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A terra prometida. Abraão conseguiu!

Desde o fim de 2008 que o tema das diversas mídias do mundo é o ataque de Israel à faixa de Gaza. Tenho lido muito nos últimos dias sobre o assunto. Leio argumentos a favor do exército israelense, e também contra. Entretanto, eu, Adão Braga, já havia declarado no passado, o seguinte sobre aquelas terras:

Gênesis 12:7. (Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.) O texto é claro que a partir deste dia, Abraão começou a edificar altares ao Senhor, ao tempo que seguia para o sul. Fica claro que o altar, além de uma expressão de fé, é também uma marca. E possível, que pouco tempo depois, quem encontrasse aqueles altares saberiam de Abraão e as terras lhe seriam atribuídas como propriedades. Nas leis atuais brasileiras, isso seria no mínimo grilagem, invasão de propriedade, coisa de MST, porém, usando uma técnica apurada de apropriação das terras. O fato de ser chamado por Deus, não anula o lado humano de Abrão. E convenhamos, é uma excelente estratégia. Assim, prova-se que Abraão era tão humano quanto qualquer outro.

A promessa desta terra, fora feita para Abraão, para Isaque (filho de Abraão) e também para Jacó (neto de Abraão), e isto foi suficiente para criar uma verdade. Confira abaixo.

  • O Senhor prometeu que daria aos descendentes de Abraão "esta terra" (Gênesis 12:7);
  • Repetiu a promessa para Abraão (Gênesis 13:14-15, 17; 17:8);
  • Isaque (Gênesis 26:3-4);
  • Jacó (Gênesis 28:13).

Algum tempo se passou, e finalmente Josué declarou:

Desta maneira, deu o SENHOR a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela. O SENHOR lhes deu repouso em redor, segundo tudo quanto jurara a seus pais; nenhum de todos os seus inimigos resistiu diante deles; a todos eles o SENHOR lhes entregou nas mãos. Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu. Josué 21:43-44

Porém, por séculos de má administração, eles perderam a terra tão duramente conseguida, e sob o nome de Deus invadida, tomada. Além disso, posso listar também o argumento de serem eles, os israelitas, o instrumento de justiça e punição divina sobre aqueles habitantes de terras tão devassas e crueis:

Não é por causa da tua justiça, nem pela retitude do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela maldade destas nações o SENHOR, teu Deus, as lança de diante de ti; e para confirmar a palavra que o SENHOR, teu Deus, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.  Deuteronômio 9:5

Segundo algumas correntes de interpretação teológica, por atitudes semelhantes aos aborigines de outrora, foram eles também expulsos das terras prometidas e espalhados pelo mundo. Quando, depois de séculos afastados daquelas terras, em 1948 foi “instituido” o Estado Israelense, é que finalmente os planos do patriarca Abraão, que mais tarde mudou o nome para Abraão, se concretizaram. Finalmente a terra prometida, grilada, demarcada naquela época fora definitivamente declarada como propriedade deles.

Agora, nesta guerra, que Israel age com seu direito de Estado, revida os constantes ataques do Hamas, o mundo se divide. Muitos apoiam a Israel. Outros, argumentam que Israel usa força desproporcional. A imprensa mundial condena a morte das crianças, a destruição das escolas, dos hospitais, e temem que no futuro toda criança palestina venha se tornar um homem bomba. Eu digo que no momento, Israel está no direito de revidar os ataques. Digo mais, quem não aguenta que mude de estratagema, de tática, que encontrem outro meio de mudar a situação a seu favor.

Uma coisa sei, à semelhança dos palestinos, nós brasileiros não aceitariamos um argentino entrando nas terras brasileiras, marcando para sul, norte, leste e a oeste, em nome do Deus que ele crê, tal qual fez o patriarca Abraão, e como, fez o exercito de Josué, ao entrar, tomar, matar, expulsar, aniquilar os moradores daquelas terras antigas.

Enquanto o mundo veem paralisado, temeroso de uma tragédia na região, muitos cristãos estão vendo nesta guerra o cumprimento de mais um sinal do fim do mundo. Apesar das dezenas, chegarão a centenas em breve, há aqueles que pensam que tal guerra é uma intervenção divina para o cumprimento de sua promessa à Abraão, Isaque e Jacó.

[…] O sinal mais importante do fim dos tempos, entretanto, é a nação de Israel. Em 1948, Israel foi reconhecido como um Estado soberano pela primeira vez desde 70 d.C. Deus prometeu a Abraão que sua posteridade possuiria Canaã como uma “perpétua possessão” (Gênesis 17:8), e Ezequiel profetizou uma ressurreição física e espiritual de Israel (Ezequiel 37). Ter Israel como nação em sua própria terra é importante à luz da profecia do fim dos tempos, por causa da distinção de Israel na escatologia (Daniel 10:14; 11:41; Apocalipse 11:8). (Quais são os sinais do fim dos tempos?)

Muitos afirmavam que a concessão do Estado Palestino nas terras prometidas era de fato uma intromissão do poder das trevas para impedir o estabelecimento do reino de Deus neste mundo.

Quando a Autoridade Nacional Palestina conseguiu permanecer e ter o direito de existir na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, e com o acordo de paz assinado entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) em 4 de maio de 1994, no Cairo, o cumprimento de velhas profecias, ficou suspensa, e se duvidavam de que esta não era a época. Agora, com esta ofensiva de Israel, já existe aqueles que já estão nos púlpitos das igrejas cristãs, apregoando o retorno de Jesus ainda nesta década.

Sobre o autor

Adão Braga

Adão Braga Borges nasceu em Nanuque, Minas Gerais. Morou na Vila Esperança na Av. W1, que hoje é denominada de Av. Anhanguera. Meus pais ainda lá moram. Atualmente mora em Irecê. Casado. E segundo diz a esposa, acompanhada de testemunhas, sou pai dos dois filhos dela. Sou grato por ter isto. Trabalho com informática. Manutenção. Instalação. Configurações. Estudo informática no IFBA.

Link permanente para este artigo: http://www.adaobraga.com.br/a-terra-prometida-abrao-conseguiu/

5 comentários

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  1. sarah rubia
    Adão eu nunca entendi as guerras biblicas a mando de Deus, isso me faz questionar varios pontos da Biblia, mas também a entender o que é fé. Ainda não, mas em algum lugar está escrito “quando houver paz e segurança, então virá o fim” não sei onde li, mas está escrito em algum livro profetico. Beijinhos.

    Eu, depois de muito envolvimento com religiosos, consigo observar os lados envolvidos: Deus, a Bíblia, as interpretações, o humano, e o sistema. É um sistema muito bem montado.

  2. Leandro
    :(

    Pode ser triste, mas, em guerra é mesmo assim. A distância pode tornar muitos insensiveis.

  3. georgia aegerter
    Adao, muito bom o seu post e seus esclarecimentos. Essa é uma parte da História que é difícil de ser entendida e compreendida. Apesar de Abraao ter considerado o Pai da fé, ele se apressou em tomar posse da bencao de Deus para ele. O filho da promessa nao seria o que ele foi ter com a Agar e foi ai que toda essa guerra comecou. Ismael, nada mais é que a Palestina. Agar ao se ver mandada embora e tendo tantas dificuldades, sozinha com seu filho pelo deserto, desejou morrer junto. Deus cumprindo sua promessa a Abraao e pelo grande Amor que Ele tem por cada um, jamais poderia deixar Agar e Ismael morrerem à mingua.

    A compaixao que Abraao nao teve por ela e seu filho, Deus o teve e ali lhe fez uma promessa de que eles nao morreria mas que também seriam agraciados. Agar foi para outras terras. Exatamente Gaza. Entao, se de Abraao partiu a promessa, dele também surgiu o estopim. Nao podemos deixar de ver que: mesmo ele sendo um homem de Deus e vivendo pela fé. Ele foi um homem falho como todos nós somos. E cometeu um erro grande, que talvez ele naquela época nao pode ver. Foi injusto com Agar e seu filho. Imagina uma mulher sozinha com uma crianca atravessando um deserto. Ele nao foi piedoso. Quis se ver livre de alguém que lhe pesava a consciência. Quando o filho dele com Sarah nasceu, entao ele pode ver o quanto a fé dele foi pequena.

    A História tem sempre dois lados. Um grande abraço.

    Uma música como tema do seu comentário: Pai, afasta de mim esse calice.
    Pai, afasta de mim esse calice
    Pai, afasta de mim esse calice
    De vinho tinto de sangue
    Como beber dessa bebida amarga
    Tragar a dor, engolir a labuta
    Mesmo calada a boca, resta o peito
    Silencio na cidade nao se escuta
    De que me vale ser filho da santa
    Melhor seria ser filho da outra

    Outra realidade menos morta
    Tanta mentira, tanta força bruta
    Como dificil acordar calado
    Se na calada da noite eu me dano
    Quero lancar um grito desumano
    Que uma maneira de ser escutado
    Esse silencio todo me atordoa
    Atordoado eu permaneco atento
    Na arquibancada pra qualquer
    momento
    Ver emergir o monstro da lagoa
    De muito gorda a porca ja nao anda
    De muito usada a faca ja nao corta
    Como dificil, pai, abrir a porta
    Essa palavra presa na garganta
    Esse pileque homrico no mundo
    De que adianta ter boa vontade
    Mesmo calado o peito, resta a cuca
    Dos bebados do centro da cidade
    Talvez o mundo nao seja pequeno
    Nem seja a vida um fato consumado
    Quero inventar o meu prprio pecado
    Quero morrer do meu prprio veneno
    Quero perder de vez tua cabeca
    Minha cabeca perder teu juizo
    Quero cheirar fumaca de leo diesel
    Me embriagar até que algum
    me esqueca

  4. fernando gonçalves
    muito boas as considerações da Georgia sobre Abraão,Ismael,e Agar.Biblicamente faz muito sentido,mas temos que ter em mente que essa questão é muito rica em particularidades sobre o povo semita e o povo árabe nos dias de hoje também.Creio q
  5. sandra
    coisas de Deus prefiro esperar o grande dia , em que nos será revelado todas as coisas e somente aguardar a vinda de cristo para buscar todos aqueles que nunca colocaram em duvida ou a prova o seu amor pela humanidade. bjos!

    Eu estarei lá e você?

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