Se o assunto principal da vida fosse fila, eu diria que sou um sujeito de má sorte, apesar da resistência!

Nas muitas filas que eu pego no dia-a-dia tenho que enfrentar e confrontar os direitos daqueles, que me parecem terem mais direitos do que eu; tanto quanto, suspeito que exista aproveitamento por parte de “certa casta” da sociedade sobre as pessoas “sem certos direitos”. É que há aproveitadores em todos os níveis de nossa sociedade. Quanto ao direito de “certas pessoas” conhecidas como prioridades, que tem prioridade, as vezes eu faço encrenca na fila para não ceder e permitir tais direitos. A falta de educação é um fator que faz com que eu indague ao cidadão que tem prioridade na fila. Já me aconteceu algumas vezes, em que a falta de educação do prioritário me fez reagir.

A primeira vez: O idoso mal-educado. A loteria tem uma placa indicando: FILA ÚNICA! Tem um caixa especialmente para os prioritários, que estava fechado! Quando chegou a minha vez, um homem entrou na minha frente. O interpelei. Ele disse que era a vez dele porque ele tinha prioridade. Concordei com ele e disse: Sim! O senhor tem prioridade, mas, o senhor não foi educado não? Ao senhor nunca foi ensinado a falar com as pessoas, disse-lhe!

Tem duas coisas aqui no evento: 1) a falta de educação da pessoa idosa em apenas pensar que lhe é direito 2) falta de comprovação de idade. Pela aparência, não se via a idade de 60 anos naquele homem. Disse-lhe: Dá próxima vez, o senhor traz a RG para se ver a sua idade, senão, o senhor não vai passar na frente! Ele ficou bravo! E, eu fiquei resmungando na fila. Quando terminou o atendimento veio me pedir desculpar e quis apertar minha mão… eu, sim! Sou mal-educado, pedi para ele se afastar!

Segunda vez: O idoso que não era idoso. No domingo passado (04/02/2018) estava na fila do Supermercado Barbosa, em Irecê, quando um senhor veio empurrando o carrinho de compras para cima de mim e de outras pessoas na fila! As pessoas saíram da frente dele! Eu lhe perguntei: Opa! O que foi senhor? Ele disse: Esse caixa é preferencial! Sim – Concordei com ele e respondi: A preferência e prioridade AGORA É MINHA! Em seguida, fui colocando os produtos no balcão do caixa.

O referenciado, começou um “miniescândalo”. Falando alto, exigindo direitos, verbalizando opiniões, criticando pessoas e atitudes. Disse que era a vez dele, porque ele era idoso, que se deveria respeitar a lei, que o supermercado deveria proteger o direito dele; falou com a mulher no caixa para intervir… depois começou a me indagar o porquê de eu não respeitar o direito dele, de eu não respeitar a lei! Eu perguntei: Qual é a sua prioridade senhor? Ele não respondeu! Apenas apontou para a placa, igual a imagem abaixo!


Olhei para a placa e perguntei a ele: Qual é a sua preferencial? Ele respondeu: Sou idoso! Então exigi: Cadê a RG do senhor? – Enquanto isto fui passando os produtos. Ele me propôs: Se eu te mostrar minha RG e provar que tenho mais de 60 o que você vai fazer? Eu disse a ele: Não vou fazer nada! Vou terminar de passar minhas compras e vou para minha casa, o senhor, da próxima vez que chegar, peça licença, converse com as pessoas na fila, explique sua preferência e prioridade, não chega empurrando não!

Kátia entrou no debate e disse algumas outras verdades, as pessoas da fila tomaram partido. Gerou uma celeuma e quando as pessoas da fila perceberam o truque que ele estava aplicando quis tirar ele da fila…, eu paguei as compras e vim embora!

Terceira vez: Eu! Utilizando o caixa preferencial do BB. Cheguei no Banco do Brasil numa segunda-feira. Necessitava fazer um depósito urgente! Para tal, observei todas as filas dos caixas automáticos. A menor fila era a fila dos preferenciais e prioritários.

Me aproximei da atendente do Banco do Brasil e perguntei a ela: Eu posso ficar na fila preferencial e se chegar alguém eu cedo a vez até chegar a minha vez?

Eu corria o risco de ficar mais tempo na fila do que pegar qualquer outra fila naquele instante, mas, era uma aposta! Se ocorresse o surgimento de prioritários e preferenciais, eu iria desistir da fila! Um senhor que estava ao lado, começou a gritar comigo e com a atendente do Banco do Brasil. Disse-nos que ele não estava cortando fila, que estava no lugar do sogro, que estava sentado nos bancos ali próximo… o homem fez um escarcéu! Apontou o dedo para mim, fez gestos para a atendente do BB.

Olhei para ele e com a minha educação característica disse: cuide da sua vida senhor; faça o que você veio fazer; não se intrometa, nem ache que estou comentando do senhor. Eu fiz uma pergunta para ela que não lhe diz respeito! Não quero saber nada do senhor, nem do seu sogro! Agradeci a atendente, continuei na fila! Depois que ele fez as atividades e mais duas pessoas prioritárias foram atendidas fiz o que fui fazer no Banco do Brasil. O referido senhor ao terminar as atividades, passou por mim e disse: desculpe eu pensei que o senhor estava reclamando de mim! Bateu no meu ombro e saiu!

Quarta vez: interrompendo os aproveitadores de deficiência!
Outra vez na loteria. Depois de esperar umas 15 pessoas na minha frente, no meu momento, antes da pessoa à minha frente ser atendida, uma aleijada, aliás, uma deficiente física, ou melhor, uma mulher com necessidade especial, pois, a perna esquerda era menor do que a direita, chegou no caixa, pediu permissão à pessoa da vez, perguntou à caixa: aqui paga estes boletos? Com a afirmativa, ela chamou um homem que estava na calçada da lotérica. Eu fiquei observando! Assim que a pessoa que estava sendo atendida saiu do caixa e, antes dela chegar ao caixa, eu entrei e apresentei minha demanda, que era pagar a NF da Coelba e fazer uma aposta lotérica! Foi o suficiente para a “aleijada” exigir seus direitos de prioridades e de preferências.

– Eu disse a ela: agora é minha vez! A senhora não deu uma boa tarde, não disse nada para ninguém da fila, chegou, perguntou, chamou este senhor, pegou os documentos deles, e quer passar na minha frente? Na minha frente não passa não!

A mulher do caixa interveio e me disse: Senhor, ela é preferencial, não vou atender o senhor!

Eu disse: tudo bem! O caixa vai ficar parado, até ela mostrar o documento dela, e que, os documentos que serão pagos estão no nome dela! Perguntei a ela diretamente: Os boletos estão no seu nome? Isto que a senhora vai pagar é seu? Ela argumentou que o homem era o seu representante legal! Eu argumentei! Como ele não tem deficiência, tem que pegar fila!

Ficamos em um impasse. O caixa não me atenderia e eu não cederia a vez. Houve uma vaia generalizada! As pessoas da fila perceberam o truque de ambos. Ela tinha deficiência na perna esquerda, mas, o homem era inteiramente capaz. O homem cedeu e disse: Deixa esse ignorante passar! Como se fosse eu o aproveitador! Fui chamado para o caixa ao lado e fui atendido, mas, não cedi ao truque!

Conclusão!

Se o assunto principal da vida fosse fila, eu diria que sou um sujeito de má sorte, encrenqueiro e que o pior sempre acontece quando estou em uma fila! Estes eventos, entre outros, sempre me acontecem quando estou na fila. Uma vez, só para terminar, estava na Caixa Econômica, somente para trocar as letras de acesso. O meu número era o XXX157 o último número chamado era o XXX154, ou seja, faltavam 3 números. No entanto, fui atravessado por 5 preferenciais. Duas grávidas, um deficiente, um idoso, uma jovem com criança de colo, que tenho certeza, não era a mãe, mas, estava usando uma criança para ter preferência sobre mim!

Iara Nunes
Nao vou pra fila com adao nao! vai da rolo.
aconteceu comigo uma pessoa mandou eu ir pra fila de preferencial achando que eu estava gravida, mas era so gordice mesmo.

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