A revolta dos baianos

Nas eleições de 2006 a Bahia se preparava para mais um período de governo do grupo carlista, porém, inesperadamente Jacques Wagner foi eleito no primeiro turno. No O Globo teve a noticia: Continuidade nos estados era esperada e Bahia é a grande surpresa, diz cientista político.

O tempo passou e o governo Jacques Wagner pouco fez pela Bahia, porém, no ranking divulgado pelo Datafolha, “o sexto governador melhor avaliado aparece Jaques Wagner (PT), da Bahia, uma posição acima da observada na pesquisa de março de 2009. A nota média atribuída ao governador baiano é de 6,5, ante 6,4 da conseguida em março de 2009, e 6,0 de novembro de 2007.” – Muitos comemoram a sexta colocação.

Quando eu estudava, uma nota maior que seis e menor que sete, era a nota reservada para a matéria de Português. Minha pior média em todos os anos de escola. Entretanto a nota de 6,5 é uma boa média para Jacques Wagner, é suficiente para passar.

Aqui na região o povo se contenta com o que ele envia. As estradas estão aos buracos. Estão remendando a primeira de Janeiro, uma BR que passa por Irecê. Inauguraram a estrada Irecê X Presidente Dutra X Uibai. Passei lá semana passada. Taparam os buracos e deixou milhares de morrinhos e ondulações. Carros, motos, caminhões e ônibus não chega ao destino sem bater e ranger.

A revolta agora é que desde a eleição que J. Wagner saiu vitorioso no primeiro turno que a região de Irecê e a Bahia vangloria de ter finalmente vencido o carlismo.

Nas comemorações de fim de ano, ouvi daqui de casa alguém lá na praça agradecendo ao ex-governador por ter contribuído com a vitória de Jacques Wagner. Segundo o agradecedor, a atitude do ex-governador incentivou o eleitor baiano a votarem contra o carlismo e a favor do PT. Votaram no PT, e agora, o PT articula uma chapa com carlistas.

Num dos comentários dos diversos textos que li, há este desabafo:

“Sempre desconfiei que o ódio dos petista contra ACM era inveja, inveja do poder autoritário, do força desnecessária, da perseguição a quem não o bajulasse. Corremos, corremos e estamos a ver o carlismo ser ressuscitado pelo PT de Lula.”

Há muitos outros reclamando desta possível união. Por outro lado, há quem defenda com sendo isto um caminho natural da política. Além de normal, aceitável, permissível. No fim, não adianta revoltar, só lembrar as palavras do chefe deles:

Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação que teve um partido qualquer, Jesus Cristo teria que chama-lo para fazer coalizão, porque essa é a composição de forças que tem no Congresso