Como é que os softwares “emburrecem” quem os usa? #01

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Em 2010 quando estava iniciando o curso técnico subsequente de informática no IFBA (Instituto Federal da Bahia, campus Irecê) em conversa com um professor, disse a ele que em vários aspectos, o uso constante dos softwares fazia com que as pessoas deixassem de adquirir conhecimentos, e, ou ficavam dependentes dos softwares para atividades, antes, fáceis, comuns e exigíveis como por exemplo, atividades simples das quatro operações: somar, diminuir, multiplicar e dividir.

No uso da gramática etc.

Os softwares têm nos feito desvalorizar os conhecimentos básicos da nossa língua portuguesa. Enquanto escrevo este texto, o Microsoft Word 2013 me informa que há algo errado na frase inicial deste parágrafo. Veja na imagem logo abaixo.


Eu sei o que é, mas, confio que o software faz para mim as atividades de correção quanto vários aspectos gramaticais tais como: análise sintática, concordância verbal, nominal, ortográfica, acentuação gráfica, etc. É um avanço tecnológico, bem como é, um meio de preguiça e favorece ao “emburrecimento”.

Observação:

Por emburrecimento, afirmo, que se trata de uma constante, insistente e facilitação à “não necessidade de memorizar, adquirir, armazenar e aplicar” conhecimentos básicos e necessários.

Os softwares editores de textos disponíveis no mercado são capazes de identificar erros diversos na confecção dos textos. Há correções diversas quando você escreve sem um acento, agudo, crase, circunflexo, bem como, corrige quando você insere um acento em uma palavra não acentuada. Corrige também falta de vírgula em frase e de até ponto final, tanto quanto sugere a correção de aspas erradas, o uso da exclamação e da interrogação.

Os editores de textos também sugerem quando deve separar por vírgula o verbo, o substantivo, o aposto, a adversativa; tanto quanto falta um ponto e vírgula, marca em azul alguns tipos de erros, em vermelho outros, e em verde o tipo incorreções. Veja a imagem abaixo a sugestão de correção.


Isto é apenas um breve comentário do quanto, e de como, os editores de textos favorecem ao emburrecimento de quem os usam. Não há a necessidade de aprender gramática do mais simples conceito aos mais complexos conhecimentos sobre linguística, morfologia, sintaxe, classes gramaticais. Além das muitas outras opções de configuração para que o editor de texto possa traduzir, escolher dicionário, autocorreção, substituição de palavras duplicadas, monitoramento de palavras em maiúsculas, identificação de gênero, e a escolha do artigo correspondente, etc.

De umas décadas para cá muitos são formados em universidades, em curso de graduação, pós-graduação, doutorado e mestrado onde os conhecimentos adquiridos não representam, não mais do que uma baixa percentagens do ensino médio. Por outro lado, para criar um software com tal capacidade, é exigido que equipes diversas estejam sendo bem organizadas, equipadas, assessoradas. Afinal, não se exige que os programadores sejam experts em gramática, linguagens, morfologia.

Ou seja, os mesmos softwares que “nos emburrecem”, exige que, quem o produz, seja bem instruído ou esteja bem orientado.

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