Conheça as mulheres que ganham mais de R$ 6.000,00 de Bolsa Família por ano em Irecê

Na última semana do ano de 2015 fui à cidade de Central, que, dista uns trinta quilômetros de Irecê. No trajeto à Central, o meu amigo Fernando quis argumentar sobre a importância da ajuda que o governo concede aos pobres da região. Quis e insistiu na afirmação de que, a cidade e a região de Irecê é carente e dependente dos recursos do governo federal. Segundo a opinião e ótica dele, a nossa cidade e região, só tem sobrevivido a situação por causa, na ordem abaixo listada:

  1. Salários dos aposentados, por meio do qual, é injetado mensalmente milhares de reais;
  2. Bolsa família, por meio do qual, é injetado mensalmente outra quantidade de reais;

Eu discordei, pois, é uma visão pobre e distorcida da nossa cidade e de nossa região. Porém, é esta visão que políticos de esquerda espalham na cidade e na região, com o fim último de reforçar a dependência da região dos recursos federais, bem como, reforçar a necessidade de continuar a votar na corja que está no poder, como que, se deixarem de votar nesta gente, fosse o último prego do caixão de nossa região.

Nada mais falso e mentiroso. A força motriz econômica da cidade e da região não depende exclusivamente do dinheiro dos aposentados, tão pouco, a cidade e a região é tão dependente do recursos do bolsa família.

É falsa a informação de que dependemos exclusivamente dos rendimentos dos aposentados. Faço trabalho para, pelo menos cinco empresas ligadas ao ramo do empréstimo consignados, e a constatação é de que a classe operária aposentada da região está com pelo menos 35% de sua renda comprometida com diversos empréstimos.

E, pior! Não pagam os empréstimos tomados, e vivem renegociando as dívidas, refazendo empréstimos. Estão endividados, e, outra! Por esta realidade, grande parte dos recursos, nem chegam a região, pois, são descontadas em folha por todos estes grandes bandos, digo, bancos, envolvidos no empréstimo consignado.

Quanto ao Bolsa família, bem, sobre isto posso garantir, que mês a mês, ao contrário do que se esperava, pensava e planejavam, a pobreza não diminui, só aumenta, ou, tem aumentado o assistencialismo. Catástrofe social e pobreza extrema em Irecê que justifique mais de oito mil famílias recebendo Bolsa Família, penso eu, não há.

Os últimos três meses a folha de pagamento do bolsa família em Irecê foram:


8191 famílias em novembro de 2015.


8266 famílias em dezembro de 2015.


8234 famílias em janeiro de 2016.

Milhares de brasileiros suspeitamos que o Bolsa Família não é mais necessário para combater a pobreza, e a extrema pobreza. É fato, que conhecemos pessoas que não necessitam do benefício e recebe, e há, os que necessitam e não recebem. O programa tornou-se mesmo assistencialista, paternalista e transferência de recursos com fins últimos de curral eleitoral.

A Caixa Econômica lista o nome das pessoas que tiveram o Bolsa Família liberado e que os pagou. No site da transparência, se pode obter os nomes das pessoas e os valores que elas receberam mensalmente e no ano. Eu cruzei os dados para saber quem são as famílias que mais recebem e quanto recebem, e quantos filhos tem cadastrado no sistema.

São dados públicos e disponibilizados pelos órgãos e entes governamentais. Eis abaixo, a imagem com as 15 (quinze) beneficiárias mais bem remuneradas pelo Bolsa Família de Irecê no ano de 2015.


Acima está o quanto cada uma destas pessoas receberam do Bolsa Família de Janeiro a Novembro de 2015. A primeira da lista recebeu R$ 617,00 mensais, ai, me bateu a curiosidade para saber quantos filhos esta pessoa tem listado no Cadastro e fui na lista de beneficiários da Caixa Econômica e eis abaixo a listagem:


Maria Zélia teve gêmeos. Aliás, gêmeos na listagem do Bolsa Família, se for verdade, Irecê é um caso de investigação cientifica, para saber por que nasce tantos gêmeos por aqui.

Próxima!


Maria Aparecida não tem nada de mais. Apenas e tão somente gostaria de entender a mistura que há nos nomes das crianças, e, posso deduzir que são filhos de pais diferentes, então, nomes diferentes. E, sim! Ela tem seis filhos. Quem é que confere? A terceira no entanto, é mais do que curioso. Segundo os registro do Bolsa Família, esta senhora teve filho quatro meses após ter parido. Eis abaixo os dados.


A senhora Clemides não tem gêmeos! No entanto, teve o primeiro filho aos 39 anos. Aos 43 anos teve um filho no mês de abril e 125 dias ou quatro meses depois, teve outro filho. Não te deixou impressionado? Ela repetiu o feito! Em 2006 no mês de abril teve um filho. Seis meses depois teve outro. E finalmente em 2010, aos 49 anos de idade teve seu último filho. Exceto, se ela for a avó destas crianças. (???) Se isto não te admira, espanta ou desperta suspeitas, bem, há registros no arquivo de mulheres do ano de 1931, 1932, 1939 tendo filhos com mais de 60 (sessenta) anos, aliás, a que nasceu em 1931 segundo os dados teve filho aos 69 anos de idade. Que assombro!

Valdirene teve gêmeas.


Este caso abaixo apontado eu não sei entender ou não sei uma explicação. Veja por você e se tiver uma ideia me explica!


Eu deduzo que ela tem oito filhos. Não sei o motivo da repetição de Maria Cecilia e de Maria Heloiza. No entanto, se sabe que são gêmeas.

Você pode pesquisar no seu município e constatar por você mesmo como é que o Bolsa Família é utilizado. Há muito tempo que esta coisa deixou de ser um programa de assistência social, de amparo e combate à pobreza e à extrema pobreza. Em uma hora de pesquisa e relacionamento de dados, sem utilização de software, sem cruzamento automático de dados, é possível fazer descobertas desconcertantes em relação ao Bolsa Família.

Nos exemplos acima citados, entre as pessoas que receberam mais de seis mil reais no ano de 2015, a renda mensal destas famílias, apenas do Bolsa Família quase se equipara a de um trabalhador que ganha salário mínimo na carteira, afinal, a diferença é de apenas R$ 108,00 (cento e oito reais). Para um trabalhador tal realidade é desanimadora, pois, percebe-se que o indivíduo que é assistido pelo programa do governo, sem nada fazer, tem renda equiparada à sua que dedica horas diárias, semanais, mensais, e tem que seguir horário, bater ponto, seguir regras, pagar sindicato, INSS, FGTS, e tudo mais. Desanima mesmo tal situação. A impressão que fica, é que, se valoriza mais estas pessoas em detrimento a estas outras.

Finalizando, e retornando ao inicio do texto, meu amigo insistiu para que eu entendesse que este é o melhor caminho: o Estado sustentar estas pessoas pobres, necessitadas. Foi quando passamos por um senhor puxando um enorme carroça com produtos a serem reciclados. E, eu perguntei a ele:

– Você sabe quanto este homem ganha vendendo estes produtos?

Ele quis sair pela tangente puxando o papo da dignidade, da insalubridade, dos perigos de materiais perfurantes, cortantes, a contaminação, e que não era uma atividade salutar…

– Tá! Mas, quanto é que ele ganha ajuntando materiais reciclados? Por que ele prefere catar lixo nas ruas a ser assistido pelo governo?

Ele ficou espantado em saber que um sacolão de latinhas de cervejas quando vendidos nas recicladoras chegam ao valor de cerca de 150,00 e que muitos catadores ajuntam mais de três sacolões por semana, o que, lhes confere renda semanal que até ultrapassa o valor do maior bolsa Família pago em Irecê em 2015.

O catador que passava aqui em nossa rua, disse-me, que prefere ajuntar lixo a depender do governo, que, somente gente preguiçosa – nem todos evidentes – é que insistem em ser assistidas pelo governo. Disse mais! Eu não tenho estudo “seu menino”, mas, ganho o suficiente para pagar minhas contas, comprar tv boa, ter computador em casa, tudo comprado no carnê do Armazém Paraíba; tudo pago com o suor de meu rosto, catando lixo que vocês jogam fora.

Para concluir minha argumentação disse a ele: hoje Nando, pessoas sobrevivem até do lixo que descartamos, e vivem com dignidade, hombridade, trabalho, suor e determinação. Já estamos em uma época, que, quem não saiu da extrema pobreza, bem, eles necessitam de apoio, mas, não do Bolsa Família. Não mais!


45% para aumentar a pobreza, a exclusão e o assistencialismo.

Depois que Irecê recebeu a visita da presidente Dilma, e que eu fiz vários textos do evento. Dilma em Irecê, lancei uma enquete em que foram citadas as palavras da presidente que foram estas: “Vamos dar 45% de aumento para a família que tem mais filho!”

Baseado na afirmação dela é que perguntei o que de fato estas palavras queriam dizer. Ou seja, parti do pressuposto que há algo por trás da promessa de aumento de 45%. Eis como as pessoas opinaram a enquete:

9% pensam que a presidente quis dizer que quanto mais filho as mulheres nordestinas tiverem mais dinheiro à presidente vai dar. Isto também implica em aumentar o número de filhos por família, o número de crianças no presente, e num futuro próximo também sendo assistido pelos programas sociais do governo.

30% opinaram culpando os filhos como responsáveis pela pobreza das famílias: Os mais pobres são os que mais têm filho! E por isto são pobres. Podem ter opinado sem a devida reflexão, afinal, os pobres são pobres independente de terem ou não filhos, os filhos não devem ser responsabilizados por pais que não sabem ou não fazem o controle da natalidade, busca meios de ter sexo com proteção e prevenção a gravidez.

13% seguiram com a opinião de que uma vez que a família tem muitos filhos, o governo as ajudará, ou as premiará por terem contribuído com o aumento da população carente de Irecê e do Brasil, estes 13% opinaram em: “Você que teve mais filho, agora vão ganhar mais

48% a maior quantidade de votos pensam que a promessa também é um incentivo as famílias, as jovens mães, a terem mais filhos. Se vocês quiserem ganhar mais, tenham mais filhos

O fato é que conheço duas criaturas que já estavam procurando o setor de saúde para providenciar a laqueadura, no entanto, depois da visita da presidente e da promessa de 45% de aumento ela mudou de idéia, vai ter mais um filho para aumentar os rendimentos.

Eu penso que a promessa fere o SLOGAN do governo que diz: Um país rico é um país sem pobreza. A presidente já o mudou para: Um país rico é um país sem miséria… Seja como for, prometer 45% para quem tem mais filhos é muito pobre e muita miséria e ou incentivo as mazelas de sempre: pobreza, exclusão e assistencialismo.

Dilma em Irecê: 45% de aumento, é a nova condição do Bolsa Família.

Já está na internet, nos jornais, nos telejornais a matéria intitulada assim: A presidente Dilma aumenta em 45% o valor da bolsa família.

Isto não é verdade.

45% é mais uma condicionante ao Bolsa Família. Além de ser mais uma condicionante este anuncio poderá ter um péssimo efeito colateral. Basta entender que jovens mães podem, e muitas irão pensar ser um bom negócio ter mais filhos para ter o beneficio aumentado.

É só ouvir o que Dilma disse. É só pegar o pronunciamento dela e verão que o aumento de 45% está condicionado a quantidade de filhos que cada família tem! Assim disse a presidente:

– Eu venho a Irecê e aproveito para lançar o reajuste do programa bolsa família. Desde 2009, que o programa Bolsa família não tinha reajuste. [ … ] nós vamos dar um reajuste muito significativo, nós vamos dar um reajuste pra o bolsa família, beneficiando a quem tem mais filhos…

Já comentei e insisto: Isto vai ter efeito colateral.

Dilma em Irecê: aumento só para famílias que tem mais filho

Se você consultar a lista dos beneficiários do Bolsa Família que a Caixa Econômica e o MDS disponibiliza nos seus serviços web, vai poder constatar que as famílias beneficiadas tem em média 3 filhos. Na listagem do bolsa família o número de filhos das famílias variam entre 1 e no máximo 4 filhos. O IBGE, no censo 2010, apurou que as famílias baianas tem a média de 3,44

Agora no pronunciamento, a presidente Dilma afirmou que este reajuste do bolsa família vai para as famílias que tem mais filhos, “por que as famílias com mais filhos, são aquelas também que tem maior dificuldade em enfrentar a vida e que tem o nível de pobreza maior!”

Segundo a presidente Dilma, aumentar os repasses para estas famílias maiores, ajudará as crianças e os jovens, pois estes são os que mais sofrem com a pobreza extrema.

Na minha opinião, esta informação poderá ter, num futuro a curto prazo, um efeito colateral. Teremos famílias com mais filhos. E, isto, claro, esta promessa de aumento para as famílias mais numerosas, provocará o aumento das famílias numerosas.

A regra é esta: aumento do bolsa família só para quem tem mais filhos. – A senhora não tem noção do que este povo é capaz de fazer por uns trocados a mais, ainda mais, com a promessa, e a afirmação de que as famílias com mais filhos receberão 45% a mais do que quem tem menos filho.

Isto não se faz! É o mesmo que ordenar: encham a casa de filhos, quanto mais filhos, maior é o valor que vamos transferir para vocês!

Dilma em Irecê: Dilma corrige o Slogan de seu governo!

Eu já havia afirmado que o Slogan do governo Dilma era idiota, e não fazia sentido. Só para lembrar:

pais-rico-sem-pobreza_thumb

Dilma afirmou em seu pronunciamento em Irecê o slogan de seu governo e o alterou dizendo que o Slogan de eu governo é este: País rico é um país sem miséria.

Eu disse que o Slogan iria mudar. Eu disse que como tá escrito, o slogan é idiota. É o mesmo que afirmar, como disse meu filho menor: Ué! é como dizer também assim: uma pessoa bonita, não é feia.

Bom, a mudança, e o slogan dito por ela no pronunciamento, faz mais sentido do que o que tá divulgado na marca do governo. É como eu escrevi: eles irão mudar o Slogan!

Tá mudado!

Coisas estranhas no Bolsa família de Irecê?

Se você clicar aqui: Dilma vai a Irecê, e vai anunciar aumento no Bolsa Família, vai encontrar diversos link comentando esta noticia. Em textos anteriores critico o combate a miséria. E também em textos anteriores comento que se fizerem um pente fino na lista das famílias atendidas, não haveriam tantas famílias cadastradas. Pois bem, agora vou apontar algumas coisas estranhas na lista de famílias atendidas pelo Programa de Bolsa Família, e que neste mês de fevereiro consta na lista de benefícios liberado. Em Irecê o número de famílias atendida ultrapassa seis mil.

Antes, apresento o que vai no Decreto 6135 de 2007 que diz o seguinte no 6º artigo, item III o seguinte:

III – o cadastramento de cada família será vinculado a seu domicílio e a um responsável pela unidade familiar, maior de dezesseis anos, preferencialmente mulher;

Andei consultando umas amigas que trabalharam no cadastramento do Bolsa Família em Irecê, e elas me confirmaram que na listagem do Bolsa Família primeiro o nome da mãe, casos raros, o nome do pai, mas, há muitas avós que sustentam  a netaiada também. Algumas afirmativas do texto parto do pressuposto de que os dados se referem às mães, uma vez, que não se tem como distinguir na lista, o grau de parentesco, nem é apontado: mãe, avó, tia, prima, etc.

Abaixo coisas estranhas na listagem das famílias em Irecê.

Coisa estranha 1? – Tem na lista do Bolsa Família, e faz muito tempo, o nome desta senhora:

10/03/1977   CARLENE DOMINGAS MAIA  – LIBERADO         
   16/01/1999   LUCAS MAIA DOS SANTOS – LIBERADO      
   16/02/1999   LUCAS MAIA DOS SANTOS – LIBERADO

Como é que pode existir tal façanha? Como é que a senhora Carlene conseguiu dar a luz dois filhos com apenas um mês de diferença? E, porque tem o mesmo nome?  O que diz o decreto sobre? Isto aqui:

Art. 3o Os dados e as informações coletados serão processados na base nacional do CadÚnico, de forma a garantir:
I – a unicidade das informações cadastrais;

Coisa estranha 2? – Tem uma senhora listado no Bolsa Família assim:

24/12/1911   LINDAURA DE ABREU SILVA – LIBERADO

Isto mesmo, de 1911. Na próxima véspera de natal, se viva, ela terá um século! E porque esta senhora está na lista de beneficiários do Bolsa Família? Tenho a certeza pelo que informa o site do MDS, que esta senhora não cumpre as CONDICIONALIDADES para receber o bolsa família. Aqui as condicionalidades do Bolsa Família é só ler, PORÉM, pelo site da caixa, há outros critérios lá expressos.

Coisa estranha 3 ? –  Se a medicina pensa e divulga que gravidez a partir de certa idade deva ser evitada, devem vir para Irecê o mais rápido possível. Aqui, nós temos verdadeiros casos inusitados para o estudo cientifico.  Vejam a lista abaixo:

Mãe aos 58, 59, 60 e 61 anos – Merece uma cor especial, o azul que representa a profundidade. Uma certa senhora nascida em dois de setembro de 1938 – seguindo a lógica de que temos o nome da mãe e abaixo o nome dos filhos – teve seu primeiro rebento aos 58 anos. E depois de 1 ano, 1 semana e 4 dias depois teve seu segundo filho. Em 1996 aos 59 anos o segundo. Em 1998 aos 60 anos o terceiro, e aos 61 anos o quarto filho. Eis abaixo:

02/09/1938   ADELCINA MARIA PEREIRA DA SILVA – LIBERADO         
   09/09/1995   GRACE KELLY COSTA DA SILVA – LIBERADO      
   20/09/1996   JADSON COSTA DA SILVA – LIBERADO      
   28/03/1998   JEANE COSTA DA SILVA – LIBERADO      
   27/07/1999   GABRIELA COSTA DA SILVA – LIBERADO

O que há de espetacular ai? A menos que ela seja a avó, o que é uma possibilidade, mas não sendo, há três alternativas: é um caso curioso para a medicina, e ou é uma fraude ou erro de digitação e ela teve o primeiro filho aos 12, depois 13, 14 e 15 anos, que também não deixa de ser extraordinário.

Se o cadastro no sistema é das mães com crianças na idade escolar, como é que se explica esta senhora ter dado a luz aos 72 anos e depois aos 76?  Você ficou impressionado?  Então se maravilhe em saber disto aqui:

02/05/1924 JOSEFA TAVARES DE SOUZA – LIBERADO
25/04/1996 IURE TAVARES DE SOUZA – LIBERADO
02/07/2000 CAMILA DE SOUZA PEREIRA – LIBERADO

Mesmo se ocorreu erro de digitação, o ano ser 1942, ela teve os filhos aos 54 e 58 anos de idade.

09/01/1922   VALMIRA PEREIRA DA SILVA – LIBERADO         
   03/09/1996   ANA CRISTINA DA SILVA SOUZA – LIBERADO      
   18/07/1997   RICARDO DE ALMEIDA SANTOS – LIBERADO2

Aqui não tem como argumentar que há erro de digitação. Resta saber se o cadastro aceita as avós. Tenho, aqui, na frente de minha casa, uma senhora que não pode receber Bolsa Família, e ela cria na sua casa, três netos. Sendo que dois deles recebem e ela não pode receber o beneficio pelos netos, nem cadastrar como responsável pelos mesmos.

Coisa estranha 4? –  Talvez não! Isto é fabuloso, fantástico e normal. Um senhor pai aos 70, 73 e aos 80.

27/07/1927   JOAO ANTONIO SEBASTIAO  – LIBERADO         
   15/03/1997   EMERSON MACIEL – LIBERADO      
   28/11/2000   HERBERT MACIEL SENA PEREIRA – LIBERADO      
   08/01/2006   KERIESE MACIEL SENA PEREIRA – LIBERADO

Como isto não foi noticia no principais jornais? É porque isto é normal gente! Não se espantem. Nós homens conseguimos ser pais até um dia antes de morrer!  Na década de 1930, na listagem do bolsa família de Irecê tem datas de nascimento das mães, (será avós?) entre estas duas datas:

18/02/1931   IDALIA NUNES DA GAMA – LIBERADO         
   08/03/1996   VINICIUS SOUZA GAMA ROCHA – LIBERADO      
   03/06/2002   YASMIN GAMA DE OLIVEIRA – LIBERADO      

[… tem várias outras mulheres nesta década!]

14/01/1939   MARIA SOARES DO NASCIMENTO – LIBERADO         
   02/05/2003   TASSIA GABRIELLE COSTA OLIVEIRA – Liberado

Não sabia que nossa população fosse tão… como posso dizer, quinta idade? envelhecida? Matriarcal? Por outro lado, é um espanto, se esta listagem tem o nome da mãe e não das avós como responsáveis e matriarcas. Para entender: se estas senhoras listadas no Bolsa Famílias são mães, trata-se de fraudes. Se são avós, temos uma outra realidade nacional, as avós estão sendo responsáveis pelas famílias ao menos aqui em Irecê.

Erro de Digitação?

 

Estes casos abaixo, são mais bizarros. Se não se tratar de erro de digitação, é claro que é fraude! E, a listagem não é de Irecê, mas sim de Salvador:

30/01/1892   ADMILSON DE JESUS PENHA – LIBERADO         
   14/01/2000   GLEISON SOARES DE JESUS

30/05/1894 SUELI SOUZA DOS SANTOS – LIBERADO
11/09/2004 DEIVISSON SOUZA DOS SANTOS – LIBERADO

A data pode ter sido digitada errada! Reconheço. O senhor Admilson pode ser de 30 de janeiro de 1982 e não de 1892. Bem como Sueli pode ser de 30/05/1984, e não 1894.  Isto prova algo? Sim, claro que sim. O software de cadastramento não tem um algoritmo de conferência de datas. Não tem margem de data. Não tem controle do que é digitado no campo data. E não se faz conferência das informações, e claro, se passarem um filtro para eliminar por data, estes todos que estão listados serão eliminados.

Está sendo feito um recadastramento das famílias do Bolsa Família, porém, este recadastramento só atingirá 1,3 milhões de famílias. Não atende a necessidade de expurgar os erros de digitação, as fraudes, as falsas inclusões, as manipulações do cadastramento, remoção dos vícios, entre outros.

A presidente Dilma que, amanhã vai noticiar aumento dos recurso do Bolsa Família, e vem fazer aqui, seu ato de assoprar na mordida que deu, deveria fazer uma filtragem de irregularidades existente no sistema, corrigir os vícios e talvez, só com a economia, incluir milhares de famílias necessitadas!