Série: Demolidor 1ª temporada

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Digo sempre ou repito com frequência a frase: “Eu sou um bicho urbano, doméstico, capitalista e que gosta das comodidades que a vida possa me oferecer.” Assim sendo, eu assisto muitos filmes, séries, animações, e deixei de lado as novelas. De todos os canais: Globo, SBT, Record e Band.

Pois bem! Assisti a primeira temporada de Demolidor a produção da Netflix, e, sigo com meus pensamentos, opiniões e conceitos. Eu penso que os roteiristas, diretores e adaptadores para a TV, filmes e séries tem a “liberdade” de inovar, criar, modificar, porém, por outro lado, no entanto e todavia, É EXIGIDO que ao menos entreguem ao fã telespectador e ao espectador iniciante uma história coerente, e, pelo menos SEMELHANTE em grande parte com o que o fã conhece, imagina, comenta e tem a expectativa de ver reproduzida na tela.

Lamento que se tente inovar, criar, recriar, redesenhar, reformar tanto no que necessitaria, apenas, e tão somente de adaptações de um formato (das HQ) para outro formato (Série ou filme). Neste ponto, me lembro do documentário This Is It (Michael Jackson) quando no ensaio ele interrompeu um dos integrantes da equipe e o corrigiu, mais ou menos assim:

– Ô! Muito bom! Gostei desta sua inovação! Achei interessante isso que você fez! Mas, EU QUERO que você faça do jeito que foi feito originalmente e o fã gostou.

Ou seja, o show, não era mais uma criação dele, para ele, era para agradar aos fãs e se exigia que fizesse do jeito que os fãs gostariam de ver e ouvir.

É irritante como os diretores e adaptadores mudam o que nos agradam. Todos sabemos ou pelo menos temos uma lista das pessoas que sabem quem são aqueles por debaixo das máscaras. Mas, nos filmes e séries, me parece, que a tara é tirar a máscara e logo dizer: SOU EU! Não me agrada esta iniciativa de que os heróis dos quadrinhos mantenham suas identidades em secreto por muito tempo, e, nas adaptações, em meia hora, poucos capítulos está lá o mascarado se revelando para todos.

Quem lê gibi ou HQ e segue um herói, até mesmo os vilões, mantém em segredo suas identidades secretas, a dupla identidade, a vida oculta, ainda que seja como Wilson Fisk que oculta sua vida de crime por detrás de uma vida de fachada, filantropo e homem de negócio.

Na primeira temporada de Demolidor, a produção da Netflix, eu entendi e aceitei a ideia de dar aos novos fãs, aos clientes Netflix uma origem, uma construção de personagem para todos os componentes do mundo do Demolidor e suas respectivas vidas, no entanto, não me agradou a demora em construir o personagem. Muito lento, lerdo. Batman Begin, por exemplo, em minutos recriou o passado de Bruce Wayne, onde esteve e o que fez. Passamos uma temporada inteira para, no final, vê o que? Como é que foi que o Demolidor adotou o nome, e, de onde é que ele consegue um uniforme que o protege de balas, ferimentos, impactos? E, que, foi adquirido de forma obscura de um fornecedor de Wilson Fisk?

São detalhes que fazem com os fãs, como eu, ainda que vamos continuar a assistir a série por gostar do personagem, nos fazem criticar a produção da série, nos fazem críticos das mudanças, das inovações. Quem acompanha o personagem em todos os detalhes, desenho, argumento, equipe deseja que ao menos parte do que foi construído seja reproduzido. Que o fã pudesse de alguma forma identificar um cenário, uma história, algo familiar além dos nomes dos principais personagens, nome da cidade, época, vilão e parcos detalhes.

Não foi perca de tempo assistir a primeira temporada de Demolidor. Porém, penso que se poderia fazer mais, melhor e de outra forma. Afinal, depois de assistir Distrito 9 e vários vídeos Freerunning e Parkour se percebe que era possível fazer mais pelo personagem quanto às acrobacias.

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