Secretaria de Educação da Bahia opta por sorteio: “alea iacta est”

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A notícia diz o seguinte:

– “A Secretaria da Educação do Estado da Bahia abre, na próxima segunda-feira (09), a inscrição do Sorteio Eletrônico para 11.748 mil vagas dos cursos técnicos de nível médio, na forma de articulação Subsequente da rede estadual de Educação Profissional. ”

E, ao continuar a informação, informa o primeiro critério para a exclusão de alguns candidatos ao informar o seguinte:

– “As vagas são para estudantes que já concluíram o Ensino Médio e que querem voltar a estudar. São 33 cursos técnicos de nível médio de 11 Eixos Tecnológicos oferecidos nos Centros Estaduais e Territoriais de Educação Profissional e seus anexos, em 57 municípios baianos, nos 27 Territórios de Identidade. As inscrições podem ser feitas até 17 deste mês, exclusivamente, no Portal da Educação“.

Um dos critérios para a exclusão é a seguinte exigência:

– “As inscrições podem ser feitas até 17 deste mês, exclusivamente, no Portal da Educação”.

Ou seja, ao escolher um canal EXCLUSIVO já se estabelece os critérios de exclusões, ao passo, afinal, quem não tem acesso, nem teve acesso à informação do canal exclusivo para inscrição, já está EXCLUÍDO! Ademais, o sorteio estabelece outro critério do tipo: “não queremos ser injustos então, vamos ver quem é que tem sorte! “

Algum tempo atrás, havia um critério baseado no mérito para a seleção de aluno, que exige, que aqueles que conseguissem atingir pontos de uma determinada provas de conhecimentos eram os escolhidos.

É lamentável que a “sorte” seja hoje um critério de seleção. Ou seja, estamos à mercê da sorte ou da incompetência do Estado em exigir o melhor entre os mais capazes.

É inaceitável! Afinal a qualidade do curso será comprometida, ou na pior das hipóteses, estamos a mercê de um sorteio.

Os instrutores terão que lidar com alunos que estão ali não por que provaram ter conhecimentos suficientes para acompanhar os conteúdos, mas, porque, um sistema sorteou-os. Escolheu 50% por um certo critério, e, outros 50% por mero acaso, mero sorteio aleatório entre os inscritos.

E para que isto? Para que um governo inapto, incompetente e ineficiente diga que favoreceu sem dizer que favoreceu. Inaceitável tal critério. Ao ler o edital, se percebe que há outros critérios que excluem os mais fracos. No entanto, ao que me parece o critério é o seguinte:

– Sabemos que a educação pública é um fracasso, e, entre todos os alunos que tem uma condição ruim de educação, queremos ver quem é que tem sorte a ser escolhido, por que, nós achamos injusto escolher uns e não outros! Achamos ruim ter que escolher uns que sabem em detrimento a outros que não sabem, assim, alea iacta est!

Finalizo com a seguinte definição informal de sorte:

– SORTE é “quando uma ideia ou meta dá certo, sem planejamento nenhum, nem previsão de possibilidades e riscos” (Dicionário Informal)

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