Como ser a 6ª maior economia e ainda ser um país rico e um país pobre?

Um país rico é um país que recolhe 1,5 TRILHÃO de impostos. Um país pobre é um país sem gestão eficiente na educação, na saúde, na segurança, na infra-estrutura. um pais rico

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Adiciona ao número acima mais 4 bilhões do dia de amanhã, e se chega ao total de imposto em 2011.  O Brasil se tornou a sexta maior economia do mundo. Isto é suficiente para acabar ao menos com um tanto de ideias equivocadas do passado e do presente quanto a distribuição de renda, a violência, e outras informações distorcidas e tão somente teorizadas por teóricos de esquerdas.

Desde que o PT chegou ao poder em 2002 que tenho insistido no fato de que no Brasil não falta grana para as principais áreas. Falta gestão. Em vários textos mostrei até gráficos mostrando a evolução dos investimentos do governo em questão de quantidade de dinheiro. Um exemplo é esta imagem abaixo:

fundoafundo[1]

Fiz também texto em que apontei a desfaçatez deste governo em dizer e assumir a sua incompetência técnica, gerencial e administrativa: O governo admite o que eu já sabia: somos incompetentes. O Brasil, em várias questões está indo bem. Mas, poderia estar indo muito melhor, se tivéssemos na presidente Dilma aquela mulher que o marketing politico disse que ela era e que 50% +1 acreditou.

  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em educação;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em saúde;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em infra-estrutura;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em segurança;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em impunidade;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em IDH;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em violência;
  • Somos a sexta maior economia do mundo e um dos piores em industrialização;

Mas, o que esperar de evolução social, cultural, educacional, dignidade humana, politica, infra-estrutura e recursos diversos se temos no poder um partido que passou todos estes anos investindo na cultura de que é assim que funciona?

O que esperar de evolução politica executiva, legislativa e judiciária se tudo está aparelhado e funcionando para favorecer os esquemas e as benesses?

O que esperar de um país que os poderes, que foram dividido para serem independentes e um fazendo, o outro legislando e o outro investigando, estão se locupletando?

Bom e finalizar com música:

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer…

 

Power Point: criar apresentação com botão de certo e errado!

Neste passo-a-passo vou demonstrar como é fácil criar uma apresentação no Power Point em que se possa clicar em uma opção e receber uma resposta do tipo CERTO ou ERRADO. Ser você quiser, já publiquei também um outro passo-a-passo em que você aprende a fazer uma apresentação PowerPoint com MULTIPLAS ESCOLHAS.

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Se você criar uma apresentação com duas opções apenas, o video tutorial é este abaixo. Detalhe: salve seu arquivo depois de feito com a extensão .pptm, que é apresentação com MACROS. Feito isto, quando for executar, HABILITE  as macros e funcionará.

Se você não quiser usar botões, você pode usar as opções como no passo-a-passo do multiplas escolhas. Neste caso, é só seguir o exemplo do outro tutorial, e não este. E, ao invés de colocar multiplas escolhas, você coloca apenas duas: certa e errada e nada mais. Também funcionará.

Eis o vídeo

Faça o seu!

Power Point: fazer um quiz de multiplas escolhas.

Faz uns tempos eu quis fazer uma apresentação no Power Point e gostaria de poder clicar e obter uma resposta de certo ou errado. E também, de escolher entre várias opções, a opção correta, ou seja, de multiplas escolhas Seria assim:

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Eu procurei na internet e só encontrei tutoriais em Inglês e de difícil explicação e de complexo uso. Nada prático para quem precisa fazer entre 15 e 30 slides. Eu desistir. Porém, semana passada, enquanto conversava com uma amiga e professora, pensei no projeto, e resolvi fazer uma apresentação para ofertá-lhe. E fiz. Eis o video abaixo explicando como fazer um quiz com multiplas escolhas.

No vídeo eu não expliquei, então, anote ai a dica: quando for salvar, salve o arquivo como PPTM. Apresentação para MACROS.

O IFBA que o governo mostra na propaganda e o IFBA que nós temos!

No último 27 de novembro de 2011 foi realizado o processo seletivo para o Instituto Federal de Ciências e Tecnologia (IFBA), para o campus de Irecê, o segundo. Nestas últimas semanas o MEC tem veiculado na televisão, em todos os canais, propaganda do que o governo federal tem feito pela educação. A propaganda diz o que tem que dizer, e faz o que deve fazer: divulgar. Não se faz campanha de marketing para revelar ineficiência, erros, problemas, dificuldades. Senão, não seria propaganda.

Assim, cumpre a nós outros exibir o que acontece. Fui um dos aprovados no primeiro processo seletivo no curso de Informática, na modalidade Subseqüente do campus Irecê. E, isto tem sido usado em sala de aula para incentivar os colegas a não desistirem do curso. Temos incentivados vários colegas a verem no curso oferecido vantagens. Porém, desde o inicio do curso, já tivemos mais de 60% de desistência. Muitos desistiram no primeiro mês por motivos diversos.

Houve colegas que desistiram por causa de matérias tais como: matemática, física e Inglês. Matérias que ocuparam tão somente 30 aulas no primeiro semestre. Mas, neste primeiro semestres houveram aqueles que desistiram por causa de algoritmos. Outros por causa de TI. As desistências no primeiro semestre tiveram variados motivos. Teve aqueles colegas que desistiram por que tiveram que optar por uma atividade profissional e o curso. Teve quem desistiu por incompatibilidade de atividades e horários. E foram vários. E alguns, muito poucos, desistiram porque o curso não conseguiu exibir sua utilidade. Estes saíram dizendo: “eu pensei que iria aprender outras coisas.”

Nossa turma, a primeira turma de informática, na modalidade Subseqüente do campus de Irecê tem 15 alunos. Somos os remanescentes dos 40 aprovados, dos trinta e poucos matriculados. E parte deste texto é para mostrar para você as dificuldades que enfrentamos e comparar com a propaganda do MEC na TV. As imagens do campus que aparece no vídeo do MEC é do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte)e pode ser identificado por pelo menos duas imagens: o rapaz usando o notebook tem o IFRN na manga do uniforme, e aparece numa das imagens a fachada do campus. Pois bem, eis abaixo as nossas diferenças:

Laboratórios:

Uma das primeiras imagens que surge na peça de marketing do MEC é um laboratório. Temos alunos com jalecos brancos, mascaras e luvas.

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Se é assim lá no campus do IFRN que maravilha! Aqui no nosso campus não é! Aliás, esta semana, soube pelos corredores do nosso campus que a turma de Bicombustíveis estão em sérias dificuldades por faltar materiais diversos. Materiais necessários ao curso. Materiais químicos indispensáveis na observação e manipulação, para se aquisição de conhecimento. Além de faltar materiais, existe uma enorme e grande camada burocrática na aquisição dos mesmos. Eis acima a imagem da propaganda. A realidade: Nos campus inaugurados não temos laboratórios disponíveis aos alunos. Inclusive, o MEC, e os campi de forma geral, não têm um planejamento de implantação, e não tem organização técnica para tal. Fato é que se inauguram os campus, e depois da inauguração, vão fazendo reunião para que os docentes decidam o que fazer, como fazer, e quando fazer. Outro dia conversei com alguém da administração do campus e soube de alguns problemas relacionados a esta realidade. Foi uma conversa curta, mas, reveladora:

– Por que motivos não temos laboratórios funcionando?

– Porque cada campus tem que fazer uma relação do que querem para seus laboratórios.

– Mas, por que o MEC e os campi não têm um planejamento de implantação com tudo pronto? Já não tem cursos e campus funcionando? Por que não pegam os que estão funcionando como modelo?

– É verdade. Poderiam fazer assim. E, por não ter esta prática, agora o MEC teve que intervir. Pois, tem campus que fez listagem do que era necessário e ultrapassou milhões, e outros fizeram o laboratórios deles com baixo recursos e atenderam a necessidade.

É assim! Entenderam?

Vagas para que?

Certamente algum pedagogo ou algum especialista em educação deve ter reclamado da ligação que a peça propagandista fez entre educar e preparar para a economia de mercado, pois é assim que começa a peça: “uma economia forte gera grandes oportunidades. Mas o que transforma oportunidade em trabalho é a educação”. Não vou ser contra isto, afinal, não tenho nada contra! É assim que funciona e para mim que penso que se deve fazer algo que dê dinheiro para se poder fazer o que gosta, esta filosofia dá de bom tamanho. No entanto, questiono a ação do governo em sair criando vagas, e vagas, e mais vagas.

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No campus de Irecê só nos cursos da modalidade subseqüente foram criadas 160 novas vagas. No entanto, nossa turma vem minguando e sendo diminuída mês a mês. Se, no espaço de um semestre 60% não mais está estudando por motivos diversos, é claro e evidente que se deve investir também na manutenção da vaga. Deve haver mecanismos de incentivo a quem ocupa uma vaga. O que, no nosso campus, nos cursos subseqüentes não temos. Deve ser como vida extraterrestre: existe em outro campus nos campi IFs. A turma de Informática Subseqüente do campus de Irecê fez movimento de paralisação aos quarenta e cinco dias de inicio de atividades. E reclamávamos desta realidade. Mas, até a presente data, pouco ou nada vimos para resolver a questão. Parece haver uma cultura estabelecida: vamos ver quem é que chega ao final.

O bom é inaugurar;

Aqui em Irecê, sou talvez daqueles que mais criticam a administração pública do prefeito Zé das Virgens. Motivos não faltam. O que tenho observado é que eles têm método. E o método deles funciona. A cidade de Irecê, por exemplo, está repleta de faixas de anúncios do tipo: “Assinatura da ordem de serviço”; “Venha participar do lançamento da obra”; “O prefeito vai olhar o terreno onde será a futura coisa e tal”. Este é o método. Afinal, para muitas pessoas, assinar documento, visitar tal local, é sinônimo de: ele fez, ele construiu, ele deixou pronto.

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Veja ai a subtileza do engano: Em 3 anos 208 Campus! A quem se refere? Claro que não é ao governo Dilma, que ainda hoje, não tem um ano de governo. Então nos resta o óbvio: é uma clara citação ao governo de Lula/Dilma, e agora Dilma/Temer/Lula. É possível que este número seja verdadeiro. Mas, quantos destes 208 câmpus têm qualidade e tem suas instalações adequadas aos cursos?

O prédio do campus Irecê foi inaugurado em 2010. Fez um ano de inauguração recentemente e já estão fazendo reparos em vários pontos do prédio. Já tiveram que trocar os pisos de banheiros. E, podem chegar lá esta semana e ver o quanto de rachaduras estão sendo consertadas. Mas, isto são outros detalhes.

O que reclamamos de fato é a falta de infra estrutura educacional, infra estrutura de curso.

O que está no filmete que nos falta

No vídeo promocional, que o MEC deve ter pagado caro para criar e caro para manter todas as chamadas ao longo do dia em todos os canais contratado, é só olhar no portal da transparência e constatar a fortuna que o governo paga para posar de eficiente: eles são bons em fazer propaganda do que não fazem, e do que fazem, são melhores! Pois bem. Adiante! Abaixo pontos que podem ser ampliados, mas, que vou apenas citar.

  • Falta Biblioteca;
  • Falta a implantação de laboratórios;
  • Faltam professores;
  • Falta material didático aos docentes;

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Do lado direito da imagem se pode ver alunos em corredores de uma biblioteca. Eu digo: que sonho! No primeiro semestre respondendo aos nossos questionamentos sobre acesso aos livros, um professor assim disse:

– Gente! Nós estamos comprando vários livros para o curso de vocês. Mas, olha! Vou dizer uma coisa pra vocês: as estatísticas apontam para um fato triste, vocês não lêem.

Depois de muita conversa nos avisaram de que vários livros foram comprados. E que em breve teríamos os livros necessários aos cursos. No mês passado (11/2011) soubemos que os referidos livros tinham chegados. No entanto, havia os seguintes problemas: “compraram poucas unidades de cada livro, mas, eram suficientes para os estudos”. Ficamos assim então: somos em 15 e temos 5 livros a disposição. Mas, esperem! Este não é ainda o final de vossos problemas de acesso aos livros. Não! Não é! Para compreender:

– Professor, quando é que podemos pegar estes livros?

– Gente! Não vão poder pegar!

– Como assim?

– É o seguinte: para vocês pegarem os livros tem que ser com o bibliotecário. E, abriram o edital do concurso este mês. Vão ainda esperar o aprovado. Vai passar pelo processo todo de contratação. Depois de contratar, tomar posse, chegar aqui e organizar a biblioteca, ter cadastro e carteirinha é que vocês irão poder pegar os livros.

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Ou seja: parece-nos que terminaremos o curso sem poder usar os livros.

A lista do que nos falta prejudica a nossa formação. O que nos falta atrasará nossa formação. Faltam recursos básicos e necessários que o MEC diz em seu site ser indispensável. O que nós pedimos ao campus e ao campi é tão somente o que está listado pelo MEC nas exigências de infra estrutura recomendadas no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos:

  • Biblioteca com acervo específico e atualizado;
  • Laboratório de informática com programas específicos.

Laboratório de Informática nós temos. Acesso aos computadores nós temos. Falta, porém recursos que facilite a didática. Aos professores faltam outros recursos para melhorar o ensino. O acesso aos conteúdos tem sido facilitado pela internet. Mas, há quem não pode e nem consegue ficar tempo suficiente nos computadores para estudar em livros em PDF. E, também não tem condições de imprimir os milhares de páginas de todos os livros. Para o nosso curso, nem uma apostila temos acesso. E, quando entregam a nós uma apostila é de 5 ou 6 páginas. Os professores esgotam suas cotas de cópia mensal apenas com poucos exercícios.

Novas unidades do IFBA

Na peça de marketing do MEC há o anúncio de mais dois campus na Bahia, a saber: Bom Jesus da Lapa e Governador Mangabeiras.

Image 006 Se considerarmos as imagens veiculadas na propaganda como realidade, se pode pensar que o Governo Federal está transformando o Brasil na maior potência educacional do mundo. O que pode ser verdade daqui a alguns anos quando todos estes campus estiverem em pleno funcionamento. No entanto, agora, os recém inaugurados, estamos todos passando por dificuldades técnicas, e faltas diversas. Um professor na semana passada, depois de ouvir nossas queixas assim expressou:

– Você tem que agradecer a Deus por isto aqui! Lá “noutros campus” nem água eles têm!

O que gerou de nossa parte mais protestos. Se há lá e acolá campus que não tem água e aqui tem, por isto não, lá em Eunápolis tem dois laboratórios de informática! Lá no Rio Grande do Norte têm pelo menos dois tipos diferentes de laboratórios, quadra coberta, material e equipamentos de ensino, professores contratados. Por que não se compara com um campus com melhores instalações? Porque temos que nos contentar comparando com outros em situação pior? Afinal, se lá está muito pior, é prova de que a falta de governança, falta de orientação, administração, fiscalização por parte do executivo que nomeou ministro, que por sua vez, tem sua equipe, que recebe ordens, que tem como meta melhora a educação e não o faz… isto é coisa de ser investigado e cobrado. Mas, cadê aquele poder que se chama de judiciário?

Esperamos que os campus não fossem inaugurados como foi inaugurado o nosso: sem as condições necessárias para o ajuntamento de alunos e o inicio dos cursos oferecidos.

Faltam Professores específicos

No primeiro semestre soubemos que o curso, dito por eles, “carro chefe”, não era o curso de informática, e sim o de bicombustível. Mas, o referido curso teve que, por motivos diversos, parar. Veja que atestado. O curso parou por não ter condições de continuar sem os professores específicos das matérias especificas. E se tivessem contratados os professores, os mesmos não teriam como ministrar as aulas sem os equipamentos. Mas, isto é do outro curso. Para o curso de informática neste semestre temos quatro professores! E a carga horária foi assim dividida:

  • Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais: 1 Professor duas matérias.
  • Linguagens Técnicas – 1 professor;
  • Redes I e Algoritmos II – 1 professor duas matérias.
  • Segurança, Meio-Ambiente e Saúde – 1 professor.
  • Eletroeletrônica II – SEM professor e sem equipamentos. Está na grade curricular. Os que farão para termos o conteúdo teórico e prático da matéria, ainda não sabemos.

É assim mesmo como acima listado. Nosso curso de Informática está sendo mantido graças a poucos profissionais em estágio probatório, o que eles fazem é mais do que podem. Sei que eles ganham o salário deles para darem aulas por uma quantidade de horas semanais e também que eles se esforçam muito para darem conta das atividades e conteúdos. Durante a semana é assim que eles se revezam nas aulas. Entram na segunda e dão aulas de uma matéria. Na terça-feira outra matéria. Enquanto isto vai passando o conteúdo teórico para nós, de matérias que em muitos outros cursos, o governo exige que sejam práticos. Mas, se mesmo o governo não cumpre com suas regras e normas técnicas, com que moral exige dos outros que não são governos?

Já nos avizinham o próximo semestre em que deveríamos ter professor especifico de redes, montagem de estrutura de rede, configurações de servidores, domínio, grupos, grimpagem, roteamento, DNS, DHCP, prática de montagem de infra estrutura de redes. É disso tudo que estamos reclamando. Os conteúdos são nos cobrados como se tivéssemos todas as condições necessárias. Os professores nos passam pesquisas bibliográficas e onde é que tem livros? Onde encontramos material didático? Não temos. Nós improvisamos. Nós buscamos na internet. Nós compartilhamos livros em PDF.

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A política e a justiça

Nós já procuramos ajuda e apoio na política. A reitora quando veio nos visitar neste ano assim disse: “Os deputados são todos meus amigos”. – Seja lá que significado se possa tirar da afirmação, fato é que nenhum dos deputados responde nossos pedidos de ajuda política. Nem os da situação, nem os políticos de oposição. A justiça, bem, o seção da justiça aqui em Irecê, exige um advogado para dar entrada ao processo. O que dificulta. A defensoria pública só atende oito pessoas por dia. Para pegar uma vaga, temos que pernoitar na porta do órgão. Além disso, entrar com um processo agora, pela maneira como as ações tramitam na justiça, bem, nós preferiríamos outro caminho mais rápido, mais qual?

Image 007Oferecer vagas não é suficiente!

O que podemos esperar da administração de um ministério em que nos últimos anos tem se destacado a ineficiência na gerência do ENEM? O que esperar de um governo que é muito bom em fazer propaganda? O que esperar de um governo que sempre é bom em inaugurar? Eu pouco espero! O que me incomoda muito é a falta de ação destes outros: políticos de oposição, políticos da situação e do poder judiciário, dos ministérios públicos, dos órgãos de controle e da mudez dos colegas dos demais cursos espalhado em vários campus!

Infelizmente é assim que estou estudando no IFBA, no campus de Irecê. É esta a nossa situação. Já estamos quase na metade do curso. E, dentro em pouco o IFBA dará a nós um diploma. Entraremos no mercado de trabalho certificados por esta instituição centenária. Como exclama um amigo: Meu Deus! Eu esperei tanto tempo para ter um curso federal, e, é este curso que nos oferecem? Sem as condições necessárias?

Se questionarem nossas competência técnica o que dirão? Ah! Eles sempre foram alunos abaixo da média! Ou poderemos fazer mea-culpa com a instituição em ter contribuído com a falta de recursos e a ausência de condições básicas estabelecidas e exigidas?

 

Histórias de nossas vidas

Esta semana lembrei-me de um livo que li: Histórias para aquecer o Coração das Mães. Lindas histórias. No entanto, há também Histórias para aquecer o coração dos país, que eu nunca li. Curioso. Pois bem, entre as tantas histórias nestes livro, muitas delas me fazem lembrar e ver a realidade de meus filhos. Temos também lindas histórias em nossas vidas. Há histórias diversas. E há, até momentos curiosos em que, por exemplo, meu filho mais velho, ainda me pede para preparar algum lanche para ele comer a noite. Nunca pede à mãe.

Pois bem! Esta semana nosso filho mais novo nos deu outra demonstração de carinho, atenção, e sobretudo, informações suficiente para diagnósticarmos que acertamos no trato moral e ético para com eles. É fato que os filhos as vezes nos surpreendem com ações, atitudes, atos, palavras que nos surpreendem, e que nos tiram por alguns instantes do chão. Vou contar duas para você.

 

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Eu e Kaio

Quando nós moravamos em Serra dos Aimorés, uma pequena cidade no interior de Minas Gerais, eu tinha o costume de sempre passear com Kaio pela cidade. Todas as manhãs eu saia de casa, subia a ladeira que dava de frente com a igreja matriz, e descia pela avenida central da cidade, e as vezes, fazia o caminho inverso. Descia a avenida onde moravamos e subiamos pela outra avenida.

Viramos naquela época uma atração naquelas ruas. Isto já faz mais de quinze anos. Kaio ainda vivia preso no carrinho. Era comum ver algumas senhoras saindo em suas janelas, portas, varandas e até ficavam  de pé nos passeios nos admirando. Um certo dia eu parei para conversar com uma aluna e também pude ouvi duas senhoras conversando. Eu fingir não ouvi. Mas, bem que por dentro, minhas emoções fizeram festa.

– Eu sempre tive curiosidade de saber quem é este homem. E se esta criança é filho dele. Eu acho lindo ele passear com esta criança todos os dias!

Até certa idade, Kaio foi uma criança solitária. Então eu e sua mãe sempre brincavamos com ele. Brincavamos de tudo e com todos os brinquedos. E sempre o incentivamos a brincar com outras crianças quando possível. Numas destas manhãs, quando estavamos passeando um senhor que vinham no sentido contrário, nos parou. Ele olhou para Kaio e disse:

– Que criança bonita! Que Deus te abençoe meu filho – E metendo a mão no bolso tirou algumas moedas e deu a Kaio. Pois, é, ou até então, era costume de lá, ao abençoar espiritualmente uma criança, também o abençoar de alguma forma com riquezas materiais, dinheiro, jóia. Minha esposa ficou radiante de alegria em saber que o filho dela havia sido abençoado na rua de Serra dos Aimorés.

Eu e Pedro

Pedro foi um irmão que Kaio pediu para nós. Ele disse que gostaria de ter uma irmão para poder brincar. Na primeira noite, já na madrugada Pedro chorava muito. Kaio chegou perto de mim e da mãe, com os olhos vermelhos de sono, perguntou:

– Ele não cansa de chorar não?

Pedro desde o dia que nasceu que tivemos que resolver questões. Quando veio a este mundo, o médico que foi fazer o parto me indagou: na dúvida, e no momento de decisão, qual a sua preferência: a mãe ou a criança?

Foi neste clima de: ou o filho ou a mãe, que Pedro me chegou. Apesar de nem tudo ter corrido bem, tudo terminou bem! Pedro é uma criança atenciosa, carinhosa, desinibida, inteligente … e muito mais. As vezes nos surpreende. Já escrevi aqui por exemplo, que ouvi dele uma vez: Meu pai é meu dono, se ele quiser pode até me matar. O que me fez ter que tomar providências quanto a esta ideia descabida e falsa. Penso que ficou resolvido.

Pedro as vezes nos surpreende com atitudes simples. Certo dia, ele comentou que estava com vontade de comer cachorro quente. Minha esposa me olhou e com um lance de olhos já me enviou a mensagem: vai comprar o material. O que fiz de imediato.

Quando terminou de comer todos que aguentou comer, ele veio até a mim, e me beijou no rosto e disse:

– Obrigado painho! Você realizou meu sonho!

A mãe ficou de pé olhando. Os olhos encheu de lágrimas. Correu para ele e o abraçou!  Dormimos felizes.

Todos temos momentos de alegrias, felicidade, descontração, carinho. Isto conta.

Neste final de ano e nestes dias, que já é natal, eu agradeço a todos vocês que participaram de minha vida, e que contribuiram, que dividiram comigo, e fizeram com que eu tivesse Histórias para aquecer o meu coração. Fazer uma lista é possível. Mas, cometer uma injustiça em não mencionar alguém é uma possibilidade, então, sem lista.

FELIZ NATAL PARA VOCÊ!

 

Outra interpretação para a lei 8.069

– Alô!

– Alô! Bom dia cidadão! Em que posso servi-lo?

– Primeiro eu quero saber da nova lei sobre os direitos das crianças e dos adolescentes. Ela pode ser resumida como?

– Bem! Primeiro que a lei não é nova. O que se fez, foi uma regulamentação a lei. E a lei diz que as crianças e adolescentes tem o direito de “serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante.”

– Me esclareça o que é “tratamento cruel ou degradante”. Eu não tenho dúvidas sobre o que é castigo!

– Cidadão! Tratamento cruel ou degradante é… bem! O senhor vai ter que procurar alguém lá do setor de proteção das crianças e adolescentes, o ECA, para eles explicarem para o senhor sobre isto!

– Tá! Eu faço isto amanhã! Mas me diz uma coisa só!

– Sim! O que o cidadão quer saber mais?

– Eu tô querendo ir à festa da banda do Chiclete com Bananas este fim de semana. O abada é caro. Eu quero ir para a festa e meus pais não querem me dá a grana de comprar o abada e também o dinheiro de eu comer e beber na festa. Isto pode ser considerado como castigo, e tratamento cruel ou degradante? Eu acho que é! E o senhor?

– “Rapaaaaz!” Sei dizer não! É como eu disse pro senhor! Vai lá ao setor que trata da criança e do adolescente!

– Mas, o senhor não acha que…

– Bom dia cidadão!

– tum! tum! tum!

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Minha opinião sobre a mudança da lei 8.069 modificará muita coisa na nossa comunidade e vai dá muito que falar. Se a intenção era proteger a família, ajudar a sociedade a se livrar de pais violentos… talvez estejam criando mais problemas do que resolvendo! Se até o momento a polícia, a justiça, ECA, e os muitos Conselhos Tutelares espalhados pelo país, bem como as exigências de denuncias por parte dos médicos, das assistêntes sociais não têm ajudado a resolver a situação atual de mortes, maus tratos, violências domésticas, torturas, tratamento degradante contra crianças, mulheres, idosos, cães, gatos. Como é que eles pensam que com esta lei irá contribuir? Criar intrigas entre vizinhos? Aumentar as celeumas sociais? Fazer com que parentes denunciem violências, tratamentos crueis, degradantes?

Não se podem classificar todos os pais de igual modo. Não se podem igualar os que chegam ao limite de usar castigos, com aqueles que chegam ao limite de pôr as mãos da criança no fogo. Não se podem nivelar os pais que dá um beliscão num filho que está fora dos limites sociais aceitáveis, com os pais que arrancam o pedaço da carne do braço do filho em situação semelhante. Etc.

Não é por que há muitos descontrolados que todos devem ser responsabilizados e inclusos na lei como quem falta cuidado, educação e que trata de forma degradante ou cruel. Nem todos agem de forma igual, então, a lei não pode nos igualar de forma semelhante. Uns comportamentos são aceitáveis outras atitudes são crimes.

Em última instância, vejo uma tentativa grotesca do governo em querer chamar a atenção da sociedade para uma fumaça, enquanto, fica oculto as mazelas e os descasos com a saúde, educação, segurança, infra-estrutura, corrupção.

É só uma névoa de gelo seco para distrair!