“Meu pobre legado” a minha posteridade!

Minha herança para meus filhos não são bens materiais. Não tenho nada! Não tenho casa! Não tenho terrenos! Não tenho imóveis. Não sou dono de latifúndio ou herdeiro de grande fortuna. Não tenho nada da trindade secularista: móveis, imóveis e automóveis.

Também não tenho outras coisas e bens imateriais como: influência, referência e deferência!

Somente tenho a deixar para meus filhos e gerações posteriores o zelo pelo trabalho, a perseguição pelos valores morais como honestidade, solidariedade, empatia. Ter sido e vivido dentro dos padrões mínimos que esta vida me permitiu e proporcionou, apesar de breves momentos de tortura, sofrimento, angústia e ansiedade.

No demais, deixo registrado, que se tivesse morrido ontem, teria morrido feliz, satisfeito, contente, realizado com o que pensei desde quando me entendo por gente, exceto que, sempre orei, pedi e quis, que meus pais não sofressem com minha morte, fosse ela prematura, trágica, violenta, misteriosa… pois, incerta, a morte sempre é, afinal, quem de nós sabemos quando morreremos?

Jorge Luiz
Passei a seguir hoje por conta de um texto seu de 2009 sobre o mapa mundi invertido. Gostei. Gostei mais ainda dessa confissão corajosa sobre o legado da maioria de nós, parabéns!

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