Já faz parte da cultura nacional, APROVEITAR

Nunca fiz pesquisa sobre o assunto, e também, não sei se existe algum tipo de pesquisa, no entanto, sei que em mais de 60% dos serviços que faço tenho que retornar à casa do cliente ou na empresa. O pior destas situações é a velha e chata frase:

– Adão Braga! Veja só, depois que você fez o serviço e entregou o computador, agora o computador começou a aparecer um negócio diferente na tela…

Normalmente uma coisa não tem ligação com a outra. E não é apenas comigo. Outro dia, vi meu sogro passando por situação semelhante, e ele é mecânico. A diferença entre nós é que meu sogro, nestes casos, não é elegante, nem tão pouco educado.

– Depois que o senhor fez o serviço, o carro começou a apagar!

Este senhor tentou dar o golpe na pessoa errada. Ele é calmo até certo limite. Neste caso citado ele saiu com esta frase:

– E o que tem a DESGRAÇA da troca de lona de freio das rodas traseiras com o motor de arranque dianteiro?

A pessoa ficou desconcertada com a frase, e só então, quis explicar que depois do serviço realizado o carro apareceu este outro comportamento. O que provocou outra reação em meu sogro:

– Então DESGRAÇA, porque você vem com outro problema e quer colocar a culpa num serviço que eu fiz?

– eh! eh! … – tentou, mas não conseguiu argumentos.

Isto também acontece comigo, e sei que acontece com outros aqui em Irecê, na Bahia, e Brasil afora!

Hoje tive que retornar numa casa porque o cliente reclamou que depois do serviço realizado a impressora deixou de imprimir. Lá vou eu à casa. E para confirmar, foi mais um caso de NÃO RELAÇÃO com o serviço realizado.

– O que aconteceu Adão?

– Tá vendo estes leds piscando?

– Sim! Estou!

– O que tem escrito na frente?

“Erro no cartucho instalado!”

– E este outro led está piscando o que tem escrito nele?

– COR

– Isto quer dizer que o cartucho  colorido está com defeito!

– Ah! Adão, eu não sabia disto!

– Agora sabe. E também sabe que uma coisa é coisa, e outra coisa, é outra coisa! Compre cartuchos novos, e sua impressora voltará a imprimir.

Isto não me agrada, e já tive que resolver problemas diversos, assim, no queixo duro de pessoas que aproveitam da situação dos prestadores de serviços.

Já faz parte da cultura nacional, APROVEITAR, tirar vantagem de, ganhar sempre, pagar menos e ter mais. E não é só isto! Tal situação está indo além. Ontem fui aconselhado a agir de forma fraudulenta para ter de volta os aparelhos danificados aqui em casa.

– É fácil, fácil! Você pega a Nota Fiscal e modifica a data e coloca dentro do prazo da garantia. Eu tenho os esquemas tudinho. Se você quiser é só passar lá na loja que eu faço para você.

Alguém deve gostar de pessoas assim, afinal, há tantos entre nós, e os números estão crescendo cada dia mais!

Em doze vezes aumenta cerca de 235%

Ouvindo os especialistas em economia deste país, e os especialistas já contaminados do exterior sobre a economia brasileira, se pensa que está tudo às mil maravilhas.

E deve estar mesmo! Eu não duvido, e também isto não me tira o sono, muito menos me impede de “bater a passarinha” sobre o assunto. Este texto não é um palpite. É o relato de uma experiência no comércio local de Irecê, e que, me serve de amostragem do que acontece na economia nacional.

Devido as circunstâncias momentâneas que experimentamos nos últimos dois anos, também ficamos impossibilitados de adquirir bens móveis por este período. Aqueles utensilios e aparelhos domésticos que foram quebrando, também foram, ao longo destes dias, sendo abandonados.

Porém, chegamos a uma situação tal, que foi inevitável não ter que comprar alguns itens. É este o ponto importante do texto.

Nesta última segunda-feira, Kátia foi à loja Ricardo Eletro em Irecê, para comprar. Foi bem recebida pelo vendedor. Foi bem conduzida até o alvo desejado. Fez-se o levantamento do valor a vista, e o valor a prazo.

– Quero dividir em seis vezes

– Tudo bem, senhora! Assim será.

Devido as ditas circunstâncias, não podemos fazer comprar para muitas parcelas, e nem podemos comprar com parcelas superiores a quarenta reais mensais. É a nossa situação. E ai, é que entra a crueldade da situação.

– Sua compra não foi aprovada senhora!

– Porque não?

Mediante a pergunta o jovem vendedor foi conversar com a gerente, que gentilmente desceu as escadas para analisar a situação. Ela fez algumas perguntas e começou por esta:

– A senhora é cadastrada nalgum projeto social do governo?

– Não!

– Tem carteira assinada?

– Não!

– Avalista não precisa! Eu avalizo – Disse a gerente.

Depois de algumas observações, se descobriu que a venda não foi aprovada tão somente porque Kátia quis dividir em seis vezes, e na primeira compra, deve-se dividir em mais vezes. Fizeram a simulação da venda e da abertura do crédito em doze vezes.

– Pronto! Em doze vezes é liberado. Vamos concluir a compra?

– Fica em quanto o valor total em doze vezes? – Perguntou!

– R$ 481,68 (quatrocentos e oitenta e um reais e sessenta e oito centavos)

Uma compra que o valor em seis vezes é de duzentos reais (R$ 204,00/6=34), em doze vezes aumenta cerca de 235% ao valor.

Como é que a economia pode não estar bem, se existe este sistema injusto de juros e de crédito consignado? Se fossemos cadastrados em algum projeto social do governo, ai, é que o crédito seria liberado mais rapidamente. O Bolsa Família serve como avalista.

Se a família tem renda do governo, eles apenas querem saber poucos dados, e logo compromete o tal orçamento para os próximos doze, dezesseis, dezoito, vinte meses a frente. Mas, não querem, e não liberam para quem quer comprar com menos parcelas.

Coisas estranhas acontecem neste país!

Nesta manhã de chuva fina em Irecê, recebemos a visita de um “cumpade” que há muito não vinha aqui em casa. Enquanto espero a chuva cessar um pouco para sair aos atendimentos (moto não é um bom veiculo para estes dias) ficamos jogando conversa fora.

Uma jovem senhora que trabalha na casa de minha sogra e três vezes por semana vem ajudar Kátia, está aqui também. Não sei por que cargas d´água, a conversa chegou no BOLSA FAMÍLIA. A conversa era sobre as várias namoradas, que a fama diz, que o “cumpade” mantém.

– Meu “cumpade”, o senhor agora descobriu como é permanecer sustentado por mulher?

– É meu “cumpade” – disse ele – Até agora só uma me tomou o cartão. Mas, as outras deixa comigo. Todo mês, é dinheiro certo. Nem trabalho mais!

Ainda que a conversa não tivesse nenhuma veracidade, a ajudante de Kátia entrou na conversa e declarou:

– É bem assim que acontece lá no nosso povoado. As periguetes parem todos os anos, e os machos delas ficam com os cartões do Bolsa Familia. E lá tem mais coisas. A dona do mercado, que não precisa do Bolsa Familia tem o cartão, e recebe até mais do que eu!

Fiquei curioso em saber detalhes sobre tal conduta e soube que alguns homens, cabra-machos daqui da região, tomam a força os cartões do Bolsa Famílias, e em outros casos, forçam as pobres mulheres a sacarem o dinheiro, e ai delas, se não entregarem todo o montante.

Pobres mulheres!

Foi então que fiz o download da lista de beneficiários do Bolsa Família  em Irecê do mês de setembro (Clique link e procure por seu Estado e Cidade). Não encontrei o nome da dona do mercado, mas, encontrei este caso curioso. Veja a imagem:

bolsa-familia

Como é que pode existir tal situação e condição?

– Dois filhos. Nomes iguais. Nascidos no mesmo ano. Nascido no mesmo dia. Mas, com diferença de um mês entre eles?

Como?

Como a lista mostra a condição de LIBERADO, só tenho a pensar que a senhora CARLENE DOMINGAS MAIA recebeu pelos dois.

Coisas estranhas acontecem neste país, e as pessoas se rebaixam por muito pouco. A vilipendiação é ampla e cada vez mais por pequenos valores.

Para aonde foi os valores morais e éticos? Deus, nos ajude!

É o antivírus que não presta ou é você que não sabe usar?

Está ficando comum ouvir algumas frases no dia-a-dia. E tais frases, PARECEM expressar uma verdade, quando não é verdade. Ontem ouvi uma destas frases, e foi esta:

– O técnico que veio aqui trocou o antivírus porque, aquele outro não pegava os vírus. Foi tanto, que assim que ele passou o outro, ele tirou vários vírus que estava no computador, e o outro antivírus não pegava.

Ledo engano!

Eu tenho alguns pontos contrários a certos antivírus, e se procurarem nos textos antigos poderão constatar o que vos escrevo, no entanto, raramente classifico os antivírus como ruins porque os mesmos tenham deixado passar alguns vírus. O problema não é com os antivírus de forma geral, o problema é com os usuários dos antivírus. É prática comum estabelecida, depois do antivírus instalado, NUNCA EXECUTAREM o software para procurar e remover os vírus que possam ter chegado de forma furtiva.

O fato de existir um antivírus instalado, é comum pensarem que é o suficiente para se ESTAR e PERMANECER protegido. Não é verdade! Além de o seu sistema de antivírus estar instalado, você tem que ter o hábito de executar PELO MENOS uma vez no mês uma varredura completa no sistema.

Se você assim procede, e mesmo assim, um outro antivírus detectar vírus em seu sistema, ai sim, posso concordar com você que o software utilizado é fraco e ineficiente, caso contrário, discordo e a culpa é do usuário que não zela, nem soube utilizar o software.

Nestes casos, não sabendo utilizar, nem tendo a prática correta de utilização, este novo antivírus instalado, um outro ou o mesmo técnico, constatará que não é o antivírus que foi ruim, incapaz, mas o usuários que ainda não desenvolveu uma prática de uso do sistema de segurança.

Não é só ter um bom antivírus, você tem que saber usar, e usar regularmente o antivírus. Ter o hábito usar o mesmo. Leia também: SEGURANÇA: não é mais só o antivírus

Meiroca em 51 perguntas e respostas.

Respondi as 51 perguntas da Meiroca. E ela publicou hoje a entrevista. Confira as perguntas e as minhas respostas no blog da Meiroca: Pensieri e Parole.

Quem é Meiroca?

Meiroca, é brasileira, mineira de Patos de Minas. Se declara Catolica Apostolica Romana, e também devota de Nossa Senhora e Santo Expedito.

Aquariana, nascida em 03 de fevereiro de 1955. Com a idade de 7 anos transferiu-se para Ribeirao Preto, onde ali viveu até os 45 anos.

Iniciou a faculdade de comunicaçao mas nao terminou.

Gosta de pintar, de ler, de cinema, de teatro, de gente alegre, de viajar. Casada com italiano, atualmente vive entre as cidades de Fondi e Terracina, onde vive e trabalha, é apaixonada pela cidade eterna Roma.

Ela odeia gente mentirosa, falsa, dissimulada, desonesta, fofoqueira, fanatica, enfim gente que gosta de tirar proveito da situaçao.

Ela diz que não gosta de jiló’, de brodino, e odeia ter que passar roupas.

Declara-se adoradora do Blog, onde procura escrever diariamente e retribuir todas as visitas que recebe.

Tambem escreve um blog de culinaria, o Pomodoro Rosso, com receitas da cozinha italiana.

Esta é Meiroca.

Obrigado Meirora por permitir a mim estar no seu blog respondendo a estas suas 51 perguntas.

Eu só quero devolver o aparelho para reciclagem – 2

No texto Eu só quero devolver o aparelho para reciclagem – 1, eu relatei a minha saga com um DVD 625 fabricado pela Philips. E neste último dia 20 de outubro eles me responderam o chamado, e me pediu para ir na loja autorizada. Lá, recebi a noticia, que já sabia.

– Sr. Adão, o aparelho está com o painel MPGE danificado, e não temos peças para a reposição. Lamentamos! Mas, temos que devolver o aparelho sem estar funcionando.

Eu ri. Eu não pedi para consertar. Eu entreguei para ser reciclado porque já sabia que não tinha como consertar. Avisei mais uma vez que não quero o aparelho, e que a loja autorizada decida o que fazer com o dito, uma vez, que eu também não o quero em casa. Que a fabricante e suas autorizada tomem as providências! Morreu Maria Preá!

Agora começo a saga com a SAMSUNG. E se você pensa que é só isto, não é! Veja outros aparelhos que já listei neste texto: Dúvidas, agruras, dificuldades, fé e certeza. Deixei a câmera DIGIMAX S500, da marca SAMSUNG, na loja autorizada da região.

Samsung-Digimax-S500

Hoje, também procurei o serviço de atendimento ao consumidor Samsung para obter informações se é possível devolver o aparelho para ser reciclado. Entretanto, a atendente SAMSUNG me adiantou o seguinte:

– A SAMSUNG não aceita a devolução do aparelho que te pertence.

Ou seja, uma vez que comprei, sou proprietário, e mesmo existindo o desejo de devolver à fabricante, ela não aceita de volta em nenhuma hipotese. Na minha opinião, não há interesse da SAMSUNG em recolher equipamentos que ela fabricou.

O protocolo de atendimento recebido foi este aqui: 100-370-98-96. Chamado realizado hoje, 21 de outubro de 2009. A atendente foi categórica em reconhecer e informar que a SAMSUNG não tem um departamento de reciclagem e com responsabilidade ambiental, que tenha a meta de receber ou recolher os produtos que estão danificados e sem condições de uso.

Já é hora de unirmos e começar a exigir destes fabricantes o recolhimento dos aparelhos que eles fabricam e ficam em nossas mãos como lixo eletrônicos, peças inuteis, que ocupam lugar em casa, e muitos tem componentes que jamais podem cair no lixão da cidade por conter elementos danosos à saúde e ao meio-ambiente.

Veja a imagem abaixo:

logo_telSe for para enviar um produto que eles fabricaram, distribuiram através da rede varejista e atacadista, para ser reciclado, para ser recolhido de forma correta para evitar maiores danos, e diminuir, a quantidade de lixo eletronico existente nos lares, ELES NÃO RESOLVEM, não até o momento! Ou seja, não é verdadeiro o slogan: A GENTE RESOLVE! Não aqui no BRASIL. Porque escrevi: Não aqui no Brasil! Porque o relatório anual de Sustentabilidade da SAMSUNG, afirma que eles reciclaram cerca de 250 mil toneladas de aparelhos eletrônicos. Mas, isto em outros países, tais como: Coreia, Japão, Europa e Estados Unidos. O relatório também diz que eles reciclaram outros milhões de toneladas e usou na fabricação de outros aparelhos.

Veja aqui os relatórios de Sustentabilidade da SAMSUNG. (Em inglês)

O relatório tem mais de noventa páginas e relata todos os esforços da SAMSUNG em reciclar aparelhos fabricados por ela. Mas, para mim, não importa o que eles tem feito lá e acolá, o que me informaram hoje, foi que EU NÃO POSSO DEVOLVER O APARELHO PARA SER RECICLADO.

Contraditório e confuso!