Grande conflito mental, lógico e emocional entre nós

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Grande conflito mental, lógico e emocional entre nós

Faz algum tempo que não escrevo nada aqui. Os motivos, eu já havia escrito antes, mas, reavisar não me custa:  Kaio se posicionou contrário ao blog e ao que eu escrevia aqui. Em respeito a isto, decidi não informar tudo que eu pensava ser necessário. Mas, hoje, vou informar de uma forma geral o “estrago do Linfoma” nas nossas vidas.

Faz algum tempo que Kaio voltou a ter um convívio social normalizado. Como pré-adolescente tem vontades, desejos e quer voar mais perto do sol com suas asas de cera, e como pai, tal qual Dédalo, eu e Kátia ficamos preocupados e tentamos cercá-lo de cuidados e conselhos. No entanto, ai é que está o nosso prejuízo, as vezes somos tomados por um certo sentimento de leniência.

Abate sobre nós algumas preocupações sobre ele. Uma dor de cabeça. Uma dor nas pernas. O sono mais prolongado. Uma olheira. Seja o que for que percebamos diferente, é motivo de preocupação, atenção e cuidado.

Por outro lado, ficamos anestesiado quando ele chega e diz:

- Mãe, eu vou pra roça com meus amigos!

Há um grande conflito mental, lógico e emocional entre nós. O que fazer? Deixar e aconselhar! Impedir e argumentar sobre isto e aquilo? Apontar os cuidados que se deve ter, e tentar deixa-lo em casa?

Tal situação nos leva a questionar certos parâmetros, certos cuidados. Há pais que se martirizam o resto de suas vidas o fato de ter impedido seus filhos de “curtirem” certas épocas de suas vidas. Também há pais que lamentam ter permitido, sem o mínimo esforço, a viagem, a saída, a balada de seus filhos.

Nestes momentos, há uma grave e ampla violência explosão de argumentos intelectual. O fato é que como pais, e como humanos, não tempos poderes sobre os eventos. E, minha tese é que, deve haver limites, no entanto, não controlamos os eventos.

Não devemos estar limitados pelo Linfoma. Não devemos impedi-lo de aproveitar certos momentos tão somente, pela suspeita, pela possibilidade de que, o Linfoma pode ressurgir. E, se ressurgir, não queremos ficar ressentidos de ter, por esta pressão, tolhido e cortado certos prazeres. Mas, ai também, há o outro lado. E, se, por não haver certos cuidados, proporcionar o ressurgimento?

Os conselhos damos. As orientações passamos. E, quando todas as conversas, todas as diplomacias falham, ai, é que eu digo: Usa-se a autoridade do pátrio poder, o poder de mandar, o poder do castigo. Etc..

Nestas duas última semanas ele tem reclamado de dores nas pernas. Dores de cabeça. Não tem dado febre. Não há coceiras. Não há suores. Não há outros elementos característicos de antes. Mas, porém, contudo, todavia e no entanto, já marcamos visita com o médico.

Algumas pessoas pensam que somos precipitados. Que agimos de forma intempestiva, que “vemos chifre em cabeça de cavalo”, mas, se não olharmos e tomarmos as medidas necessárias, pode se agravar. Preferimos agir assim, a ter um remorso posterior, ter que repetir frases desalentadoras depois, e viver o que nos resta de vida arrependidos por não ter prestado atenção aos sinais e aos avisos.

publicado também: Kaio Borges – Lutas e Vitórias

  • Odele Souza diz:

    Adão,

    Obrigada pela visita e comentário no blog de Flavia. Você tem razão, aquele meu post bem que poderia ser patrocinado pelo fabricante do óleo que há mais de 12 anos uso em Flavia. Ah! se fosse!

    Sobre este teu post: Posso imaginar o dilema seu e de sua esposa diante das vontades e reações de Kaio. Mas quem de nós tem a receita para bem educar um filho? E quem de nós saberia exatamente como agir, diante da situação de Kaio? Acho que você e sua esposa são conduzimos pelo bom senso e pelo amor a Kaio, por isso, qualquer que seja o resultado das decisões que vocês tomarem, não haverá o que lamentar.

    Um abraço com muito carinho pra você, sua esposa e Kaio.

    26/09/2010 em 18:15

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