Sobre a miséria e a desgraça que se abateu sobre o Haiti

O caos, a desolação, a devastação, a peste, e as piores descrições das diversas literaturas apocalíptica abateu-se sobre o Haiti e seu povo. As imagens que vemos na internet é de uma extrema força que choca por sua aparência, pela extensão, por sua natureza, por sua crueza, por sua realidade e pela forma repetição.

O evento no Haiti me fez questionar também a maneira como os políticos e as autoridades federais tratam eventos parecidos de formas diferentes. No Brasil as ribanceiras desceram, as cidades foram alagadas, pessoas morreram, pessoas sumiram, bens foram perdidos, e a ajuda demorou a chegar. No Haiti mau os ponteiros dos sismógrafos pararam de oscilar, e já aviões saíram carregados de ajuda, soldados foram e voltaram, comissão de autoridades já foram lá olhar de perto, prometer ajuda, oferecer conforto, etc. e etc..

Tudo para aparecerem. Querem mesmo serem vistos. E nós outros? Não merecemos também ajuda e olhares semelhantes e empenho na mesma proporção? Será que ser pobre, miseráveis, desestruturado é melhor do que ser o que somos: emergentes?

A atitude destes homens é vergonhosa. Enquanto viram as costas e demoram a atender os daqui, são os primeiros a lançar e querer ser exemplo aos demais. Posam para as fotos oficiais. Sorriem dizendo: chegamos! Estamos aqui. Enquanto esquecem a nós outros que os permitem agir assim.

Outro fato curioso nas reportagens foi ver que uma missionária que estava no Haiti ajudando as famílias de lá, teve seu pé amputado e estava feliz. Um missionário haitiano, no Brasil estava preocupado e dizia-se angustiado por noticias de seus familiares. E assim perguntei a mim mesmo: O que este missionário haitiano veio fazer no Brasil?

Não demorou muito e lembrei-me das palavras da Bíblia que diz: “um profeta só é desprezado na sua pátria. Entre seus parentes e na sua própria casa.” (Mc. 6, 4) Assim, é compreensível que este missionário esteja aqui, e tantos outros missionários estejam lá. Porém, não me é aceitável o comportamento político destes homens que querem aparecer sobre a miséria e a desgraça que se abateu sobre o Haiti.

A revolta dos baianos

Nas eleições de 2006 a Bahia se preparava para mais um período de governo do grupo carlista, porém, inesperadamente Jacques Wagner foi eleito no primeiro turno. No O Globo teve a noticia: Continuidade nos estados era esperada e Bahia é a grande surpresa, diz cientista político.

O tempo passou e o governo Jacques Wagner pouco fez pela Bahia, porém, no ranking divulgado pelo Datafolha, “o sexto governador melhor avaliado aparece Jaques Wagner (PT), da Bahia, uma posição acima da observada na pesquisa de março de 2009. A nota média atribuída ao governador baiano é de 6,5, ante 6,4 da conseguida em março de 2009, e 6,0 de novembro de 2007.” – Muitos comemoram a sexta colocação.

Quando eu estudava, uma nota maior que seis e menor que sete, era a nota reservada para a matéria de Português. Minha pior média em todos os anos de escola. Entretanto a nota de 6,5 é uma boa média para Jacques Wagner, é suficiente para passar.

Aqui na região o povo se contenta com o que ele envia. As estradas estão aos buracos. Estão remendando a primeira de Janeiro, uma BR que passa por Irecê. Inauguraram a estrada Irecê X Presidente Dutra X Uibai. Passei lá semana passada. Taparam os buracos e deixou milhares de morrinhos e ondulações. Carros, motos, caminhões e ônibus não chega ao destino sem bater e ranger.

A revolta agora é que desde a eleição que J. Wagner saiu vitorioso no primeiro turno que a região de Irecê e a Bahia vangloria de ter finalmente vencido o carlismo.

Nas comemorações de fim de ano, ouvi daqui de casa alguém lá na praça agradecendo ao ex-governador por ter contribuído com a vitória de Jacques Wagner. Segundo o agradecedor, a atitude do ex-governador incentivou o eleitor baiano a votarem contra o carlismo e a favor do PT. Votaram no PT, e agora, o PT articula uma chapa com carlistas.

Num dos comentários dos diversos textos que li, há este desabafo:

“Sempre desconfiei que o ódio dos petista contra ACM era inveja, inveja do poder autoritário, do força desnecessária, da perseguição a quem não o bajulasse. Corremos, corremos e estamos a ver o carlismo ser ressuscitado pelo PT de Lula.”

Há muitos outros reclamando desta possível união. Por outro lado, há quem defenda com sendo isto um caminho natural da política. Além de normal, aceitável, permissível. No fim, não adianta revoltar, só lembrar as palavras do chefe deles:

Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação que teve um partido qualquer, Jesus Cristo teria que chama-lo para fazer coalizão, porque essa é a composição de forças que tem no Congresso

Com a cumplicidade das autoridades

Na juventude li parte de uma coleção denominada de Grandes Lideres. E me lembro de ter lido, pelo menos estes volumes: César, Muamar Kadafi, Mao Tse Tung, Gandhi, Nikita Cruschev , Lincoln, Napoleão… etc. Não li mais porque tinha que dividir o tempo com os demais trabalhos da faculdade de teologia. Entretanto aprendi muito com a leitura.

Nesta época, li que um destes lideres, ensinou como seu sucessor deveria agir quando se encontrasse em meio a crise. Para tanto, deixou-lhe três envelopes que deveriam ser aberto em tempo de necessidade.

O primeiro envelope depois de aberto, ofereceu o seguinte conselho:

Não deixe que a crise o atinja, jogue toda a culpa nos seus antecessores

O segundo envelope, ofereceu este outro conselho:

Não permita que a crise o alcance, livre-se de pessoas-chave de sua equipe.

Finalmente o terceiro envelope:

Escreva três cartas para seu sucessor.

O Governador do Rio de janeiro afirmou:

“São 40 anos de ocupação irregular nas encostas e berço de rios em todo o Brasil. Pessoas morando em lugares impróprios. Com a cumplicidade das autoridades ao longo das últimas décadas. No Rio de Janeiro, além da ocupação urbana, existe o poder paralelo do crime em comunidades em áreas de risco. É o caso de comunidades no Grande Rio.” – Cabral culpa autoridades e elite.

Nestes 40 anos citados, garanto a vocês que ele estava no meio disso que ele diz que aconteceu.

O Sergio Cabral (Informações do Portal do Governo do RJ) é Formado em Jornalismo pela Faculdade da Cidade, e:

  1. Ingressou na vida pública em março de 1987, quando assumiu a Diretoria de Operações da TURISRIO – Companhia de Turismo do Rio de Janeiro.
  2. Três anos depois, em 1990, foi eleito deputado estadual.
  3. Reeleito em 1994 para o segundo mandato, iniciou sua participação na presidência da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), cargo que ocuparia por oito anos.
  4. Em 1998, foi eleito deputado estadual pela terceira vez.
  5. Quatro anos depois, candidatou-se e foi eleito Senador, cargo que ocupou até o final de 2006.
  6. Eleito governador

Então senhor Cabral, o senhor também contribui com a situação. Exatamente como dita em suas palavras, isto aconteceu “Com a cumplicidade das autoridades ao longo das últimas décadas.” Inclusive o senhor.

Parece-me, que ele abriu os dois primeiros envelopes neste caso, afinal, colocou a culpa em outros, e colocou gente de seu governo na frente das soluções, e também diretamente responsáveis pela situação.

Windows 7 de avaliação não é genuíno!

As vezes eu uso a frase: ISSO SÓ ACONTECE COMIGO! – Existe até um blog com este nome, o que, para minha surpresa, há outras pessoas que também tem a mesma impressão, ou a mesma sensação de que certos eventos só acomete uma ou outra pessoa.

Desde que a Microsoft anunciou o Beta do Windows 7 que me interessei, fiz o download e instalei no micro aqui em casa. A primeira versão morreu. Eu anunciei aqui. Fim do Windows 7.

Fiz o download da versão Release Candidate e instalei novamente. Desde então venho utilizando o tal sistema, que é muito bom, excelente produto, PORÉM, o que tem que acontecer com alguém, acontece comigo, e é fato, duvido que isto tenha acontecido com mais alguém.

O computador ao ser ligado hoje, depois da tela de apresentação, aparece o alerta: WINDOWS NÃO É GENUÍNO. É piada uma coisa dessa! Não genuíno, se a referência for com o José Genuíno do PT… ai sim, não é mesmo!

windows-7-nao-original 

No canto inferior direito do desktop tem este aviso: Windows 7 – Cópia de avaliação. Compilação 7100, ou seja, estou usando uma cópia de avaliação e não é genuína? Mas, o download foi feito pelos meios e métodos oferecidos pela Microsoft. E o curioso é que depois de reiniciar, não mais apareceu a mensagem. Então isto é algo que só acontece comigo.

Junta-se a este texto de hoje, este outro: Windows 7 ainda não é da Microsoft. É compreensivel, afinal, o sistema instalado em minha máquina ainda é o pré-lançamento, porém, o que pode ter acontecido neste intervalo de tempo em que o Sistema se encontrou como não genuíno, e depois, voltou a ser genuíno? Há regras e explicações, mas, não as darei. Mais um dos eventos que só acontece comigo.

Flamengo, a maior torcida, mas, nem tanto!

Flamenguista que é flamenguista canta o hino, e enche a boca para dizer: – Nós somos a maior torcida do Brasil e do MUNDO! É verdade! Temos quase que concordar com isto. Mas, quem é que não conhece esta frase abaixo?

– Toda unanimidade é burra!

Se todos concordamos com a frase, é fato que todos somos burros não é? Por outro lado, é fato histórico e filosofico de que o povo sempre apóia e está disposto a ficar do lado do oprimido, do sofredor. Quem estuda a filosofia da história da igreja cristã descobre tal preferência! Se percebe que o mundo se rende à mensagem cristã, pelo sofrimento de seu fundador. Isto é atrativo.

Podes fazer um teste com você mesmo. Se você chegar em casa e ligar a TV e estiver passando dois times desconhecidos, você vai torcer para o mais fraco marcar um gol, e ou, torcer para ele melhorar, empatar e virar o placar. É quase inevitável tal atrativo.

Ao assunto

Desde que o Flamengo foi campeão que “sofro zoada” de muitos flamenguistas. Irecê até parece que é uma cidade do Rio de Janeiro. Quase todas as vezes que entro numa certa loja, lá vem o dono me zoar – Tudo bem! Eu e outros são paulinos suportamos. É o que se pode fazer. Afinal, nós “arrogantemente” nos últimos anos, andávamos altivos e soberbos pelas ruas com nossas camisas, e causávamos inveja a muitos. Nada podiam dizer.

A “bem da verdade”, divo-vos, que não é verdade o que se anda dizendo por ai sobre a torcida do Flamengo.

Se faz muito alarido sobre isto, ou seja, que a torcida do Flamengo é a maioria em todos os cantos deste país e deste mundo. Não é! E, para baixar a bola destes gozadores de Adão Braga, a Datafolha desmente alguns argumentos a mim apresentados como sendo a mais gloriosa verdade.

Eis abaixo a mentira dita:

– Até em São Paulo, terra do Corinthians o Flamengo tem mais torcida.

Eis aqui o desmentido oficial da Datafolha:

No Estado do Rio de Janeiro, a torcida do Flamengo atinge 51%. Mas a torcida do time carioca também se destaca entre os que moram no Distrito Federal (33%) e entre os que têm até 34 anos de idade (23%).

Por sua vez, o Corinthians detém 33% da torcida por algum time no Estado de São Paulo, além de 20% no Paraná, e de 18% entre os que têm até 24 anos de idade.

O São Paulo e o Palmeiras são os times preferidos, respectivamente, por 19% e 15% dos que vivem no Estado do São Paulo. – Datafolha 04/12/2010

Repercutindo a noticia, o site do Globo Esporte afirma em letras grandes o seguinte:

Torcida do Corinthians é a que mais cresce na

capital e no estado de SP

Na Capital

na-capital

No Estado de SP 

no-estado

Quem deve se vangloriar da pesquisa é o Corinthians, que mesmo tendo disputado o campeonato da Segunda Divisão em 2008, aumentou 4% na capital, e também 4% no Estado de São Paulo.

Assim, cai também a outra mentira que me disseram hoje.

Não é verdade que em São Paulo o Flamengo tem maior torcida. Aliás, em São Paulo, a torcida do Flamengo é a quinta maior, ou seja, em São Paulo, não há esta unanimidade flamenguista ou a pesquisa é falsa?

O que nos deixa alegre nesta pesquisa, não é se somos maior em número, mas que nós, os são paulinos, podemos dizer que somos uma MINORIA feliz, satisfeita, contente e que nossa paixão é correspondida, que nosso time tem nos dado alegria nos campeonatos e nas competições que participa.

Eu prefiro ser uma minoria ganhando sempre, do que ser parte de uma maioria que ganha de vez em quando!

Serviços manuais quando poderia ser informatizado

Desde o natal, tive que levar Kátia para ser atendida no hospital Regional de Irecê pelo menos três vezes. Como já declarei aqui, é um prédio majestoso, bonito, moderno, vistoso, e rasguei a seda em elogios á construção, ao designer…

O prédio do hospital foi aumentado em pelo menos duas vezes o seu tamanho original. A estrutura é elegante, com desenho de faixada bonita, acesso facilitado, controle das diversas entradas por turno. Recepcionistas para a ala adulta e pediatria em separado. – Como ter saúde pela contemplação do belo

O Hospital é bonito que até o site da cidade (Prefeitura Municipal de Irecê) tem imagens dele como referência de pontos importante e interessante, e ou, pontos bonitos e de destaque da cidade.

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Além das críticas que já fiz sobre a condução dos responsáveis pelo setor de saúde, nas três esferas: municipal, estadual e federal, volto para o tema, mas, para questionar um item no Hospital Regional:  a infra-estrutura de atendimento na recepção, e do modo de operação do Hospital.

Na recepção, um adulto quando chega ao balcão, recebe a informação que antes de proceder qualquer tipo de consulta médica é necessário passar pela triagem. Entra. No corredor à direita da Emergência, alguém mede sua pressão, mede a febre, e faz algumas perguntas tais como: Bebeu? Como foi? Quando foi? o que aconteceu? Foi a primeira vez?, etc

Saindo da triagem normalmente traz e apresenta para a pessoa do balcão a anotação num pequeno pedaço de papel que é os valores da pressão sanguínea. Pois bem, nesta última vez que estive lá, observando a rotina de trabalho e atendimento perguntei a mim mesmo:

– Porque ainda não existe um sistema informatizado de atendimento e acompanhamento neste hospital?

Pode haver várias explicações, ainda que exista, o fato é que não existe. E se existisse, seria muito mais fácil e ágil se tal sistema estivesse instalado e funcionando. Os ganhos imediatos são vários desde a rapidez no atendimento, quanto a confecção e acompanhamento dos serviços no hospital.

  1. Com um sistema de informática se pode obter em minutos relatório diária, quinzenal, mensal, bimestral, semestral, anual do atendimento nas emergências;
  2. Com um sistema de informática se pode diminuir o tempo no atendimento. Os pacientes atendidos, os dados já estão cadastrados;
  3. Com os dados cadastrados pode-se atender pessoas que estejam sem os documentos no momento do atendimento, bastando para tal, conferir dados pessoais cadastrados tais como: nome, endereço, nome da mãe, telefone,…;
  4. Com os dados do sistema de informática pode-se obter relatórios de faixa etária, gênero e as principais causas das emergências de forma rápida, eficiente, muitos outros;
  5. Com um sistema de informática no hospital, a localização de informações será mais eficiente e rápida;
  6. Com a implantação nas recepções do sistema, evita duplo ou triplo serviço como acontece agora, pois agora, por dedução, penso que funciona assim: 1) – Atendimento na recepção. 2) – Triagem; 3) -Preenche ficha. 4) – O médico completa a ficha; 5) – Devolve para a recepção 6) – Arquiva a ficha e depois o setor de digitação termina o serviço.

Temos que esperar a conclusão do Hospital para saber se teremos ou não um serviço de qualidade. Por enquanto, o prédio é bonito, lindo, fino, moderno… mas, parte dos serviços prestados são manuais, isto atrasa e ajuda no descontentamento da população.

Falta de verba? Sei não! Podem até dizer que sim, mas, o governo propaga por ai que gastou mais de 37 milhões de reais na saúde em Irecê. Não teve, e não tem condições de adquirir licenças de um software de administração hospitalar?  Se  tem, porque não implantou? Por falta de computadores? Também não! O governo pode comprar computadores por R$ 600,00. Por que os servidores não sabem usar? Capacite-os!

Não tem como! Qualquer desculpa aponta para a ineficiência e inoperabilidade governamental, e ou, da empresa que administra o hospital Regional de Irecê.