quem não chora não mama!